Arquivo
Se o Mercado ganha, você PERDE!

O Mercado, de que tanto falam e que demonstrou preferência por certo candidato, não tem nada a ver com o supermercado, o atacarejo ou o mercadinho da esquina. São os RENTISTAS, que tem muito dinheiro sobrando e colocam ele para render em aplicações financeiras. Não investem em indústrias, muitos moram no exterior e seu único objetivo de vida é enriquecer sem trabalhar. Os bancos e corretoras de valores são a parte visível desse tal Mercado. Ah, e as “fintechs”, empresas que usam e abusam da tecnologia digital para mexer com dinheiro, completam essa estrutura de espoliação.
A grande mídia é o arauto, o garoto-propaganda do Mercado.
Os juros altos empobrecem os brasileiros – o governo sangrou para o Mercado nos últimos 12 meses mais de 1 TRILHÃO de reais de juros da dívida. Se esses juros (ancorados na taxa Selic, definida pelo Banco Central) baixassem 2 ou 3%, sobraria dinheiro o governo investir aonde precisa. Mas esses ricos não querem perder o seu quinhão dourado, são eles que impedem o desenvolvimento do país.
A desindustrialização vem daí, desses juros altos que tornam mais lucrativo investir em aplicações financeiras do que em empresas.
E tem outro lado. O Mercado berra para o governo cortar despesas, mas não pede para diminuir os subsídios bilionários para grandes corporações, nem para baixar os juros. Cada 1% de redução implica em 68 BILHÕES a menos de dívida pública por ano. Mas com o Banco Central independente desde 2021, abaixar essa taxa ficou mais difícil, precisa convencer o Mercado…
O corte de despesas, como um dos candidatos pretende fazer, atingirá, como sempre, assalariados, aposentados e pensionistas, que terão seu poder de compra reduzido. Os pequenos negócios sofrerão com isso. O rojão sempre explode na boca de quem ganha menos. E os ricos, riem.
Volte atrás 10 ou 15 anos, como você estava na época? Não lhe parece que aquele tempo foi apagado? Porque é isso que o rolo compressor da internet fez conosco. Gastamos mais horas distraídos com as telas do que vivendo a realidade. Mas, o tempo não pára, e ficamos mais velhos de repente.
PENSE! Em que ano você comprou alguma coisa importante, talvez uma casa ou carro, ou fez uma reforma? Quando é que conseguiu visitar aquele parente longe? Os noticiários são implacáveis contra qualquer governante que ajuda os mais pobres, às vezes mentem para formar opiniões, tudo para o Mercado continuar intocável. Mas se você lembrar do tempo em que andava com os bolsos mais cheios, verá que nunca foi na época de governos que impõem o arrocho como solução.
O que desenvolve um país é salário digno (e corrigido decentemente) e juros baixos. O resto vem a reboque. Se há dinheiro no bolso, toda a economia gira. Se tem mais dinheiro para o pão, o padeiro vende mais pão e precisará contratar, o contratado também terá seu salário e comprará coisas, e assim por diante.
Mas, enquanto os rentistas sanguessugas estiverem ganhando demais, não iremos pra frente, a roda da nossa economia continuará emperrada.
Ou você quer que fiquemos igual à Argentina do Milei, que corroeu 40% das aposentadorias e salários em menos de 3 anos? Tem um candidato que considera o presidente argentino um exemplo a seguir.
No domingo 25 faça uma boa escolha, pelo nosso futuro. Desejo que seu 13° seja muito polpudo.
Para ONDE vamos, amigo ou inimigo?

A nossa vida é um caminho sem volta, desde que brotamos neste mundo, até retornarmos ao pó.
Muitos consideram que há bastante tempo para fazer as coisas, que podem deixar para começar depois. Mas, se forem analisar com cuidado, verão que a vida é muito curta.
Quando visitamos aqueles parentes ou amigos de quem gostamos, já paramos para pensar quantas vezes poderemos fazer isso ao longo da vida? Se os visitamos uma vez por ano, dará quantas no total?
Partindo da média de expectativa de vida do povo brasileiro, que é de quase 76 anos e descontada a nossa idade, dá o que pensar. Mulher brasileira vive mais, quase 80 anos, então a maioria dos homens brasileiros morrerá antes dos 76.
Assim, se temos 13 anos, vamos nos ver pelo menos 63 vezes. Agora, se estivermos com 60 anos, serão só mais 16 vezes. Se os nossos parentes e amigos tiverem idade avançada, esse saldo será menor ainda.
Sem falar que nós mesmos poderemos parar pelo meio do caminho em uma tragédia qualquer, como tantas que acontecem neste país abandonado pelas elites: enchentes, deslizamentos, temporais, violência pessoal ou institucional, acidentes de trânsito, construções mal feitas ou um problema de saúde fulminante.
Essa perspectiva vale para tudo o que fazemos. Temos motivo justo para deixar de fazer algo agora? Ou nos acostumamos demais ao tempo das telas, que destrói todo o nosso tempo livre?
E causa divisão.
