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LED – Agora, só lâmpadas certificadas

22 de fevereiro de 2017 1 comentário
Figura 1 – Lâmpadas LED Brilia, com selos ENCE (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia) de certificação LED INMETRO/PROCEL, já à venda em supermercado.

Figura 1 – Lâmpadas LED Brilia, com selos ENCE (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia) de certificação LED INMETRO/PROCEL, já à venda em supermercado.

Em visita a dois grandes supermercados da Região Sul (Bourbon e Angeloni), no início de 2017, tive a grata surpresa de encontrar à venda lâmpadas LED com o selo PROCEL, do INMETRO. Atenção: Não é aquele selo com classificação de letras, as lâmpadas LED usam uma etiqueta diferente, só delas, olhe a figura 1 acima.

São as tais lâmpadas LED certificadas. Conheça as vantagens da certificação de lâmpadas LED e a partir de quando as regras serão compulsórias (obrigatórias) para os fabricantes, distribuidores e vendedores.

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Pré-sal: a ponta do iceberg do petróleo brasileiro

23 de maio de 2016 8 comentários

Figura 1 – Semelhanças entre os continentes africano e sul-americano. Fonte: The Africa Report [1].

Figura 1 – Semelhanças entre os continentes africano e sul-americano. Fonte: The Africa Report [1].

Observe o mapa conjugado do Brasil e África (figura 1). Estas regiões são geologicamente semelhantes.

O território de Angola, por exemplo, na região da bacia Benguela, é equivalente à região de Santos, pois faziam parte da mesma área, quando havia um só continente em todo o planeta (Gondwana). Lá, como cá, são grandes áreas de exploração de petróleo.

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A chave do cofre

16 de abril de 2016 Deixe um comentário

Mafalda e o governo

Colocaram a culpa de tudo em um só partido, que é o único nascido das camadas mais pobres da população, que justamente por isto sempre defendeu e apoiou os mais fracos, contra as oligarquias. Um partido que não foi formado por conchavos de empresários.

Forjaram no Congresso um processo lotado de ilegalidades, com o único intento de apear do poder uma presidente eleita pela população. Porque mesmo “fazendo parte” do governo, os golpistas não tinham a chave do cofre.

E agora terão.

Se deixarmos.

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O cacarejar da galinha

20 de março de 2016 Deixe um comentário

Figura 1 – Cartum gentilmente cedido pelo cartunista LAZ MUNIZ. Fonte: Brazil Cartoon [1].

Figura 1 – Cartum gentilmente cedido pelo cartunista LAZ MUNIZ. Fonte: Brazil Cartoon [1].

Tenho visto, com certa aflição, os acontecimentos dos últimos dias e percebo que a radicalização agora é a regra. Uma parcela da sociedade não se conforma com a presidente atual.

E querem ver o ex-presidente, do mesmo partido, na cadeia. Os valores envolvidos nos delitos são risíveis, perto de um banco pego na Zelotes, por exemplo, que deve 4 bilhões de reais em impostos. Quem deu mais prejuízo? Isto não serve como juízo de valor? Qual processo importa mais?

Querem porque querem, como crianças mimadas. E estão surdos, não ousam escutar qualquer palavra da outra parcela da sociedade, que votou na atual presidente e espera o cumprimento da lei.

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Úbris, Nêmesis ou apenas canídeos

5 de março de 2016 Deixe um comentário

Úbris, Nêmesis, ou apenas canídeos

L1

Alguns influentes arreganham seus dentes

Querendo mostrar poder

E babam, como se lobos fossem

Se eles são, também somos

Mas, diferente deles

Pertencemos à maior alcateia.

L2

Para clarear

Nêmesis representa a força encarregada de abater toda a desmesura (húbris), como o excesso de felicidade de um mortal ou o orgulho dos reis, por exemplo. Essa é uma concepção fundamental do espírito helênico:

“Tudo que se eleva acima da sua condição, tanto no bem quanto no mal, expõe-se a represálias dos deuses. Tende, com efeito, a subverter a ordem do mundo, a pôr em perigo o equilíbrio universal e, por isso, tem de ser castigado, se se pretende que o universo se mantenha como é.”

