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Archive for the ‘Vivendo’ Category

Músicas para enlevar

11 de junho de 2020 Deixe um comentário

A internet, às vezes, pode ser muito chata, devido à segmentação, que é o ato deliberado de separar, classificar qualquer coisa em caixinhas. Por exemplo, os diversos estilos musicais.

Sou contra a segmentação, porque dirigir, separar e escolher de antemão o que uma pessoa deve gostar, ver ou comprar, significa que alguém pensa por ela. Aos poucos, reduzem o universo de escolha e diminuem a quantidade de opções, sem realmente dar lugar para o diferente.

Como determinar que aquele que gosta de música popular nunca desejará rock, blues, bossa nova, nem um grande instrumentista? Como saber se alguém poderia gostar da kalimba, sem nunca tê-la ouvido? Experiências sensoriais devem ser variadas e sempre incentivadas, como acontece na Natureza. Afinal, diversidade não é somente preferência sexual. E música não é só esse gritedo sintetizado que se houve hoje em dia.

Se não fosse a segmentação:

– Teríamos canais com verdadeira liberdade, onde poderíamos ter contato com coisas agradáveis e que não esperamos;

As músicas seriam muito mais variadas e realmente motivadoras da cultura, e não esse desfile de estrangeirismos e obscenidades, como se a vida fosse só isso;

Os concursos musicais poderiam revelar verdadeiros talentos, em vez de iludir, pois hoje dependem da preferência do contratante e dos ajustes corretos do afinador e vibrato automáticos;

O caldo cultural resultante seria bastante heterogêneo e formaria uma sociedade com maior bom senso, o que dificultaria a existência de extremismos;

Seríamos mais críticos com o que nos é oferecido, fossem produtos de consumo, entretenimento ou serviços públicos.

Tudo passa pela segmentação. A grande mídia vive disso.

Quando a informação vem sempre com o mesmo viés, todo enfoque diferente tende a parecer falso. É assunto já estudado há tempos, sabe-se muito bem que isso faz aumentar o sectarismo – sectário é alguém intolerante, defensor obstinado de qualquer sistema. E chega-se ao ódio. Por enquanto, só com palavras. Está ficando perigoso.

Precisamos libertar-nos de certas amarras. A música é excelente para isso, e por isso mesmo é tão controlada. Digamos que você queira ouvir algo para lhe enlevar. Enlevo é encantamento, arrebatamento, êxtase. Existe algum lugar que classifica música assim, sem que lhe mande para uma lista gospel? Não, porque estão mais atentos ao modo dos músicos tocarem, em vez dos efeitos que a música produz. Por isso que há sons que se tornam clássicos, pois ao longo dos anos só se confirma a qualidade do trabalho. Obras de longa vida não interessam comercialmente, o que se quer é músicas consumíveis, que sejam vendidas e trocadas a todo momento. Porque música boa também pode despertar desejos, como a vontade de ter uma vida menos miserável.

Esta é minha primeira playlist, bem curtinha – somente 11 músicas – que intenta encantar aquele que a ouvir. Se puder, curta num horário tranquilo e silencioso, talvez à noite. São quatro excelentes artistas, que não aparecem facilmente por aí. O que eles têm em comum é sua competência, são muito bons no que fazem.

A primeira música é de Noa, uma cantora israelense que regravou a música tema do filme “A vida é bela”, de Roberto Benigni e inseriu uma bela letra, criada por ela e Gil Dor. Aquele vocal, dá arrepios e vontade de cantar junto… O vídeo também é um primor, com os lindos desenhos em areia de Ilana Yahav.

Depois, conheça uma gata, literalmente, porque toca guitarra com as unhas: Lianne La Havas, inglesa de sangue grego e jamaicano. Além do vocal gostoso, a quantidade de harmonias que essa menina tira do instrumento, sem olhar, é impressionante, tem uma penca de músicas legais como Au Cinéma, No Room for Doubt, What You Don’t Do, Tokyo e Wonderful.

