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Arte é isso – III

29 de outubro de 2017 Deixe um comentário
Banda Pata de Elefante

Banda Pata de Elefante

Vamos desopilar, novamente! Deixo um pouco de lado a eletrônica (estou acabando dois artigos), porque preciso espairecer. Trago uma banda que conheci há pouco tempo, apesar de parecer que ela faz parte de mim desde sempre.

PATA DE ELEFANTE, uma banda porto-alegrense que lançou somente 3 discos e já acabou [1]. Era formada por 3 feras: Daniel Mossmann, guitarra e baixo; Gabriel Guedes, baixo e guitarra; Gustavo Telles, bateria. Os discos foram lançados em 2004 (Pata de Elefante), 2006 (Um olho no fósforo, outro na fagulha) e 2010 (Na Cidade).

A página deles ainda está no ar e dois discos dá para baixar lá mesmo, o outro estava na gravadora Trama, que fechou. Mas sempre tem alguém que faz uma forcinha para conhecermos O SOM QUE VALE A PENA, como o blog Taverna do Som [2]. Afinal, música é para espalhar!

A Pata toca só instrumental, um rock meio estilo surf music, mas é porrada. Os instrumentos falam tanto, que não precisa de letra. Como eles dizem, são as “canções instrumentais”. Se você quiser sair pulando, confira “Soltaram!”

Os nomes das músicas são outra diversão…  Conhece a “Tudo vai ficar bem”? Lembra algo do LED Zeppelin…

Ou da “Não esqueça o remédio”:

Ou ainda o “Pesadelo no Bambus”:

As três primeiras músicas são do primeiro disco. Mas tem uma que é realmente a cara de Porto Alegre (morei lá um tempo): “Gigante”, do disco “Um olho no fósforo, outro na fagulha”. Não achei vídeo dela:

Como é que essa música consegue me transportar até a infância? Deve ser aquela guitarra com gosto de anos 60-70, aquele som meio etéreo. Lembro da minha cidade natal, no interior do RS, do salão paroquial com uma corneta Delta, tocando tudo que a rádio não tocava, antes da matiné (a sessão de cinema nas tardes de domingo, onde assistíamos a filmes de faroeste). Quem nasceu depois dos anos 80 não sabe do que estou falando, vai ter que perguntar aos pais ou avós…

Referências:

[1] Pata de elefante – Site oficial da banda – http://patadeelefante.com/

[2] Blog Taverna do Som – http://tavernadosom.blogspot.com.br

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Categorias:Manutenção

ARTE é isso II

2 de outubro de 2017 Deixe um comentário
Figura 1 – Zé do Caroço, ao centro. Fonte: Documentário "A Voz do Pau da Bandeira" [1].

Figura 1 – Zé do Caroço, ao centro. Fonte: Documentário “A Voz do Pau da Bandeira” [1].

Nesses tempos em que se criam automaticamente letras de músicas através de programas de computador [2] [3] [4], precisamos mostrar o que pode ser considerado como ARTE. Tem um samba de Leci Brandão que é fantástico: Zé do Caroço. Ainda mais quando ouvido na voz de Seu Jorge, que reduziu o andamento e valorizou toda a beleza e potência da letra:

Zé do Caroço existiu mesmo, viveu até 2003. Era o policial aposentado José Mendes da Silva (figura 1, ao centro) e morou a partir de 1958 no morro do Pau da Bandeira, ao lado do Morro dos Macacos, na Vila Isabel, Rio de Janeiro. Recebeu o apelido devido aos nódulos (caroços) que tinha nas juntas, por causa de um tipo de reumatismo, por isso que se aposentou cedo.

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ARTE é isso

18 de setembro de 2017 Deixe um comentário

Em tempos de tantas dúvidas sobre o que é arte, além de músicas em cujos shows só falta exibir sexo explícito – porque as letras já sugerem – é interessante relembrar o que pode ser feito quando se tem algo importante a dizer.