No direito grego, a húbris refere-se com maior frequência à violência ébria dos poderosos para os débeis. Outros a identificam como vício pelo poder, ou no qual um personagem comporta-se com soberba e arrogância e exagerada autoconfiança.

Uma boa explicação: http://www.quo.es/ser-humano/el-sindrome-hubris/lideres

L3

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Ditadura / Democracia

15 de agosto de 2015 8 comentários

Millôr Definitivo - A Bíblia do Caos

A diferença entre uma democracia e um país totalitário é que numa democracia todo mundo reclama, ninguém vive satisfeito. Mas se você perguntar a qualquer cidadão de uma ditadura o que acha do seu país, ele responde sem hesitação: “Não posso me queixar”.

Millôr Fernandes, Millôr definitivo: a bíblia do caos.

Millôr faria 91 anos em 16 de agosto de 2015. Outra frase dele, sobre o mesmo assunto, é mais conhecida:

Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim.

                                                                              Millôr Fernandes

Millôr Fernandes

E para quem quer compreender o que realmente está acontecendo em nosso país (estamos cavando nossa própria cova), trago um pequeno artigo de Carlos Castilho, publicado em 01/08/2015  no Observatório da Imprensa (ver link ao final do texto), que ajuda a entender as posições extremadas que tem aparecido por todo lugar:

Os riscos ocultos na uniformização da agenda da imprensa

Carlos Castilho

De todos os pecados atuais cometidos pela indústria da comunicação jornalística, o que tem consequências mais graves é o da uniformização da agenda de informações. O fato de noticiar dados novos, fatos inéditos e eventos a partir de um único viés não falseia apenas a visão que as pessoas têm da realidade, mas as leva a desenvolver opiniões cada vez mais radicais e extremadas.

Até agora a maioria dos críticos da mídia concentravam suas atenções basicamente na verificação da autenticidade das notícias publicadas por jornais, revistas, telejornais e páginas noticiosas na Web. Trata-se de uma preocupação muito importante, mas agora ela está sendo ofuscada pelas consequências práticas do crescente sectarismo nas opiniões e posicionamentos expressados por leitores, ouvintes, telespectadores e internautas.

Há uma diferença importante entre estar equivocado em consequência de informações falsas e a xenofobia política alimentada por notícias unilaterais, que mostram apenas um lado da realidade. Uma noticia pode ser verdadeira, mas gerar uma percepção parcial ou distorcida do contexto onde estamos situados. É aí que está a origem das opiniões sectárias. É a materialização clara da famosa história do copo meio cheio ou meio vazio. O fato é o mesmo, mas a forma como é representado na comunicação gera duas atitudes diferentes em quem recebe a informação.

O discurso da imprensa é o de que ela sempre ouve os dois lados. Só que hoje existem muito mais do que dois lados numa mesma situação ou na interpretação de um dado. Além disso existem distorções na prática de ouvir os dois lados. A percepção ou opinião predominantes são publicadas com detalhes enquanto as do lado contrário, se limitam a esclarecimentos burocráticos, como tornou-se praxe na cobertura do escândalo Lava Jato. Formalmente foram ouvidos os dois lados só que o impacto gerado no público reforça a percepção de um lado apenas. É evidente a distância entre o discurso e a realidade.

Há centenas de pesquisas acadêmicas mostrando que quando pessoas recebem o mesmo tipo de informação, elas tendem a desenvolver posicionamentos e opiniões mais radicais do que aquelas expressadas anteriormente, como mostra o pesquisador norte-americano Cass Sunstein, no seu livro Going to Extremes. Este é um mecanismo já bastante estudado e que se baseia no fato de que as pessoas tendem a resistir a opiniões contrárias às suas por que isto as obriga a um esforço extra de reflexão e checagem. Dá mais trabalho do que sentir-se confortável porque pensa ou age igual a seus parceiros, amigos ou colegas.

Daí o fato das pessoas buscarem grupos com ideias e percepções afins. Esta tendência se tornou muito mais forte atualmente quando a internet criou mega grupos, as redes sociais virtuais onde é muito mais fácil encontrar parceiros para ideias, até as mais estapafúrdias e radicais.

