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TÉCNICA – Conserto de aleta direcionadora de ar condicionado split

16 de janeiro de 2017 Deixe um comentário
Fig 1 - Ar condicionado tipo split Midea 9000 BTUs.

Fig 1 – Ar condicionado tipo split Midea 9000 BTUs.

Atualmente, os aparelhos de ar condicionado split (divididos) estão popularizados, pois são práticos, silenciosos e não requerem uma abertura exclusiva na parede, como os aparelhos integrados. Outra vantagem é a instalação alta, propícia para climas quentes, pois o ar frio que sai do aparelho é mais pesado e assim ele é distribuído de modo mais uniforme no ambiente.

Todo ar condicionado é uma bomba de calor: retira calor de um lado e coloca em outro. Quando se quer esfriar um ambiente, o calor é bombeado para fora da peça (é assim que “esfria”).

O ar condicionado split é composto por duas partes: a externa, chamada de condensadora e a interna, a evaporadora. Elas são interligadas por um conjunto de tubos e fios, isolados termicamente. A unidade evaporadora tem aletas que direcionam o fluxo de ar conforme desejado.

Muitas vezes, essas aletas quebram. Elas também são conhecidas como pás, lâminas, palhetas ou vanes. Vane é o termo em inglês que nomeia a pá de qualquer hélice, propulsor ou cata-vento, que movimenta-se devido à pressão do ar ou líquido sobre ela. Wheater vane, por exemplo, é aquele galo que aponta a direção do vento, colocado na rosa dos ventos e nas chaminés de antigas casas (aqui é conhecido por galo dos ventos ou galo de chaminé).

A aleta geralmente quebra na conexão com o motor que a movimenta. Era o caso do ar condicionado da figura 1. A aleta de baixo não se mexia mais, pois havia sido forçada manualmente. Demonstro neste post uma técnica muito simples para consertar a aleta, que inclusive a reforça.
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FILAMENTO LED – Conheça e compare – Parte 2

28 de agosto de 2016 3 comentários
Figura 57 – Lâmpada de filamento LED de 6W, de origem chinesa, bivolt, não dimerizável, sem pescoço, cor branca fria (6500K), com filamentos LED de base cerâmica. No detalhe, a lâmpada ligada.

Figura 57 – Lâmpada de filamento LED de 6W, de origem chinesa, bivolt, não dimerizável, sem pescoço, cor branca fria (6500K), com filamentos LED de base cerâmica. No detalhe, a lâmpada ligada.

Na primeira parte (aqui) do artigo sobre as lâmpadas de filamento LED, tratamos dos requisitos de qualidade que precisam ser observados para distingui-las, dos componentes que formam um filamento LED, do problema da geração de calor nos LEDs, do efeito LED droop, da criação das lâmpadas e das tentativas LED de imitação das incandescentes.

Nesta segunda parte, abordaremos o modo de montagem, a origem, os fabricantes, os modelos e a popularização das lâmpadas de filamentos LED, a certificação obrigatória das lâmpadas LED no Brasil, a briga pelas patentes das tecnologias LED, o banimento das lâmpadas incandescentes, os programas de eficiência energética no Brasil e no mundo, a história do cartel Phoebus, a obsolescência programada e a história da escola de arte Bauhaus (que parece não ter nada a ver com nosso assunto, mas tem).

E o baile não termina desta vez, continua na terceira parte…

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FILAMENTO LED – Conheça e compare – PARTE 1

20 de dezembro de 2015 16 comentários
Figura 1 – Lâmpada de filamento LED tamanho A60 vendida no Brasil, marca Ourolux, de 6W, bivolt, emissão de 600 lumens, 10 mil horas de vida útil, selo Procel A. No detalhe, a mesma lâmpada, ligada.

Figura 1 – Lâmpada de filamento LED tamanho A60 vendida no Brasil, marca Ourolux, de 6W, bivolt, emissão de 600 lumens, luz branca quente, 10 mil horas de vida útil, selo Procel A. No detalhe, a mesma lâmpada, ligada.

 

Estamos em plena era dourada da iluminação LED. O mercado mundial de LEDs alcançou a cifra de 160 bilhões de dólares em 2014 [1]. Em razão da necessidade de um planeta sustentável (diminuição do consumo de energia), o crescimento do setor continuará por alguns anos. Estima-se que há em torno de 20 bilhões de lâmpadas no planeta (valor conservador), imagine trocar a metade delas, ao menos…

No Brasil, segundo a Abilux [2], o setor de iluminação LED – também conhecido por iluminação de estado sólido (SSL – Solid State Light) – crescerá 30% em 2015. E estudos apontam que este será o mercado com melhor viabilidade comercial em 2020 [3].

Em razão disso, há uma intensa competição mundial para abocanhar a maior fatia possível do mercado de iluminação LED, que faz com que apareçam novidades a todo momento.