Pungente. É a palavra que melhor define este vídeo de Melody Gardot, Preacherman (pregador, padre, etc.). A música e o vídeo formam uma potente sinergia, que deixa cada tom de voz, cada riff de guitarra no lugar certo, é impressionante.

 

É um tributo de Melody Gardot ao legado de Emmett Till, um menino de 14 anos que em 28 de agosto de 1955 foi cruelmente assassinado, no Mississipi. O menino teria flertado com uma jovem branca. O vídeo foi lançado em 2015, 60 anos depois da morte de Emmett, quando muitos questionavam a ação da polícia americana, que comprovadamente mata negros em percentuais superiores ao seu peso demográfico. Em 2014, a população de Ferguson rebelara-se contra isso, devido a outra morte estúpida.

A profunda natureza de nossa existência é o que nos habilita, a qualquer momento, a conectar com qualquer pessoa, em qualquer lugar. A história está aí para nos lembrar até onde chegamos, todos os dias nossa jornada é continuar com esse progresso de nos tornarmos mais sábios, mais compassivos e mais seres humanos. Relembrar Emmett através da música é uma forma de frisar às pessoas que não há necessidade de continuar com crimes sem sentido. Raça e racismo não andam de mãos dadas. Nós somos somente uma raça: humana –diz Melody Gardot.

Melody Gardot passou a dedicar-se à música como forma de suplantar as dores e as sequelas de um terrível acidente, aos 19 anos, atropelada enquanto andava de bicicleta. O traumatismo craniano causou perda de memória e de capacidades básicas, como andar e falar, que teve de reaprender. O acidente também causou hipersensibilidade ao som e fotossensibilidade (ela não tolera luz, anda sempre de óculos escuros), além de vertigem cinética, obrigando-a ao uso de bengala.

A música é que a ajudou a atravessar aqueles dolorosos dias. Nosso Herbert Vianna que o diga.

Para conhecer mais a cantora e compositora, que trafega entre o jazz, soul, bossa nova, etc. – ela já veio várias vezes ao Brasil – a página oficial é: http://melodygardot.co.uk/

Uma excelente resenha da música Preacherman está no Pancakes and Whiskey (Panquecas e Uísque): http://pancakesandwhiskey.com/2015/06/04/melody-gardot-releases-a-powerful-must-see-video-for-preacherman/

O perfil dela na Wikipédia portuguesa: https://pt.wikipedia.org/wiki/Melody_Gardot

E uma entrevista em português: http://www.carloscalado.com.br/2009/07/melody-gardot-um-modo-tragico-de-virar.html

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TÉCNICA – Conserto de fonte bivolt XBOX compatível

9 de setembro de 2017 5 comentários
Figura 1 – Identificação dos polos do conector da fonte XBOX para o modelo 360 S.

Figura 1 – Identificação dos polos do conector da fonte XBOX para o modelo 360 S.

Conserte e compreenda o funcionamento de uma fonte bivolt, compatível com a plataforma XBOX 360 S.

Saiba como adaptar uma fonte ATX para ser comandada pelo XBOX, da mesma maneira que a original. É uma alteração totalmente reversível. De quebra, conheça melhor os transistores MOSFET de potência.

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DICA – Transforme plugues redondos para o padrão NBR

16 de agosto de 2017 3 comentários
Figura 1 - Plugue padrão CEE 7/17, de pinos grossos, antes e depois da modificação.

Figura 1 – Plugue padrão CEE 7/17, de pinos grossos, antes e depois da modificação.

Que tal converter o plugue padrão CEE 7/17 em plugue NBR de 20A? Ou o plugue CEE 7/16 em NBR 10A? É muito fácil. Leia neste artigo como fazer isso e conheça melhor os padrões IEC. Esta dica vale para os aparelhos com o plugue de dois pinos, de plástico macio moldado no cabo (sem parafusos de remoção) e sem conexão de aterramento, como o da figura acima, à esquerda.