Você já imaginou um pianista que se apresenta em público de roupão e pantufas? Ele pode, é o gênio canadense Chilly Gonzales, que vive na Alemanha. Ouça a maravilhosa Rideaux Lunaires (Cortinas de sonho, em tradução livre). Na fábrica de pianos Steinway & Sons, em Hamburgo, ele tocou outra linda melodia: White Keys. No palco, interpretou visceralmente a música Orégano, até imaginei-me polvilhando uma pizza… Chilly Gonzales é o cara que andou dando uma mão para o grupo Daft Punk, famoso pela ótima música Get Lucky. No Youtube você encontra também uma hilária “batalha” dele com o pianista Jean Francoise Ziegel.

Por último, o baterista italiano Aldo Romano, que já foi roqueiro e hoje toca jazz. Dele vem duas músicas absolutamente maravilhosas: Viso di Donna (Rosto de mulher) e Anno Bom (Ano bom – foi em 2014, não agora…).

Delicie-se!!

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CORONAVÍRUS – Não se desespere

6 de abril de 2020 6 comentários

Assim como a alegria, a tristeza também um dia irá passar.

Este vírus nos trancou em casa. A verdade cruel é que parecemos palitos de fósforo: duramos muito pouco e qualquer vento pode nos apagar.

Tire vantagem do isolamento: agora há tempo, faça as coisas sem atropelos, durma mais, mas não exagere, pois as manhãs são sempre agradáveis e bonitas.

Imite os povos orientais, sejam árabes, indianos, chineses, japoneses, coreanos, filipinos, indonésios e outros, que fazem isso há séculos: não entre em casa com os calçados da rua, tenha um par de chinelos ou pantufas à porta, para cada morador. Lave as mãos frequentemente, com água e sabonete.

Converse, ouça melhor aqueles que estão ao seu lado e que todos os dias lhe aturam. Seja mais atencioso e amoroso para com os outros, imagine como está a vida daqueles que moram em uma peça 3×4. Se tiver algum poder, utilize-o para beneficiar os outros.

Coma devagar, saboreie cada garfada. Prepare sua comida com mais carinho e atenção, descubra o valor do orégano e do sal junto do tomate, do alho picado em meio ao queijo aquecido, ou da cebola crua no recheio do pastel. Faça pães, como faziam antigamente, só com 4 ingredientes. Controle sua gula.

Leia aquele livro ou revista que está rolando pela casa, há tempos. Leia outros posts do Dicas do Zébio! Aprenda algo novo ou pratique um instrumento musical. Assista ao que você realmente gosta, não aceite a ansiedade, a indolência e o envenenamento mental, vindos da TV e dos noticiários alarmantes. Ouça músicas sem vídeo, para percebê-las por inteiro.

Sinta o fresco perfume da noite, olhe para o céu, você perceberá que ele não é mais cortado a todo instante por aquelas chatas luzinhas piscantes dos aviões. Com sorte, verá uma lua maravilhosa, ou alguma estrela cadente. Aí, pense num desejo.

Pare de tomar remédio por conta própria, por qualquer dorzinha. Além de não resolver o problema e somente aliviar os sintomas, seu corpo estará de guarda abaixada quando o vírus chegar. Faça algum exercício, nem que seja só arrumar ou limpar a casa.

Ao beber, frua com gosto, como se fosse seu último gole. Afinal, para alguns, poderá ser mesmo.

Pense nos mais idosos, que estão na corda bamba. Pode ser que logo mais, você não consiga nem ir ao enterro deles. Telefone, bata um papo. Lembre-se de alguma piada.

Plante alguma coisa, seja árvore frutífera, tempero ou hortaliça. Meta as mãos na terra, nem que seja na de um vaso. Aproveite para desenrolar as raízes e diminuir o seu tamanho, e replante. Para tudo poder recomeçar.

Sente-se confortavelmente num lugar silencioso, na penumbra e tente ficar quieto, sem pensar. É difícil parar a cabeça, esforce-se, concentre-se em uma só coisa. Pense em um mundo de paz, saúde e alegria. Quando você perceber, os minutos terão se transformado em horas, e você sentirá uma profunda tranquilidade interior.