Antigamente, aquele amigo, conhecido ou parente que tinha uma ideia política diferente da nossa era tolerado, sem grandes problemas. Apesar das falhas, enxergávamos que aquelas pessoas também tinham coisas boas e interagíamos com elas.
De uns anos pra cá, passamos a enxergar os outros como amigos ou inimigos, sem meio termo. Ficamos igual a computador: é zero ou um.
Uma diferença qualquer de opinião pode resultar na exclusão permanente, a pessoa deixa de ser visitada, convidada para encontros, reuniões, aniversários, Natal, Páscoa ou qualquer outra junção, justamente porque pensa diferente.
Essa divisão acontece com mais impacto dentro das famílias e tem causado toda sorte de conflitos, resultando em separações, brigas e até crimes.
Hoje, só nos juntamos com quem pensa igual e isso reforça a divisão, pois não tem ninguém no grupo para criticar alguma ideia descabida ou totalmente fora da realidade. E tais alucinações começam a fazer parte dos assuntos do dia a dia, sem muitos filtros.
Ao se reunir somente com quem pensa igual, o cérebro trabalha muito menos, quase não usa os neurônios, porque só precisa concordar. É bom lembrar do ditado: “Se você não pensa, será pensado pelos outros.”
Junto a isso, temos um sistema educacional que nos ensina a obedecer, jamais a criticar ou pensar diferente.
Pensar e comandar é ato restrito às escolas pagas, onde a elite forma os futuros dirigentes deste imenso país. Lá, a educação é investimento, mas para as escolas públicas é despesa. Educação é o que leva o país para frente, olhe para os asiáticos: todos, sem exceção, martelam na educação!
Outra questão que soma dificuldades às nossas vidas é a religião. Todos os grupos religiosos proclamam a paz, mas estão cada vez mais isolados uns dos outros. “A minha religião é a única verdadeira!”; “O nosso Deus é melhor que o seu”; “Sou melhor que você!” A quem serve isso?
Tudo isso forma um caldo que está fermentando.
Essas divisões da população em grupos isolados uns dos outros, somente beneficia quem já está no poder e nunca apeou dele, desde 1500. São esses que sempre se beneficiaram com a falta de unidade do povo e agora lucram com tais conflitos, através de seus paus mandados, os políticos.
Quem está no cargo máximo atualmente, pode fazer apenas o que o Congresso deixar. E NUNCA nosso Congresso teve maioria canhota. Inclusive nos estados, as Assembleias estão totalmente dominadas por grupos elitistas que defendem com unhas e dentes os seus privilégios, como se fossem direitos. São esses que se chamam “conservadores”, pois querem conservar o que nosso país sempre teve de ruim.
Uma elite que pensa pouco (e lê menos ainda) não se deu conta do básico: salários baixos implicam ao pobres maior estresse e violência e resultam em trabalho mal feito, porque ninguém consegue dar conta do recado se estiver cansado por ter dormido pouco, a roupa ficou fedendo porque não deu tempo de secar direito, ter passado em pé 2 horas espremido no ônibus e ainda preocupado em como vai passar o resto do mês.
Monteiro Lobato já reclamava dos baixos salários na década de 1920, antes do Brasil transformar-se no grande exportador de hoje. Lá se vão 100 anos, o bolo cresceu muito e o povo continua a receber migalhas. A chapa tá esquentando, mas o caldo de que falei é outro.
Países que eram mais pobres que o Brasil há 40 anos, hoje nos ultrapassaram e dão ao seu povo uma qualidade de vida impressionante. A Coreia do Sul tem o tamanho de Santa Catarina ou Pernambuco. O Distrito Federal é 8 vezes maior que Singapura. Esses dois países asiáticos, que precisam importar quase tudo, têm cidades bonitas, com muito verde, pracinhas, riachos, estradas perfeitas, trens ou ônibus para onde precisar, moradia decente para todos, educação de qualidade, indústria pujante, salários dignos. Porque eles escolheram cuidar do povo!
É isso que boa parte da elite brasileira não quer (resol)ver: enquanto mantém a maioria na ignorância, por conta da péssima educação, por outro lado desvaloriza o trabalhador, prefere que ele fique com um salário que o torne dependente, mas que não permite que melhore de vida.
O trabalhador mora mal, muitas vezes de aluguel – queima dinheiro todo mês – e tem poucos lugares para passear, tá tudo tomado pelo concreto. Sua vida só patina. Precisa muito esforço e persistência para manter a cabeça pra fora d’água.
Afinal, quando há muitos que aceitam receber miséria do empregador, pra quê pensar em melhorar a vida daqueles que constroem a sua riqueza? Ambos envelhecem juntos, mas não podem progredir juntos.
A saída é a bebida, o sexo ou, muito pior, as drogas. Nem a música diverte mais, porque foi sequestrada por um bando de empresários com cérebro de minhoca, cujo objetivo é branquear nossa musicalidade, deixando-a sem gosto, sem calor, sem suor, sem vida, sem passado. Temos muita diversidade, mas ela não passa da cerca que esses imbecis ergueram.
