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TÉCNICA – Conserto de aleta direcionadora de ar condicionado split
Atualmente, os aparelhos de ar condicionado split (divididos) estão popularizados, pois são práticos, silenciosos e não requerem uma abertura exclusiva na parede, como os aparelhos integrados. Outra vantagem é a instalação alta, propícia para climas quentes, pois o ar frio que sai do aparelho é mais pesado e assim ele é distribuído de modo mais uniforme no ambiente.
Todo ar condicionado é uma bomba de calor: retira calor de um lado e coloca em outro. Quando se quer esfriar um ambiente, o calor é bombeado para fora da peça (é assim que “esfria”).
O ar condicionado split é composto por duas partes: a externa, chamada de condensadora e a interna, a evaporadora. Elas são interligadas por um conjunto de tubos e fios, isolados termicamente. A unidade evaporadora tem aletas que direcionam o fluxo de ar conforme desejado.
Muitas vezes, essas aletas quebram. Elas também são conhecidas como pás, lâminas, palhetas ou vanes. Vane é o termo em inglês que nomeia a pá de qualquer hélice, propulsor ou cata-vento, que movimenta-se devido à pressão do ar ou líquido sobre ela. Wheater vane, por exemplo, é aquele galo que aponta a direção do vento, colocado na rosa dos ventos e nas chaminés de antigas casas (aqui é conhecido por galo dos ventos ou galo de chaminé).
A aleta geralmente quebra na conexão com o motor que a movimenta. Era o caso do ar condicionado da figura 1. A aleta de baixo não se mexia mais, pois havia sido forçada manualmente. Demonstro neste post uma técnica muito simples para consertar a aleta, que inclusive a reforça.
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FILAMENTO LED – Conheça e compare – Parte 2

Figura 57 – Lâmpada de filamento LED de 6W, de origem chinesa, bivolt, não dimerizável, sem pescoço, cor branca fria (6500K), com filamentos LED de base cerâmica. No detalhe, a lâmpada ligada.
Na primeira parte (aqui) do artigo sobre as lâmpadas de filamento LED, tratamos dos requisitos de qualidade que precisam ser observados para distingui-las, dos componentes que formam um filamento LED, do problema da geração de calor nos LEDs, do efeito LED droop, da criação das lâmpadas e das tentativas LED de imitação das incandescentes.
Nesta segunda parte, abordaremos o modo de montagem, a origem, os fabricantes, os modelos e a popularização das lâmpadas de filamentos LED, a certificação obrigatória das lâmpadas LED no Brasil, a briga pelas patentes das tecnologias LED, o banimento das lâmpadas incandescentes, os programas de eficiência energética no Brasil e no mundo, a história do cartel Phoebus, a obsolescência programada e a história da escola de arte Bauhaus (que parece não ter nada a ver com nosso assunto, mas tem).
E o baile não termina desta vez, continua na terceira parte…
Pré-sal: a ponta do iceberg do petróleo brasileiro
O território de Angola, por exemplo, na região da bacia Benguela, é equivalente à região de Santos, pois faziam parte da mesma área, quando havia um só continente em todo o planeta (Gondwana). Lá, como cá, são grandes áreas de exploração de petróleo.
A chave do cofre
Colocaram a culpa de tudo em um só partido, que é o único nascido das camadas mais pobres da população, que justamente por isto sempre defendeu e apoiou os mais fracos, contra as oligarquias. Um partido que não foi formado por conchavos de empresários.
Forjaram no Congresso um processo lotado de ilegalidades, com o único intento de apear do poder uma presidente eleita pela população. Porque mesmo “fazendo parte” do governo, os golpistas não tinham a chave do cofre.
E agora terão.
Se deixarmos.
O cacarejar da galinha
E querem ver o ex-presidente, do mesmo partido, na cadeia. Os valores envolvidos nos delitos são risíveis, perto de um banco pego na Zelotes, por exemplo, que deve 4 bilhões de reais em impostos. Quem deu mais prejuízo? Isto não serve como juízo de valor? Qual processo importa mais?
Querem porque querem, como crianças mimadas. E estão surdos, não ousam escutar qualquer palavra da outra parcela da sociedade, que votou na atual presidente e espera o cumprimento da lei.
Húbris, Nêmesis ou apenas canídeos
Húbris, Nêmesis, ou apenas canídeos
Alguns influentes arreganham seus dentes
Querendo mostrar poder
E babam, como se lobos fossem
Se eles são, também somos
Mas, diferente deles
Pertencemos à maior alcateia.