Faça como os antigos egípcios: todos os dias, abra a boca para o sol, deixe ele ver suas entranhas e lhe curar. Mosca só entra em boca podre.

Afinal de contas, a vida é para ser digerida, já dizia Arroz, um poema coreano.

INFORMAÇÕES

Se você quer informações corretas sobre o coronavirus, acesse o portal da Fiocruz, que tem muito material, inclusive orientações (imprimíveis) sobre os cuidados básicos para preservar nossa saúde, nestes tempos de pandemia.

Para obter notícias consistentes, fora dos meios tradicionais e sem estardalhaço, olhe um noticiário de Portugal, da França ou da Alemanha (todos em nossa língua) e um da Coreia do Sul, em inglês.

Aliás, da Deutsche Welle, tem um interessante artigo sobre como melhorar seu sistema imunológico para enfrentar o vírus: https://www.dw.com/pt-br/como-fortalecer-o-sistema-imunológico-durante-o-isolamento/a-53007971

Se quiser saber como anda o vírus pelo mundo, acesse o portal do Hospital Johns Hopkins, nos EUA, é bem completo, atualiza mais rápido que o da Organização Mundial da Saúde (OMS). Outro mapa mundial sobre a pandemia é o Worldometers.

No RS, a Secretaria de Saúde divulga a situação do estado em um mapa.

Por fim, lembre-se que todos os dias, o sol nasce para todos.

Arroz – Um poema coreano

3 de março de 2020 3 comentários

Fig. 1 – Arroz (밥 - Bap), de Yang-hee Chun, poema em língua coreana. Fonte: Blog Last-minute Girl [1]

Fig. 1 – Arroz (밥 – Bap), de Yang-hee Chun, poema em língua coreana. Fonte: Blog Last-minute Girl [1]

Arroz – por Yang-hee Chun

Para você que come muito arroz porque está sozinho

Para você que dorme muito porque está entediado

Para você que chora muito porque está triste

Eu escrevi isso.

Mastigue seus sentimentos que estão encurralados

Como você mastigaria arroz

Afinal, a vida é algo que você precisa digerir

O singelo poema “Arroz” (– Bap, em coreano) sintetiza perfeitamente uma boa forma de encarar a vida. O arroz é um alimento sagrado para os orientais, eles o comem em todas as refeições diárias, inclusive no café da manhã. Antigamente, era usado até como dinheiro.

Esse poema aparece nas cenas finais da primeira temporada da série da Netflix “Vamos Comer” (Let’s Eat), dirigida pelo coreano Joon-hwa Park. Curti muito a série e o poema a encerrou com chave de ouro. Assim, foi praticamente uma obrigação saber mais sobre ele e quem o escreveu.

A poetisa sul-coreana Yang-hee Chun (천양희), segundo a Wikipedia [2], nasceu em Busan em 12 de janeiro de 1942, filha mais nova de sete. Cresceu influenciada por seu pai e seu avô, estreou seus poemas em 1965 e parou de escrever de 1969 a 1982, devido ao casamento. Divorciou-se e voltou à ativa em 1983, não sem antes passar pela tuberculose e por problemas cardíacos. Já recebeu vários prêmios literários em seu país, é uma das raras pessoas que alcançou o reconhecimento público na juventude e voltou a ser premiada aos 40 anos de idade.

O site da Biblioteca Digital de Literatura Coreana – LTI Korea [3], mostra uma foto dela, uma entrevista (em coreano…) e as formas de escrever o nome, onde podemos perceber que, dependendo da transliteração, a grafia pode ser ligeiramente diferente.

O poema “Arroz”, traduzido acima, é uma amostra do que essa poetisa consegue criar. Seus textos falam da solidão, das dores e decepções que encontramos ao longo da vida e sugere meios de enfrentá-las. Alguns trabalhos seus foram traduzidos para o inglês e o japonês, mas nada ainda para nossa língua. Agradeço muito ao diretor Joon-hwa Park, que nos brindou com esta pérola.