Olhe ao seu redor. A quantidade de obesos em nosso país é algo impressionante. A causa? Má alimentação, principalmente, causada por desinformação (má educação, outra vez), falta de movimento (exercícios, caminhadas) e consumo descontrolado de comidas e bebidas industrializadas, que nos poupam tempo, são gostosas, mas roubam nossa saúde.
E aqui é que vem o caldo. Olhe ao redor, novamente, um pouco mais para longe: os estados brasileiros, depois os países do nosso continente. Quantas vezes você ouviu falar mal dos nordestinos, ou que os estados do sul querem se separar? E o que sabemos dos nossos irmãos castelhanos? Portugal nos legou um país imenso e não praticamos a solidariedade nem a boa vizinhança, antes nos isolamos e zombamos do país que nos criou. Claro, temos um passado (e um presente) muito cruel, ainda temos que acertar essa conta. Agora é justamente quando podemos definir um bom futuro, é só querer. E não se dobrar.
Os estados brasileiros deveriam sempre se unir em benefício do país, não o contrário. Correntes de pensamento diferentes devem chegar a um consenso, em vez de impedir bons projetos só porque vieram do “outro lado”.
Senadores, deputados federais e estaduais, deveriam pensar na infraestrutura nacional, na integração entre os municípios e estados, na qualidade das obras, na redução de tragédias, no desenvolvimento como um todo, mas atendem a interesses locais e o país fica à deriva. Essa é a política destra, que enterra as boas ideias (como os teleféricos para as comunidades do Rio ou as ferrovias) e faz valer a sua total falta de compromisso com os brasileiros e o ajoelhamento com os de fora, para sempre. Defendem os interesses de seus financiadores, que costumam gastar muito mais em campanha do que o salário que irão receber.
Afinal, é o Poder Legislativo que comanda os destinos do país (Senadores, deputados federais, deputados estaduais, vereadores). O Poder Executivo (Presidente, governadores e prefeitos) só consegue fazer o que o Legislativo deixa. E o Judiciário deveria servir de balança entre eles, para ninguém tomar conta.
E agora, com o caldo fermentando ao nosso redor, precisamos pensar no futuro que queremos para nós. Ou vamos descambar para um gigante quebradiço, que em mais alguns anos pode começar a se despedaçar como aquele do leste da Europa, espatifado em 7 pedaços nos anos 1990, ou nos juntamos e damos um basta a essa mania de explorar os outros sem dar nada em troca.
“Divide et impera.” (Dividir para reinar, é disso que se trata)
Há muito conteúdo por aí que mistura diversas verdades isoladas, mas leva a uma conclusão totalmente falsa. Não se iluda com afirmações que causam indignação e simplificam as coisas, porque elas apelam para as emoções e fazem agir por impulso. Os que falam que são contra o sistema, frequentemente agem em defesa dele e mentem descaradamente, confiantes da ignorância do povo. O objetivo é, como sempre, DIVIDIR, nunca UNIR ou prestar SOLIDARIEDADE.
“Diga-me com quem andas, que te direi quem és.” Cuide que as legendas juntam pessoas que tem os mesmos objetivos! Água não se mistura com óleo!
Muito cuidado daqui pra frente, virá fogo e tragédia de todo lado. Enxergue a diferença entre a crítica contra alguém (só acusações dirigidas à pessoa) ou contra o que ela faz ou fez (atos dela, com provas). OUÇA COM ATENÇÃO, não tape seus ouvidos, procure informar-se com várias fontes, depois analise calmamente e conclua. Mantenha a cabeça erguida, o olhar fixo e o pensamento livre. Escolha bem e não se arrependa.
Desejo a você este Feliz Domingo.
MANUAL DE RETÓRICA PERVERSA
ou COMO VENCER QUALQUER DISCUSSÃO

A Escola de Atenas, afresco de Rafael Sanzio. Fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Escola_de_Atenas
Você certamente já presenciou um debate no qual a pessoa com a razão tenha perdido de seu adversário.
Talvez pela dificuldade de expressar bem as suas ideias, mas geralmente o que acontece é que o opositor está munido de técnicas para vencer qualquer confronto de palavras, mesmo que não possua um pingo de razão.
Essas técnicas apelam para a emoção, elas apontam para o teu fígado ou teu coração, não a tua mente. Em vez de raciocinar, afloram os sentimentos, para desestabilizar.
São técnicas utilizadas em todo lugar, principalmente por políticos, comerciantes e publicitários. Você mesmo pode tê-las empregado alguma vez, sem saber.
Faz algum tempo que encontrei na internet um texto que sintetiza essas técnicas de confronto. O autor é desconhecido, mas provavelmente tenha sido escrito no Chile, por causa das referências implícitas. Traduzi e coloco à disposição de todos.
Retórica é um modo de você dizer uma frase simples com vários parágrafos de enfeite, com o claro intuito de persuadir. Agora, imagine usar isso de maneira vil.