Para clarear
Nêmesis representa a força encarregada de abater toda a desmesura e insolência (húbris), como o excesso de felicidade de um mortal ou o orgulho dos reis, por exemplo. Essa é uma concepção fundamental do espírito helênico:
“Tudo que se eleva acima da sua condição, tanto no bem quanto no mal, expõe-se a represálias dos deuses. Tende, com efeito, a subverter a ordem do mundo, a pôr em perigo o equilíbrio universal e, por isso, tem de ser castigado, se se pretende que o universo se mantenha como é.”
No direito grego, húbris refere-se com maior frequência à violência ébria dos poderosos para os débeis. Outros o identificam como vício pelo poder, ou no qual um personagem comporta-se com soberba, arrogância e exagerada autoconfiança.
Uma boa explicação: http://www.quo.es/ser-humano/el-sindrome-hubris/lideres
FILAMENTO LED – Conheça e compare – PARTE 1

Figura 1 – Lâmpada de filamento LED tamanho A60 vendida no Brasil, marca Ourolux, de 6W, bivolt, emissão de 600 lumens, luz branca quente, 10 mil horas de vida útil, selo Procel A. No detalhe, a mesma lâmpada, ligada.
Estamos em plena era dourada da iluminação LED. O mercado mundial de LEDs alcançou a cifra de 160 bilhões de dólares em 2014 [1]. Em razão da necessidade de um planeta sustentável (diminuição do consumo de energia), o crescimento do setor continuará por alguns anos. Estima-se que há em torno de 20 bilhões de lâmpadas no planeta (valor conservador), imagine trocar a metade delas, ao menos…
No Brasil, segundo a Abilux [2], o setor de iluminação LED – também conhecido por iluminação de estado sólido (SSL – Solid State Light) – crescerá 30% em 2015. E estudos apontam que este será o mercado com melhor viabilidade comercial em 2020 [3].
Em razão disso, há uma intensa competição mundial para abocanhar a maior fatia possível do mercado de iluminação LED, que faz com que apareçam novidades a todo momento.
Uma delas está chegando de mansinho nas lojas, mas ainda não é muito conhecida. É a lâmpada de filamento LED (figura 1), que de tão parecida com as incandescentes, é confundida com elas. Parece incandescente, mas é LED.
Conheça o que são os filamentos LED, como são fabricados, os modelos existentes, como ligá-los e as possibilidades de uso.
Além disso, são expostos, ao final desta série de artigos, os testes comparativos de 7 tipos de lâmpadas (filamento LED, LED leitosa, fluorescente compacta, incandescente comum clara, incandescente comum leitosa, incandescente de alta resistência, incandescente halógena), bem como explicados os conceitos básicos envolvidos na medição da luz, para que qualquer pessoa saiba identificar o que realmente importa na escolha de uma lâmpada.
Espero que façam bom proveito desta primeira parte.
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Ditadura / Democracia
A diferença entre uma democracia e um país totalitário é que numa democracia todo mundo reclama, ninguém vive satisfeito. Mas se você perguntar a qualquer cidadão de uma ditadura o que acha do seu país, ele responde sem hesitação: “Não posso me queixar”.
Millôr Fernandes, Millôr definitivo: a bíblia do caos.
Millôr faria 91 anos em 16 de agosto de 2015. Outra frase dele, sobre o mesmo assunto, é mais conhecida:
Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim.
Millôr Fernandes
E para quem quer compreender o que realmente está acontecendo em nosso país (estamos cavando nossa própria cova), trago um pequeno artigo de Carlos Castilho, publicado em 01/08/2015 no Observatório da Imprensa (ver link ao final do texto), que ajuda a entender as posições extremadas que tem aparecido por todo lugar:
Os riscos ocultos na uniformização da agenda da imprensa
Carlos Castilho
De todos os pecados atuais cometidos pela indústria da comunicação jornalística, o que tem consequências mais graves é o da uniformização da agenda de informações. O fato de noticiar dados novos, fatos inéditos e eventos a partir de um único viés não falseia apenas a visão que as pessoas têm da realidade, mas as leva a desenvolver opiniões cada vez mais radicais e extremadas.
Até agora a maioria dos críticos da mídia concentravam suas atenções basicamente na verificação da autenticidade das notícias publicadas por jornais, revistas, telejornais e páginas noticiosas na Web. Trata-se de uma preocupação muito importante, mas agora ela está sendo ofuscada pelas consequências práticas do crescente sectarismo nas opiniões e posicionamentos expressados por leitores, ouvintes, telespectadores e internautas.