Fig. 2 – Let’s Eat, primeira temporada na Netflix. Fonte: Blog Vamos Falar Disso [4].

Fig. 2 – Let’s Eat, primeira temporada na Netflix. Fonte: Blog Vamos Falar Disso [4].

Let’s Eat já está na terceira temporada, apesar de ainda só aparecerem duas na Netflix. A série é uma comédia romântica, com um toque de gourmet – essa palavra da moda. Todo episódio mostra os atores saboreando uma ou mais refeições, das mais diversas origens, com dicas interessantes sobre os pratos, para que o prazer de comer seja mais intenso. Os atores literalmente comem e bebem, não é como nas novelas brasileiras, que trocam de cena quando a pessoa vai abocanhar algo e depois só aparece com a língua empurrando a bochecha, mastigando nada…

Além das enormes diferenças culturais, fica evidente que eles comem muito bem. É hábito em vários lugares, mesmo nos mais populares, ter frutos do mar ainda vivos, que são mortos na hora de fazer o prato. E é comum as mesas disporem de uma grelha, onde os próprios clientes colocam as porções para assar. Os melhores restaurantes têm um coletor de fumaça para cada mesa. Nota-se que eles estão acostumados à comida fresca, mais nutritiva e saborosa.

Eles não se importam de chupar o lámen com barulho, entornar direto o caldo do prato, ou ficar rolando algum pedaço de comida quente pela boca. A etiqueta, o requinte e a pompa à mesa só servem para aqueles que podem levar 2 horas em cada refeição. O nosso tempo é cada vez mais escasso, precisamos nos ater ao que é importante: saborear bem a comida!

Por conta desta série, tenho sentado mais calmo à mesa, sem atropelos. Presto mais atenção ao gosto de cada garfada. A sensação tem sido muito agradável, diria até de descoberta de sabores que não percebia antes. Mastigo mais e tenho estado mais tranquilo, também.

Em restaurantes, eu comia um tanto rapidamente, apesar de algumas vezes ter visto pessoas servirem-se à minha frente no buffet e irem embora enquanto eu sentava…

Seria interessante que nós, brasileiros, não fôssemos tão vorazes, ansiosos e apressados à mesa, porque isso só nos trará problemas no futuro.

Concordo que a vida é uma correria, mas se aproveitarmos com mais atenção aqueles momentos das refeições (sem olhar o celular, né), muito estresse poderia ser evitado. Isso vale também para aqueles, como eu, que levam marmita para almoçar no trabalho. Pesquisas preveem que o Brasil será o país mais obeso do mundo daqui a 10 anos [5] – estamos em 2020. Imagine, o país mais desigual do mundo também poderá ser o campeão de obesidade!

Voltando ao poema, ele diz que temos que digerir a vida. Não precisa explicar mais nada. Isso é uma das coisas que tenho gostado de ver nos seriados que vem do leste: em cada episódio eu sempre aprendo algo de positivo e interessante.

E o que você tira de bom de uma novela brasileira? Não é só intrigas, ciúmes, brigas, forçação de barra, sexo, soberba, palhaçadas, canalhices e hipocrisia? Sem falar dos estereótipos e da violência. Se queremos um futuro melhor, temos que olhar para coisas boas, desejáveis, que nos façam pensar e comparar com a vida que temos. Porque aqueles seriados coreanos, japoneses, chineses e europeus, contam estórias agradáveis, têm humor na medida certa e sem baixarias, apresentam relações humanas baseadas na franqueza e mostram lugares tranquilos para morar, passear à noite ou conversar calmamente. Aqui, vivemos no sobressalto, a todo momento temos que aguentar um vizinho barulhento na madrugada, um tiro ou um rojão, a sirene de uma ambulância ou da polícia, ou ainda o escapamento aberto de um carro ou moto…

Fig. 3 – Kaoru Kobayashi, o “Mestre” da série Jantar da Meia-noite (Midnight Dinner). Fonte: Peach no Japão [6].