Junto com a retórica, aparece também a falácia, que é uma mentira que parece verdade. Ela pode ter pontos verdadeiros, mas sua conclusão é falsa.
Mesmo que esse Manual lhe revolte o estômago, como fez comigo, considero ele útil para aprendermos a reconhecer o uso dessas técnicas, de modo a não sermos iludidos nem passados para trás por gente de lábia afiada.
Materiais adicionais para consulta:
[1] Intelectuais, Cultura e Política – Albert Hirschmann – A retórica da intransigência –
[2] 100 nexos – Como vencer um debate (sem ter razão) –
[3] Medium – Jeferson Silva – A arte de iludir pessoas – Como se prevenir –
https://medium.com/@blogdojsilva/a-arte-de-iludir-e-como-se-prevenir-efd1a62840be
Rádio Elétrica – Ouça!

Katia Suman – Foto de Guilherme Santos / Sul21
Quer uma rádio sem comerciais nem papo furado? OUÇA a Rádio Elétrica, com programação variada, ótima e às vezes inesperada, pois toca rock, pop, jazz, blues, MPB, samba, etc.. Seleção de músicas feita manualmente por Katia Suman, a comunicadora que marcou indelevelmente a história da cultura em Porto Alegre/RS. O endereço é:
Tem o app Rádio Elétrica para celular, que pode ser baixado na Apple Store ou no Google Play.
As únicas interrupções no repertório são pequenas vinhetas de alguns segundos, que mostram o estilo da rádio ou pedem auxílio para mantê-la no ar. Se puder, ajude-a pelo link:
https://apoia.se/radioeletrica
Se você é eclético em suas preferências musicais, certamente gostará de ouvir a Rádio Elétrica. Poderá dar de cara com Banda do Mar, Jorge Ben Jor, Lauryn Hill, Anelis Assupmção, Grace Jones, Marku Ribas, AC/DC, Carmen Miranda, Fito Páez, Grupo Rumo, Cesaria Évora, Beyoncé, Paulinho da Viola, Bee Gees, Tom Zé, David Bowie, Gilberto Gil, Charly Garcia, Tim Maia, Frank Zappa, Caetano Veloso, Rod Stewart, Erasmo Carlos, Prince, Elis Regina, Paul Mcartney (e Beatles), Ná Ozetti, Chico Science, Stevie Ray Vaughan, Luiz Melodia, The Monkees, Belchior, Gotam Project, Ana Cañas, Wes Montgomery, Egberto Gismonti, George Benson, Paralamas do Sucesso, Horace Silver, Emílio Santiago, Brandford Marsalis, Titãs, Jimmy Smith, Chico Buarque, BB King, Roupa Nova, Stevie Wonder, O Terço, The Trammps, Sérgio Sampaio, James Brown, Nei Lisboa, James Hunter, Cascavelettes, Delvon Lamar Organ Trio, TNT, Chaka Kan, Cachorro Grande, Bob Dylan, Ultramen, Mercedes Sosa, Kid Abelha, Madonna, IRA!, Aretha Franklin, Nelson Coelho de Castro, JJ Cale, Cazuza, Ramones, Capital Inicial, Club des Belugas, Legião Urbana, Tom Waits, Taranatiriça, Nina Simone, Elza Soares, Norah Jones, Bezerra da Silva, Simply Red, Itamar Assumpção, Toots & The Maytals, Paulinho da Viola, Bob Marley, Bebel Gilberto, Michael Jackson, Ney Matogrosso, Astor Piazzola, Adriana Calcanhoto, Arctic Monkeys, Djavan, The Replacements, Hermeto Paschoal, Queen, Raul Seixas, Dire Straits, Marisa Monte, Joss Stone, Trio Mocotó, Me’Shell Ndegeocello, Pixinguinha, Lianne La Havas, Luiz Gonzaga e muitos, muitos, mas MUITOS outros.
Nas terças-feiras à noite tem o Sarau Elétrico, um evento já tradicional em Porto Alegre, transmitido a partir do bar Ocidente. Foi criado para celebrar a palavra escrita de modo bastante informal, sem academicismo [1]. Os apresentadores leem trechos que acham interessantes para o assunto em pauta, fala-se de qualquer coisa, sem tabus e às vezes com muitas risadas. Ao final, tem a canja ao vivo de alguém convidado. O sarau costuma acontecer das 21h às 22h, é gravado em podcast e disponibilizado depois no site da própria rádio. Podemos assistir ao sarau no Youtube, no canal da Katia:
https://www.youtube.com/katiasuman25
Vale a pena conhecer a Rádio Elétrica, para sair do marasmo musical imposto pelos algoritmos. Este é o ponto central: algoritmos de seleção musical são montados com fins comerciais, para repetir o que já foi ouvido (se ouviu, é porque gostou…) ou para destacar quem paga melhor, não são feitos para desafiar, nem realmente entreter o ouvinte.
Ou, mal comparando, você concorda com aquele e-mail de ofertas da loja que continua lhe oferecendo o produto já comprado?