A imprensa , obviamente, não pode sintetizar toda a diversidade e complexidade do mundo atual. O seu poder de representar a realidade que nos cerca será sempre limitado, mas o que ela deve e pode fazer é mostrar a seus leitores, ouvintes, telespectadores e internautas que o mundo é muito mais complicado e diverso do que as noticias publicadas ou transmitidas. Nestas circunstâncias, o jornalista não pode e não deve assumir ares de dono da verdade. O grande diferencial do jornalista não está na quantidade de informações que ele detém, mas na capacidade de verificar a confiabilidade, pertinência, exatidão e atualidade dos fatos, dados e eventos que chegam ao seu conhecimento.

O papel da imprensa na era digital não é mais o de fornecedor exclusivo dos dados e fatos que servem de base para a nossa tomada de decisões. Sua função é cada vez mais a de ajudar as pessoas a contextualizar o material informativo que recebem das mais variadas fontes. E é ai que a nossa imprensa falha gritantemente ao nos fornecer uma visão unilateral e uniforme do mundo que nos cerca. As redações, por força das pressões externas e da concorrência entre veículos, tendem a criar ambientes informativos pouco sensíveis a opiniões e percepções divergentes às da maioria dos seus integrantes, o que alimenta abordagens distorcidas.

A capacidade de contextualizar é que diferencia o jornalista de um mero robô ou algoritmo usado por sites de informação. E é ela que está sendo negligenciada , gerando o fenômeno da homogeneização das notícias, a origem da formação de segmentos cada vez mais radicalizados e polarizados na opinião publica. Quando a imprensa evita dar informações que possam contrariar a agenda predominante, ela desestimula aqueles que dispõem de dados e fatos discrepantes, principalmente quando estas pessoas pertencem às classes C e D. O medo de ir contra os poderosos reforça a unanimidade e com isto gera situações como o hoje incompreensível apoio da população alemã à xenofobia racial preconizada por Adolf Hitler. Ajuda a entender também as omissões da imprensa norte-americana no caso das armas de destruição em massa de Saddam Hussein e que justificaram a primeira invasão do Iraque, tida por muitos como a origem ideológica do Estado Islâmico.

Artigo extraído do Observatório da Imprensa, acesse o link para ver os comentários no lugar original http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/os-riscos-ocultos-na-uniformizacao-da-agenda-da-imprensa/

Também temos coisas boas

12 de abril de 2015 7 comentários
Figura 1 – Embraer KC-390 em vôo. Fonte: Portal Defesa [1].

Figura 1 – Embraer KC-390 em vôo. Fonte: Portal Defesa [1].

Depreciar tudo o que fazemos, como brasileiros, tem sido um hábito nos últimos anos, cada vez mais comum e escancarado, em todas as áreas. Ouvimos muito que “Não fazemos nada certo”.

Parecemos aquela hiena pessimista Hardy, de antiga série de TV, que sempre falava ao Lippy, o leão: “Eu sei que não vai dar certo… Oh dor, oh, vida, oh céus, oh azar…” [2].

Ocorre que, se cada um fizer a sua parte, já melhoraremos muita coisa. É correto e saudável criticar, mas só reclamar não adianta. Querem derrubar “tudo o que está aí” e colocar o quê no lugar?

Somos uma nação em formação e se olharmos para trás, nos daremos conta de que muito já foi feito. E temos muito trabalho ainda.

Cada um precisa melhorar em algo. Devemos ser o exemplo das virtudes que admiramos ou exigimos dos outros. Não pense que as crianças farão diferente do que os pais fazem, só porque eles dizem. Tem que mostrar.

Mas a todo tempo, ouço falar que somos inferiores. Isto já embute um preconceito, no qual se afirma que alguns seres humanos são melhores que outros.

Não somos superiores ou inferiores a ninguém, somos o que queremos ser: brasileiros. Precisamos incentivar entre nós as coisas boas, não as más.

Lembremo-nos, o barco é um só. Não tem para onde ir, se um dia tudo ruir. Se algo vale para o planeta, vale também para nosso país. Cuidemos do que ainda temos.

Vamos desinfectar esta aura de pessimismo e depressão. Há muitos brasileiros nos quais podemos nos espelhar. Trago um exemplo, um marco da engenharia que está passando em brancas nuvens, como se não fosse nada.