Fig. 3 – Kaoru Kobayashi, o “Mestre” da série Jantar da Meia-noite (Midnight Dinner). Fonte: Peach no Japão [6].

Para completar este texto sobre vida e comida, lembro que a Netflix trouxe do Japão a elogiadíssima série “Jantar da meia noite” (Midnight Dinner), já com duas temporadas – está saindo a terceira -, em que um pequeno restaurante em Tóquio abre à meia-noite e fecha às sete da manhã. O “mestre” faz o prato que o cliente pedir, se tiver os ingredientes. Cada episódio é curto, dura cerca de 20 minutos e conta uma estória envolvendo um prato preferido de alguém. É extremamente agradável de assistir, foi feito com muito cuidado: se você observar, perceberá que a abertura de cada episódio é ligeiramente diferente da anterior. Também há dicas sobre o preparo dos pratos, às vezes tão simples como uma salsicha empanada. E não sou só eu que falo bem [6][7].

Pense o seguinte: adianta você viver apressado e aflito, cheio de preocupações e traumas, enquanto a vida está passando? Saborear a comida é o que nos devolve aos eixos – desde que você deixe a gula de lado. Agradeça aos céus por ter recebido a refeição e aprecie o momento…

Nota Final

Uma curiosidade sobre o nome dos coreanos: ele é composto por duas partes, ao passo que o sobrenome é um só. Sempre. Assim, um nome como o da excelente cantora Youn-sun Nah, pode ser explicado como o nome (Youn-sun) e o sobrenome ou nome da família (Nah). E quando escrevem, fazem como os americanos: geralmente o sobrenome vem primeiro (Nah Youn Sun). Procure pela Youn-sun Nah no Youtube, a música “My Favorite Things” [8] é uma amostra do que ela faz com a voz. O site da cantora é https://www.younsunnah.com/

Referências

[1] Last-minute Girl – Rice Poem (Chun Yang Hee) – Hangul and translation – Let’s eat – http://last-minute-girl.blogspot.com/2014/09/rice-poem-chun-yang-hee-hangul-and.html

[2] Wikipedia – Cheon Yang-hee https://en.wikipedia.org/wiki/Cheon_Yang-hee

[3] Digital Library of Korean Literature – Chun Yang Heehttps://library.ltikorea.or.kr/node/31514

[4] Blog Vamos Falar Disso – Crítica – Let’s Eathttp://vamosfalardisso.com.br/critica-lets-eat/

[5] BBC – 2015 – Brasil pode ser o pais mais obeso do mundo em 15 anos – https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150826_obesidade_infantil_mdb

[6] Peach no Japão – Piti Koshimura – Curiosidades sobre a série Midnight Dinner – Tokyo Stories – https://peachnojapao.com/cultura/cinema/curiosidades-sobre-a-serie-midnight-diner-tokyo-stories/

[7] Nerd Cult – Conheça Shinya Shokudo, O Jantar da Meia-noite – https://www.nerdcult.com.br/2017/02/conheca-shinya-shokudo-o-jantar-da-meia.html

[8] Youtube – Youn-sun Nah – My Favorite Thingshttps://youtu.be/v3q6L8ONqCI

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Como resolver qualquer problema

26 de agosto de 2019 12 comentários

Esquema para resolver qualquer problema

Este esquema é muito famoso na Itália (procure por “Schema per la soluzione di ogni problema”) e encaixa em qualquer profissão ou assunto. Quantas vezes presenciamos alguém inescrupuloso dizer:

– Não fui eu, foi ele…

Observe que será mera coincidência qualquer semelhança com os dias atuais, nos quais o espalhamento de mentiras tornou-se corriqueiro e é feito por quem devia dar o exemplo (seja juiz, policial, doutor, jornalista ou político).

Se você quiser continuar a brincadeira, poderá editar ou traduzir o fluxograma, esteja à vontade, baixe DAQUI o original em formato .odg (compactado em formato zip).