Além disso, conhecer músicas de diversos estilos e origens nos torna mais críticos com o que ouvimos, porque formamos uma visão musical com parâmetros mais exigentes, coisa muito difícil de acontecer para quem está amarrado a algum canal de mídia fortemente segmentado. A segmentação reforça a intolerância musical. Daí vem a importância de ter pessoas que realmente entendam do riscado para fazer tal seleção.
Quem é Katia Suman
De minha parte, Katia Suman é aquela voz agradável, aveludada e preciosa que preenchia a noite porto-alegrense nos idos de 1980 e 90, quando sintonizávamos a então imperdível Rádio Ipanema FM. Trazia uma seleção musical primorosa, dava dicas de cinema, teatro e livros, fazia ótimas entrevistas, de repente uma banda recém formada tocava ao vivo, havia muita coisa inesperada, nova e cativante.
Segundo a editora Besouro Box, Katia Suman é “radialista, graduada em Ciências Sociais, com Mestrado em Comunicação e Doutorado em Letras. Trabalhou durante quase 20 anos na Ipanema FM, tendo passagens também pela FM Cultura e Unisinos FM. Em televisão, fez “Folharada Ipanema na TV”, na Band; “Crônicas do tempo”, na TVE e “Camarote”, na TVCOM. Criou em 1999 o evento Sarau Elétrico, que, desde então, faz parte do calendário cultural da cidade de Porto Alegre. Desde 2010, mantém a rádio web radioeletrica.com, emissora independente com programação voltada ao debate, à literatura e a boa música. Ativista da cidade participou do coletivo “Cais Mauá de Todos” e preside a Associação Amigos do Cais do Porto. Seu livro foi finalista dos Prêmios Açorianos de Literatura e Minuano/IEL, edição 2019.”
O livro de Katia Suman “Os diários secretos da Ipanema FM” relata as peripécias do dia-a-dia da rádio, tendo como referência os cadernos de comunicação usados para passar informações entre os radialistas. Cada locutor fazia o próprio programa, não havia roteiro pré-definido ou lista de músicas para tocar. Você poderá comprar o livro na Estante Virtual [2], por exemplo.
Se quiser conhecê-la melhor, há várias entrevistas na internet, uma bem interessante foi publicada no jornal Sul21 [3] e no blog do livreiro e tradutor Milton Ribeiro (NÃO É ex-ministro!!) [4], acesse-a AQUI ou AQUI.
Um detalhe sobre a Ipanema FM é a semelhança com sua irmã, a “maldita” Fluminense FM, de Niteroi, RJ, também nos mesmos 94.9 MHz. Ambas marcaram a cena musical dos anos 80 e 90 em suas respectivas regiões e ajudaram a impulsionar o rock nacional. A Ipanema foi mais que isso, ela sacudiu todas as formas de cultura na capital, com toques de rebeldia, novidade e liberdade.
Katia também fez uma interessante dissertação de mestrado em Ciências da Comunicação, pela Unisinos [5], onde destrinchou a esquema do jabá em 3 rádios FM. Jabá é o “agrado” que as gravadoras oferecem aos meios de comunicação, para tocarem mais (ou somente) as composições escolhidas para fazer sucesso (as chamadas “músicas de trabalho”). Ou você pensa que o sucesso das canções é sempre determinado pelo público? Leia o trabalho dela AQUI.
Não que hoje tenha melhorado muito isso, pois as empresas se adaptam. Apesar da internet democratizar o acesso a um infinito repertório, os serviços online de divulgação musical podem não ter um artista antigo, ou aquele que faz sucesso somente na sua região, nem a versão que você mais gosta de uma música e muito menos lhe apresentar algo diferente do que costuma ouvir.
Sabe aquelas viseiras que colocam nos cavalos, para que olhem somente para frente? Pois é.
E as rádios online podem sofrer na mão dos provedores de internet: cada qual opera um cache de internet (não é cachê), uma reserva temporária de memória que guarda páginas web recentemente carregadas, para não ter que repetir o acesso ao endereço original e que pode, em tese, gravar horas de programação de uma determinada rádio e reproduzir essa sequência em certas ocasiões. O objetivo seria reduzir custos (diminuir o tráfego de dados) através de software inteligente. Com isso, o ouvinte não perceberia interrupções da programação, mas teria a impressão de um fraco repertório, o que poderia inviabilizar a audiência das pequenas emissoras. O descompasso entre a playlist e a música que está em execução no momento pode ser um reflexo disso.
Vai lá na Rádio Elétrica, ouça e deleite-se!