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Respeito é bom e conserva os dentes

16 de julho de 2017 4 comentários

Bandeira do Brasil, de Henfil, 1983 – Fonte: Instituto Henfil http://institutohenfil.blogspot.com.br/2012/06/bandeira-do-brasil-do-henfil.html

Ô, corrupto, você que fez fortuna explorando muitos!

Que adora induzir os outros ao erro, ou que tenta mantê-los na ignorância, porque sabe que informação é poder e acha um perigo o poder do povo.

Você, que ganha em um mês mais do que um assalariado recebe em dez anos. E que se borra todo quando um pássaro estrangeiro lhe sussurra a mais leve ameaça.

Você, que acha que sonegar é um direito e que um dinheirinho escondido no exterior não faz mal.

Você, que considera justo viajar todo ano para um país diferente, enquanto milhões ficam a vida inteira no mesmo chão. Nas fedorentas, apertadas e violentas cidades brasileiras.

Você e os seus, que acham que conseguirão safar-se. Que nunca serão pegos.

Que consideram burrice fazer o que é certo, correto e ético, aqui no Brasil.

Que cobram do pequeno o mais leve delito e fazem vista grossa para os grandes crimes.

Se continuarem a esculhambar nossas vidas, desprezando nossas escolhas, mudando o jogo quando as regras não lhes beneficiarem, considerando sem importância nossas urgências de educação, casa, comida e saúde, o bicho um dia vai pegar. E feio.

Mais cedo do que vocês pensam, a tal da violência irá arrombar a vossa porta. Ou a vossa cara. Quando estalar, vai sobrar para todos.

Quanto mais difícil for para os pobres e remediados alcançarem uma vida digna, pior será para vocês. Muitos não aguentarão só desejar coisas que nunca terão, e entrarão para o crime. Não é desculpa, é constatação. É o jogo do perde-perde. Poderia ser o reverso disso.

Retidão moral e ética, valores, espiritualidade, só são mantidos e repassados quando há um mínimo de respeito e dignidade. Exemplo deveria vir de cima.

E a polícia, que há décadas não tem efetivo para fazer segurança, nem os distúrbios conseguirá silenciar. Vai chegar uma hora que terão que matar mais gente ainda, de balaio. Ou de carreta.

Porque, em vez de permitir, incentivar, desenvolver de uma vez por todas esta nação, de acreditar na capacidade do povo brasileiro, de fazê-lo feliz e rico também, vocês querem é baixar a crista dele.

Já disse: respeito é bom e CONSERVA OS DENTES!

Bandeira do Brasil durante a redemocratização, 1987. Fonte: Jornal JR – http://www.jornaljr.com.br/2014/06/05/henrique-de-souza-filho-o-henfil/

Observação: As duas bandeiras aqui mostradas foram desenhadas pelo cartunista Henfil (1944-1988). A primeira, provavelmente de 1983, mostra um Brasil em processo de empobrecimento, sendo exaurido de tudo (minérios, florestas, fronteiras), muito parecido ao que assistimos atualmente. A segunda bandeira demonstra a esperança na construção de um país melhor. Foi feita na época da Assembleia Nacional Constituinte, que promulgou em 1988 a atual Constituição Brasileira, hoje irreconhecível.

Categorias:Vivendo

DICA – Conserto de chaleira elétrica Cadence Supreme CEL500 4 temperaturas

4 de junho de 2017 6 comentários
Figura 1 – Chaleira elétrica Cadense Supreme CEL500.

Figura 1 – Chaleira elétrica Cadense Supreme CEL500.

As chaleiras ou jarras elétricas são aparelhos simples e práticos, pois poupam tempo naqueles momentos de pressa, quando estamos a fazer arroz, galinhada ou risoto e esquecemos da água…

No entanto, mesmo com utilização eventual, elas podem apresentar problemas. A chaleira da figura 1, com pouco tempo de uso, simplesmente não ligava. Neste artigo, mostramos como o conserto foi feito, com baixo custo. Leia mais…