TÉCNICA – Conserto e funcionamento de raquete mata-mosquitos

19 de agosto de 2019 23 comentários
Fig. 1 – Raquete eletrônica, que mata mosquitos por eletrocução (Obs.: esta é uma fotomontagem, os mosquitos são eletrocutados somente quando se aproximam ou encostam na malha interna da raquete, não tenha medo dela...).

Fig. 1 – Raquete eletrônica, que mata mosquitos por eletrocução (Obs.: esta é uma fotomontagem, os mosquitos são eletrocutados somente quando se aproximam ou encostam na malha interna da raquete, não tenha medo dela…).

Parece uma perda de tempo consertar um aparelho tão barato quanto uma raquete eletrônica mata-mosquitos (fig. 1), se considerarmos somente o valor de compra. Mas, se você quiser saber como funciona…

Dentro da raquete há um interessante circuito gerador de alta tensão, que vale a pena conhecer. Saber como trabalha um circuito tão simples, ajuda na prática a entender o comportamento de cada componente do circuito, além de desmistificar um pouco os indutores e o mundo da alta tensão. Podemos inclusive compreender o funcionamento de circuitos semelhantes, como os “ladrões de joule” (joule thief), que conseguem ligar LEDs com uma pilha gasta.

O texto mostra o que são as pilhas de ions de lítio, os cuidados e os perigos, e como uma delas foi adaptada na raquete, com um circuito de proteção, para carregar por cabo USB. Também falamos sobre alguns modelos de mata-mosquitos eletrônicos, para uso fixo, muito interessantes para pessoas idosas.

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Meu querido Ligustro

14 de outubro de 2018 10 comentários
Figura 1 - Meu querido ligustro, em plena floração.

Figura 1 – Meu querido ligustro, em plena floração.

ou: Compreenda melhor as árvores

Fazia quinze anos que estávamos juntos, mas tive que matá-lo, antes que arrebentasse e mofasse toda a calçada (figura 1).

Não ganhei na loteria, nem tenho salário exuberante, para comprar mais terra e poder plantá-lo solto, para que pudesse mostrar todo o seu esplendor. A vida corre e nosso fôlego já não é o mesmo para juntar dinheiro.

Este artigo mostra a técnica para remover totalmente uma árvore da calçada, a maneira como elas funcionam e como realmente são as raízes das árvores.

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DICA – Como endereçar cartas e encomendas

14 de abril de 2018 4 comentários
Figura 1 – Envelopes tipo RPC (Recomendado Pelos Correios

Figura 1 – Envelopes tipo RPC (Recomendado Pelos Correios).

Este artigo pode parecer sem muita utilidade, mas, numa época em que todos podemos vender algo pela internet, até coisas usadas e já sem serventia – desapega! -, é crucial que façamos todo o possível para que tais encomendas sejam entregues o mais rápido possível ao destinatário.

Diferente da crença geral, os remetentes tem muita responsabilidade pela lentidão dos Correios.

Segundo informações colhidas de carteiros e atendentes dos Correios, muitos não sabem o modo de endereçar corretamente cartas e encomendas e fazem de qualquer jeito. Talvez pensem que os entregadores sejam mágicos ou adivinhos…

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O amor e o suicídio

16 de dezembro de 2017 2 comentários

Devemos nos amar mais. Essa é a conclusão a que chegam os que ficam, chocados com o ato de quem se foi.

Se, se, se, se, são tantos “se isso”, “se aquilo”, que agora não fazem nenhum sentido, não tem mais volta. Se tivéssemos conversado mais, ajudado mais, se a pessoa tivesse pedido, se tivéssemos prestado mais atenção naqueles encontros casuais que pareciam somente coincidência, se soubéssemos que estava implorando por socorro, se tivéssemos dado valor àquele monte de detalhes que pareciam sem importância, se …

Agora não dá mais.

Vivemos correndo para resolver nossas coisas e não temos mais tempo para os outros. Estamos embrutecendo.