Figura 2 – Ilustração de um possível KC-390 para os Correios. Fonte: Jr. Lucariny [3]

Figura 2 – Ilustração de um possível KC-390 para os Correios. Fonte: Jr. Lucariny [3]

A FAB encomendou à Embraer, em 2007, o projeto de um avião cargueiro multiuso, para substituir os ultrapassados Hércules C-130. A Embraer é a terceira maior fabricante de aviões do mundo. O projeto brasileiro tem como parceiros a Argentina, Portugal e a República Tcheca.

Em apenas 5 anos (do lançamento oficial do programa, em 2009), estes 4 países projetaram e construíram o KC-390, cujo protótipo fez seu vôo inaugural [4].

O avião, que custa 1/3 menos que o Hércules, pode ser utilizado em missões de transporte, salvamento, combate a incêndios florestais, reabastecimento em vôo, dentre outras e tem capacidade para 23 toneladas de carga.

A Embraer construiu uma fábrica só para produzir o KC-390, no ritmo de 3 aviões a cada 2 meses.

Serão 28 aeronaves para a FAB e outro grande cliente poderá ser os Correios [5], em função do aumento do comércio eletrônico (figura 2). Sem falar em vários outros países, que já firmaram cartas de intenção de compra.

Na irmã Argentina, o lançamento do KC-390 é tido como “um orgulho para a aviação do país” [6]. Na República Tcheca, um jornal local [7] elogia o contrato de fornecimento de 20 anos para a Embraer. Em Portugal [8], também saúdam o contrato com a Embraer e o desafio para a engenharia portuguesa.

No Brasil, onde esta aeronave será fabricada, poucos sabem da conquista que foi construir um avião de grande porte. Atualmente, é o maior avião fabricado na América Latina. É um firme passo para, mais adiante, industrializar aviões maiores ainda.

Isto é bom ou ruim para o pais? Você sabia disso?

Para mais informações, acessar referências abaixo. A evolução do projeto do KC-390, por exemplo, está no sítio Defesa BR [5].

Figura 3 – Apresentação do KC-390, onde é possível comprovar o tamanho da aeronave. Fonte: Portal Defesa [1].

Figura 3 – Apresentação do KC-390, onde é possível comprovar o tamanho da aeronave. Fonte: Defesa BR [5].

Referências

[1] Portal Defesa – Voa o KC-390! – http://portaldefesa.com/voa-o-kc-390/

[2] Hanna-Barbera – Lippy & Hardy – http://www.hannabarbera.com.br/lippy/lippy.htm

[3] Jr. Lucariny – Embraer C-390F Correios – https://www.youtube.com/watch?v=GI0qgE1rV4U

[4] Embraer – Youtube – Vídeo do primeiro vôo – https://www.youtube.com/watch?v=HlJ1u1GgaFs

[5] Defesa BR – Embraer KC-390 – O cargueiro militar tático – http://www.defesabr.com/Fab/fab_embraer_kc-390.htm

[6] Troncote 100 – Youtube – Avion KC-390 de transporte Argentina Brasil trabajando juntos – https://www.youtube.com/watch?v=0upELHZFd3M

[7] Hospodářské Noviny Aero uzavřelo nejdůležitější obchod za 20 let. Bude dodávat díly pro brazilská letadla – http://byznys.ihned.cz/c1-51555140-aero-uzavrelo-nejdulezitejsi-obchod-za-20-le

[8] Publico – Barriga e asas do novo KC-390 com a marca da engenharia portuguesa – http://www.publico.pt/economia/noticia/barriga-e-asas-do-novo-kc390-com-a-marca-da-engenharia-portuguesa-1673522t-bude-dodavat-dily-pro-brazilska-letadla

[9] FAB – Novo avião da FAB faz vôo inaugural – http://www.fab.mil.br/noticias/mostra/21391/KC-390—Novo-avi%C3%A3o-da-FAB-faz-voo-inaugural

[10] Poder Aéreo – Não, o KC-390 não é um avião pequeno – http://www.aereo.jor.br/2014/10/21/nao-o-kc-390-nao-e-um-aviao-pequeno/

[11] Aero in – Maior aeronave já projetada no Brasil fez hoje o seu voo inaugural – http://www.aeroin.net/maior-aeronave-ja-projetada-no-brasil-fez-hoje-seu-voo-inaugural/

[12] Notícias Militares – Youtube – Tudo sobre o KC-390 – https://www.youtube.com/watch?v=wN5Bs9R5qm8