Referências
[1] Dana – Entrevistas – Katia Suman – https://dana.com.br/social/entrevistas/katia-suman/
[2] Estante Virtual – Katia Suman e os diários secretos da rádio Ipanema FM – https://www.estantevirtual.com.br/ludylivros/katia-suman-katia-suman-e-os-diarios-secretos-da-radio-ipanema-fm-2531990865?show_suggestion=0
[3] Sul21 – Katia Suman relembra papel da Ipanema em relação ao rock e garante: liberdade era total – https://sul21.com.br/entrevistasz_areazero/2015/05/katia-suman-relembra-papel-da-ipanema-em-relacao-ao-rock-e-garante-liberdade-era-total/
[4] Milton Ribeiro – Katia Suman relembra papel da Ipanema em relação ao rock e garante: liberdade era total – https://miltonribeiro.ars.blog.br/2018/03/07/katia-suman-relembra-papel-da-ipanema-em-relacao-ao-rock-e-garante-liberdade-era-total/
[5] Unisinos – Repositório – Dissertação de mestrado de Katia Suman – O jabá no rádio FM: Atlântida, Jovem Pan e Pop Rock – http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/2613
Músicas para enlevar
A internet, às vezes, pode ser muito chata, devido à segmentação, que é o ato deliberado de separar, classificar qualquer coisa em caixinhas. Por exemplo, os diversos estilos musicais.
CORONAVÍRUS – Não se desespere
Assim como a alegria, a tristeza também um dia irá passar.
Este vírus nos trancou em casa. A verdade cruel é que parecemos palitos de fósforo: duramos muito pouco e qualquer vento pode nos apagar.
Tire vantagem do isolamento: agora há tempo, faça as coisas sem atropelos, durma mais, mas não exagere, pois as manhãs são sempre agradáveis e bonitas.
Imite os povos orientais, sejam árabes, indianos, chineses, japoneses, coreanos, filipinos, indonésios e outros, que fazem isso há séculos: não entre em casa com os calçados da rua, tenha um par de chinelos ou pantufas à porta, para cada morador. Lave as mãos frequentemente, com água e sabonete.
Converse, ouça melhor aqueles que estão ao seu lado e que todos os dias lhe aturam. Seja mais atencioso e amoroso para com os outros, imagine como está a vida daqueles que moram em uma peça 3×4. Se tiver algum poder, utilize-o para beneficiar os outros.
Coma devagar, saboreie cada garfada. Prepare sua comida com mais carinho e atenção, descubra o valor do orégano e do sal junto do tomate, do alho picado em meio ao queijo aquecido, ou da cebola crua no recheio do pastel. Faça pães, como faziam antigamente, só com 4 ingredientes. Controle sua gula.
Leia aquele livro ou revista que está rolando pela casa, há tempos. Leia outros posts do Dicas do Zébio! Aprenda algo novo ou pratique um instrumento musical. Assista ao que você realmente gosta, não aceite a ansiedade, a indolência e o envenenamento mental, vindos da TV e dos noticiários alarmantes. Ouça músicas sem vídeo, para percebê-las por inteiro.
Sinta o fresco perfume da noite, olhe para o céu, você perceberá que ele não é mais cortado a todo instante por aquelas chatas luzinhas piscantes dos aviões. Com sorte, verá uma lua maravilhosa, ou alguma estrela cadente. Aí, pense num desejo.
Pare de tomar remédio por conta própria, por qualquer dorzinha. Além de não resolver o problema e somente aliviar os sintomas, seu corpo estará de guarda abaixada quando o vírus chegar. Faça algum exercício, nem que seja só arrumar ou limpar a casa.
Ao beber, frua com gosto, como se fosse seu último gole. Afinal, para alguns, poderá ser mesmo.
Pense nos mais idosos, que estão na corda bamba. Pode ser que logo mais, você não consiga nem ir ao enterro deles. Telefone, bata um papo. Lembre-se de alguma piada.
Plante alguma coisa, seja árvore frutífera, tempero ou hortaliça. Meta as mãos na terra, nem que seja na de um vaso. Aproveite para desenrolar as raízes e diminuir o seu tamanho, e replante. Para tudo poder recomeçar.
Sente-se confortavelmente num lugar silencioso, na penumbra e tente ficar quieto, sem pensar. É difícil parar a cabeça, esforce-se, concentre-se em uma só coisa. Pense em um mundo de paz, saúde e alegria. Quando você perceber, os minutos terão se transformado em horas, e você sentirá uma profunda tranquilidade interior.
Faça como os antigos egípcios: todos os dias, abra a boca para o sol, deixe ele ver suas entranhas e lhe curar. Mosca só entra em boca podre.
Afinal de contas, a vida é para ser digerida, já dizia Arroz, um poema coreano.
INFORMAÇÕES
Se você quer informações corretas sobre o coronavirus, acesse o portal da Fiocruz, que tem muito material, inclusive orientações (imprimíveis) sobre os cuidados básicos para preservar nossa saúde, nestes tempos de pandemia.
Para obter notícias consistentes, fora dos meios tradicionais e sem estardalhaço, olhe um noticiário de Portugal, da França ou da Alemanha (todos em nossa língua) e um da Coreia do Sul, em inglês.
Aliás, da Deutsche Welle, tem um interessante artigo sobre como melhorar seu sistema imunológico para enfrentar o vírus: https://www.dw.com/pt-br/como-fortalecer-o-sistema-imunológico-durante-o-isolamento/a-53007971
Se quiser saber como anda o vírus pelo mundo, acesse o portal do Hospital Johns Hopkins, nos EUA, é bem completo, atualiza mais rápido que o da Organização Mundial da Saúde (OMS). Outro mapa mundial sobre a pandemia é o Worldometers.