Nesse país cada vez mais cheio de pessoas sem escrúpulos, onde o bem comum é negociado sorrateiramente e o roubo graúdo é corriqueiro, os suicídios são cada vez mais frequentes. “São uns fracos”, dizem. Sim, os suicidas são fracos, mas se tivessem condições de desabrochar tudo o que guardam dentro de si, talvez pudessem ser felizes e também tornariam o mundo melhor.

Hoje, a competição é a regra, um quer o pescoço do outro, as pessoas sensíveis não tem vez. Alguns, desiludidos pela falta de perspectivas e esperanças, preferem dar adeus.

É assim com os índios expulsos de suas terras, com os solitários que perambulam pelas cidades, com os agricultores endividados, com os idealistas e sonhadores, com tanta gente sem rumo.

São esses que, se estivessem bem, nos fariam ver a vida mais leve, mais bonita, divertida e agradável, com paz e tranquilidade, que no final das contas é o objetivo de qualquer um. Mas são esses que não tem forças para resolver as suas próprias dificuldades e que precisam a todo momento de apoio, de todo tipo de apoio: uma conversa larga e amena, um almoço entre amigos, dinheiro, lugar para morar, alguma atividade ou trabalho. Talvez nem necessitem de um remédio vitalício, somente de atenção, de alguém que os ouça. Precisam sentir que a existência deles faz alguma diferença, que têm algum valor e que não são apenas mais uma gota no oceano.

Enquanto para alguns a correria da vida é prazerosa e cheia de bons frutos, para outros é uma sequência de dificuldades e lamentações. “São uns fracos!”, dizem.

Sim, os suicidas e muitos outros são fracos, mas o pior é achar que a vida é isso mesmo, que só os fortes sobrevivem. Fortes em quê? Na aparência, na ostentação, na máscara de felicidade, na quantidade de dinheiro ou no sarcasmo, na virulência e na agressividade para com os outros? Consideram-se fortes e superiores, mas superiores em quê, se não são eternos? Aonde vai dar isso?

Dizem que a lei da vida é essa, mas não levam em conta que a natureza dá tudo em abundância, a escassez é obra de humanos. A evolução é um ato de vontade, não de um erro. Os suicidas causam choque nos que ficam, justamente porque nos fazem prestar atenção ao que é importante.

Porque os que só pensam no seu umbigo, que vivem rindo dos outros (e não com os outros), que os iludem, trapaceiam e enganam, que estão muito atarefados em suas vidas de frivolidades, homenagens e status, que acham-se poderosos e parte de um elenco de escolhidos, que não querem preocupar-se com o estrago que causam, esses sim são os fracos. Esses nunca se deitam com a sensação de dever cumprido, toda noite precisam de algo que os induza ao sono. E vivem desconfiados, sobressaltados. Que continuem tendo pesadelos, até que finalmente mudem de atitude e espalhem o bem.

Precisamos nos amar mais, devemos amar mais, devemos ser mais verdadeiros, mas também devemos arrebentar a cara dos hipócritas. Que dessa vida nada se leva, só se deixa, já dizia o Tim.

DICA – Conserto de porta de forno elétrico Cuori

12 de dezembro de 2017 12 comentários
Figura 1 – Forno elétrico Cuori Amiata.

Figura 1 – Forno elétrico Cuori Amiata.

Um problema que estava incomodando em casa era a porta de um pequeno forno elétrico Cuori Amiata (figura 1), de 25 litros e 1600W, que não fechava totalmente. É uma solução simples, mas recheada de informação interessante, até saborosa…

Conheça também as buchas sinterizadas e como limpá-las

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Arte é isso III

29 de outubro de 2017 Deixe um comentário
Banda Pata de Elefante

Banda Pata de Elefante

Vamos desopilar, novamente! Deixo um pouco de lado a eletrônica (estou acabando dois artigos), porque preciso espairecer. Trago uma banda que conheci há pouco tempo, apesar de parecer que ela faz parte de mim desde sempre.

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