Há uma diferença importante entre estar equivocado em consequência de informações falsas e a xenofobia política alimentada por notícias unilaterais, que mostram apenas um lado da realidade. Uma noticia pode ser verdadeira, mas gerar uma percepção parcial ou distorcida do contexto onde estamos situados. É aí que está a origem das opiniões sectárias. É a materialização clara da famosa história do copo meio cheio ou meio vazio. O fato é o mesmo, mas a forma como é representado na comunicação gera duas atitudes diferentes em quem recebe a informação.
O discurso da imprensa é o de que ela sempre ouve os dois lados. Só que hoje existem muito mais do que dois lados numa mesma situação ou na interpretação de um dado. Além disso existem distorções na prática de ouvir os dois lados. A percepção ou opinião predominantes são publicadas com detalhes enquanto as do lado contrário, se limitam a esclarecimentos burocráticos, como tornou-se praxe na cobertura do escândalo Lava Jato. Formalmente foram ouvidos os dois lados só que o impacto gerado no público reforça a percepção de um lado apenas. É evidente a distância entre o discurso e a realidade.
Há centenas de pesquisas acadêmicas mostrando que quando pessoas recebem o mesmo tipo de informação, elas tendem a desenvolver posicionamentos e opiniões mais radicais do que aquelas expressadas anteriormente, como mostra o pesquisador norte-americano Cass Sunstein, no seu livro Going to Extremes. Este é um mecanismo já bastante estudado e que se baseia no fato de que as pessoas tendem a resistir a opiniões contrárias às suas por que isto as obriga a um esforço extra de reflexão e checagem. Dá mais trabalho do que sentir-se confortável porque pensa ou age igual a seus parceiros, amigos ou colegas.
Daí o fato das pessoas buscarem grupos com ideias e percepções afins. Esta tendência se tornou muito mais forte atualmente quando a internet criou mega grupos, as redes sociais virtuais onde é muito mais fácil encontrar parceiros para ideias, até as mais estapafúrdias e radicais.
A imprensa , obviamente, não pode sintetizar toda a diversidade e complexidade do mundo atual. O seu poder de representar a realidade que nos cerca será sempre limitado, mas o que ela deve e pode fazer é mostrar a seus leitores, ouvintes, telespectadores e internautas que o mundo é muito mais complicado e diverso do que as noticias publicadas ou transmitidas. Nestas circunstâncias, o jornalista não pode e não deve assumir ares de dono da verdade. O grande diferencial do jornalista não está na quantidade de informações que ele detém, mas na capacidade de verificar a confiabilidade, pertinência, exatidão e atualidade dos fatos, dados e eventos que chegam ao seu conhecimento.
O papel da imprensa na era digital não é mais o de fornecedor exclusivo dos dados e fatos que servem de base para a nossa tomada de decisões. Sua função é cada vez mais a de ajudar as pessoas a contextualizar o material informativo que recebem das mais variadas fontes. E é ai que a nossa imprensa falha gritantemente ao nos fornecer uma visão unilateral e uniforme do mundo que nos cerca. As redações, por força das pressões externas e da concorrência entre veículos, tendem a criar ambientes informativos pouco sensíveis a opiniões e percepções divergentes às da maioria dos seus integrantes, o que alimenta abordagens distorcidas.
A capacidade de contextualizar é que diferencia o jornalista de um mero robô ou algoritmo usado por sites de informação. E é ela que está sendo negligenciada , gerando o fenômeno da homogeneização das notícias, a origem da formação de segmentos cada vez mais radicalizados e polarizados na opinião publica. Quando a imprensa evita dar informações que possam contrariar a agenda predominante, ela desestimula aqueles que dispõem de dados e fatos discrepantes, principalmente quando estas pessoas pertencem às classes C e D. O medo de ir contra os poderosos reforça a unanimidade e com isto gera situações como o hoje incompreensível apoio da população alemã à xenofobia racial preconizada por Adolf Hitler. Ajuda a entender também as omissões da imprensa norte-americana no caso das armas de destruição em massa de Saddam Hussein e que justificaram a primeira invasão do Iraque, tida por muitos como a origem ideológica do Estado Islâmico.
Artigo extraído do Observatório da Imprensa, acesse o link para ver os comentários no lugar original http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/os-riscos-ocultos-na-uniformizacao-da-agenda-da-imprensa/



![Figura 1 – Semelhanças entre os continentes africano e sul-americano. Fonte: The Africa Report [1].](https://dicasdozebio.com/wp-content/uploads/2016/05/fig1-amefricatakokoning.jpg?w=595&h=316)

![Figura 1 – Cartum gentilmente cedido pelo cartunista LAZ MUNIZ. Fonte: Brazil Cartoon [1].](https://dicasdozebio.com/wp-content/uploads/2016/03/fig1-img1_desenhos_20160319024737189.jpg?w=595)