No RS, a Secretaria de Saúde divulga a situação do estado em um mapa.
Por fim, lembre-se que todos os dias, o sol nasce para todos.
Arroz – Um poema coreano
![Fig. 1 – Arroz (밥 - Bap), de Yang-hee Chun, poema em língua coreana. Fonte: Blog Last-minute Girl [1]](https://dicasdozebio.com/wp-content/uploads/2020/03/arroz-fotoed-viki.png?w=595)
Fig. 1 – Arroz (밥 – Bap), de Yang-hee Chun, poema em língua coreana. Fonte: Blog Last-minute Girl [1]
Para você que come muito arroz porque está sozinho
Para você que dorme muito porque está entediado
Para você que chora muito porque está triste
Eu escrevi isso.
Mastigue seus sentimentos que estão encurralados
Como você mastigaria arroz
Afinal, a vida é algo que você precisa digerir
O singelo poema “Arroz” (밥 – Bap, em coreano) sintetiza perfeitamente uma boa forma de encarar a vida. O arroz é um alimento sagrado para os orientais, eles o comem em todas as refeições diárias, inclusive no café da manhã. Antigamente, era usado até como dinheiro.
Esse poema aparece nas cenas finais da primeira temporada da série da Netflix “Vamos Comer” (Let’s Eat), dirigida pelo coreano Joon-hwa Park. Curti muito a série e o poema a encerrou com chave de ouro. Assim, foi praticamente uma obrigação saber mais sobre ele e quem o escreveu.
A poetisa sul-coreana Yang-hee Chun (천양희), segundo a Wikipedia [2], nasceu em Busan em 12 de janeiro de 1942, filha mais nova de sete. Cresceu influenciada por seu pai e seu avô, estreou seus poemas em 1965 e parou de escrever de 1969 a 1982, devido ao casamento. Divorciou-se e voltou à ativa em 1983, não sem antes passar pela tuberculose e por problemas cardíacos. Já recebeu vários prêmios literários em seu país, é uma das raras pessoas que alcançou o reconhecimento público na juventude e voltou a ser premiada aos 40 anos de idade.
O site da Biblioteca Digital de Literatura Coreana – LTI Korea [3], mostra uma foto dela, uma entrevista (em coreano…) e as formas de escrever o nome, onde podemos perceber que, dependendo da transliteração, a grafia pode ser ligeiramente diferente.
O poema “Arroz”, traduzido acima, é uma amostra do que essa poetisa consegue criar. Seus textos falam da solidão, das dores e decepções que encontramos ao longo da vida e sugere meios de enfrentá-las. Alguns trabalhos seus foram traduzidos para o inglês e o japonês, mas nada ainda para nossa língua. Agradeço muito ao diretor Joon-hwa Park, que nos brindou com esta pérola
Inserção em 24/10/2021 – OBSERVAÇÃO: Infelizmente, percebi há alguns dias que esta primeira temporada saiu da Netflix e agora tem uma versão tailandesa, simplesmente horrível. O enredo é o mesmo, adaptado para eles, mas não há como comparar a qualidade dos atores e da produção coreana com as péssimas atuações desta nova versão. Quem quiser ver a original (inclusive a 3a. temporada, que nunca apareceu na citada operadora de streaming), terá que procurar na Viki ou em outro canal de doramas.
Além das enormes diferenças culturais, fica evidente que eles comem muito bem. É hábito em vários lugares, mesmo nos mais populares, ter frutos do mar ainda vivos, que são mortos na hora de fazer o prato. E é comum as mesas disporem de uma grelha, onde os próprios clientes colocam as porções para assar. Os melhores restaurantes têm um coletor de fumaça para cada mesa. Nota-se que eles estão acostumados à comida fresca, mais nutritiva e saborosa.
Eles não se importam de chupar o lámen com barulho, entornar direto o caldo do prato, ou ficar rolando algum pedaço de comida quente pela boca. A etiqueta, o requinte e a pompa à mesa só servem para aqueles que podem levar 2 horas em cada refeição. O nosso tempo é cada vez mais escasso, precisamos nos ater ao que é importante: saborear bem a comida!
Por conta desta série, tenho sentado mais calmo à mesa, sem atropelos. Presto mais atenção ao gosto de cada garfada. A sensação tem sido muito agradável, diria até de descoberta de sabores que não percebia antes. Mastigo mais e tenho estado mais tranquilo, também.
Em restaurantes, eu comia um tanto rapidamente, apesar de algumas vezes ter visto pessoas servirem-se à minha frente no buffet e irem embora enquanto eu sentava…
Seria interessante que nós, brasileiros, não fôssemos tão vorazes, ansiosos e apressados à mesa, porque isso só nos trará problemas no futuro.
Concordo que a vida é uma correria, mas se aproveitarmos com mais atenção aqueles momentos das refeições (sem olhar o celular, né), muito estresse poderia ser evitado. Isso vale também para aqueles, como eu, que levam marmita para almoçar no trabalho. Pesquisas preveem que o Brasil será o país mais obeso do mundo daqui a 10 anos [5] – estamos em 2020. Imagine, o país mais desigual do mundo também poderá ser o campeão de obesidade!
Voltando ao poema, ele diz que temos que digerir a vida. Não precisa explicar mais nada. Isso é uma das coisas que tenho gostado de ver nos seriados que vem do leste: em cada episódio eu sempre aprendo algo de positivo e interessante.
E o que você tira de bom de uma novela brasileira? Não é só intrigas, ciúmes, brigas, forçação de barra, sexo, soberba, palhaçadas, canalhices e hipocrisia? Sem falar dos estereótipos e da violência. Se queremos um futuro melhor, temos que olhar para coisas boas, desejáveis, que nos façam pensar e comparar com a vida que temos. Porque aqueles seriados coreanos, japoneses, chineses e europeus, contam estórias agradáveis, têm humor na medida certa e sem baixarias, apresentam relações humanas baseadas na franqueza e mostram lugares tranquilos para morar, passear à noite ou conversar calmamente. Aqui, vivemos no sobressalto, a todo momento temos que aguentar um vizinho barulhento na madrugada, um tiro ou um rojão, a sirene de uma ambulância ou da polícia, ou ainda o escapamento aberto de um carro ou moto…
![Fig. 3 – Kaoru Kobayashi, o “Mestre” da série Jantar da Meia-noite (Midnight Dinner). Fonte: Peach no Japão [6].](https://dicasdozebio.com/wp-content/uploads/2020/03/midnight_diner_tokyo_stories_netflix.jpg?w=595)
Fig. 3 – Kaoru Kobayashi, o “Mestre” da série Jantar da Meia-noite (Midnight Dinner). Fonte: Peach no Japão [6].
Pense o seguinte: adianta você viver apressado e aflito, cheio de preocupações e traumas, enquanto a vida está passando? Saborear a comida é o que nos devolve aos eixos – desde que você deixe a gula de lado. Agradeça aos céus por ter recebido a refeição e aprecie o momento…
Nota Final
Uma curiosidade sobre o nome dos coreanos: ele é composto por duas partes, ao passo que o sobrenome é um só. Sempre. Assim, um nome como o da excelente cantora Youn-sun Nah, pode ser explicado como o nome (Youn-sun) e o sobrenome ou nome da família (Nah). E quando escrevem, fazem como os americanos: geralmente o sobrenome vem primeiro (Nah Youn Sun). Procure pela Youn-sun Nah no Youtube, a música “My Favorite Things” [8] é uma amostra do que ela faz com a voz. O site da cantora é https://www.younsunnah.com/
Referências
[1] Last-minute Girl – Rice Poem (Chun Yang Hee) – Hangul and translation – Let’s eat – http://last-minute-girl.blogspot.com/2014/09/rice-poem-chun-yang-hee-hangul-and.html
[2] Wikipedia – Cheon Yang-hee – https://en.wikipedia.org/wiki/Cheon_Yang-hee
[3] Digital Library of Korean Literature – Chun Yang Hee – https://library.ltikorea.or.kr/node/31514
[4] Blog Vamos Falar Disso – Crítica – Let’s Eat – http://vamosfalardisso.com.br/critica-lets-eat/
[5] BBC – 2015 – Brasil pode ser o pais mais obeso do mundo em 15 anos – https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150826_obesidade_infantil_mdb
[6] Peach no Japão – Piti Koshimura – Curiosidades sobre a série Midnight Dinner – Tokyo Stories – https://peachnojapao.com/cultura/cinema/curiosidades-sobre-a-serie-midnight-diner-tokyo-stories/
[7] Nerd Cult – Conheça Shinya Shokudo, O Jantar da Meia-noite – https://www.nerdcult.com.br/2017/02/conheca-shinya-shokudo-o-jantar-da-meia.html
[8] Youtube – Youn-sun Nah – My Favorite Things – https://youtu.be/v3q6L8ONqCI
\ep/
Como resolver qualquer problema
Este esquema é muito famoso na Itália (procure por “Schema per la soluzione di ogni problema”) e encaixa em qualquer profissão ou assunto. Quantas vezes presenciamos alguém inescrupuloso dizer:
– Não fui eu, foi ele…
Observe que será mera coincidência qualquer semelhança com os dias atuais, nos quais o espalhamento de mentiras tornou-se corriqueiro e é feito por quem devia dar o exemplo (seja juiz, policial, doutor, jornalista ou político).
Se você quiser continuar a brincadeira, poderá editar ou traduzir o fluxograma, esteja à vontade, baixe DAQUI o original em formato .odg (compactado em formato zip).

![Fig. 2 – Let’s Eat, primeira temporada na Netflix. Fonte: Blog Vamos Falar Disso [4].](https://dicasdozebio.com/wp-content/uploads/2020/03/letseat-1ed.jpg?w=595)