Uma delas está chegando de mansinho nas lojas, mas ainda não é muito conhecida. É a lâmpada de filamento LED (figura 1), que de tão parecida com as incandescentes, é confundida com elas. Parece incandescente, mas é LED.

Conheça o que são os filamentos LED, como são fabricados, os modelos existentes, como ligá-los e as possibilidades de uso.

Além disso, são expostos, ao final desta série de artigos, os testes comparativos de 7 tipos de lâmpadas (filamento LED, LED leitosa, fluorescente compacta, incandescente comum clara, incandescente comum leitosa, incandescente de alta resistência, incandescente halógena), bem como explicados os conceitos básicos envolvidos na medição da luz, para que qualquer pessoa saiba identificar o que realmente importa na escolha de uma lâmpada.

Espero que façam bom proveito desta primeira parte.
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ÍNDICE – Desde o começo do blog, até final de 2014

8 de março de 2015 7 comentários

Vivemos com listas. Para ir ao mercado, para ordenar o trabalho, para tudo. O escritor Humberto Eco até escreveu um livro sobre isto (“A vertigem das listas”, ed. Record). Para ele, as listas são a origem de nossa cultura. Uma lista pode ajudar ou atrapalhar, depende do modo como foi organizada.

Os blogs e as páginas web são, geralmente, enfadonhos de se buscar algum conteúdo específico, pois temos que passar por páginas e mais páginas até encontrarmos o que queremos. Ou não. Como este blog pretende dispor de um conteúdo menos efêmero, organizei uma lista com todos os posts publicados até agora.

De novembro de 2011, quando comecei, até dezembro de 2014, foram 62 posts. Alguns, certamente, muito extensos. Nestes 3 anos e pouco, mais de 500 mil acessos. Muito obrigado, leitores.

Assim, para aqueles que costumam ler este blog seguidamente, devolvo-lhes uma lista, que sintetiza o trabalho feito até agora, organizada por assunto. Cada link foi citado apenas uma vez, para não aumentar desnecessariamente o tamanho do índice. Por isto, meu modo de organizá-lo poderá parecer um tanto limitado.

Apesar disso, tenho uma dica, caro leitor ou leitora: aperte as teclas CTRL F, juntas. Com isso, abrirá um campo para busca na página. A tecla F refere-se a find (encontrar). Se a palavra procurada existir neste post, ela ficará destacada. Em princípio, todos os navegadores disponibilizam este recurso.

E sobre os links existentes nos posts, que costumo colocar vários em cada artigo. Poderá ocorrer, em posts mais antigos, que alguns links não funcionem, pois ficaram desatualizados. Pode-se driblar o problema de 3 formas: informar-me, através de comentário, que o link está quebrado; digitar somente o começo do link, como por exemplo http://weg.com.br e lá dentro procurar o assunto desejado; ou utilizar a descrição do link para procurar no Google.

Aplicação Titulo post Publicação
BANCADA DICA – Como enrolar transformadores toroidais 20/04/2014
BANCADA DICA – Conserto de cafeteira Philips Senseo 19/01/2014
BANCADA DICA – Como rosquear parafusos autoatarrachantes 16/08/2013
BANCADA DICA – Evite a perda do canudinho do óleo desengripante 23/01/2013
BANCADA DICA – Facilite suas medições de componentes 24/08/2013
BANCADA FERRAMENTA – Faca multiuso para eletrônica 04/10/2012
BANCADA FERRAMENTA – Quarta mão para soldagem 30/10/2012
BANCADA FERRAMENTA – Terceira mão para soldagem 29/10/2012
BANCADA FERRAMENTA – Um modo simples de enrolar bobinas 24/11/2012
BANCADA TÉCNICA – Conserto de alto-falantes 18/10/2012
BANCADA TÉCNICA – Conserto de trilhas de circuito impresso II 11/01/2013
BANCADA TÉCNICA – Conserto em borrachas – chinelos Havaianas 13/11/2012
BANCADA TÉCNICA – Conserto em plásticos I – Polietileno 17/10/2012
BANCADA TÉCNICA – Conserto em plásticos II – Polietileno 25/10/2012
BANCADA TÉCNICA – Conserto em plásticos III – ABS, poliuretano e outros 31/10/2012
BANCADA TÉCNICA – Conserto em plásticos IV – Resina acrílica 31/10/2012
BANCADA TÉCNICA – Conserto em plásticos V – Utilizando resina para reparo em gabinete plástico 06/11/2012
BANCADA TÉCNICA – Conserto em plásticos VI – Recuperação de aba móvel 10/01/2013
BANCADA TÉCNICA – Plásticos VII – Conserto de interruptor de parede, de embutir 25/01/2013
BANCADA TÉCNICA – Reparo de trilhas de circuito impresso 30/10/2012
COMPUTADOR NOTEBOOK – Como consertar o plugue da fonte 19/04/2012
COMPUTADOR NOTEBOOK – Reforma do plugue da fonte 30/09/2013
COMPUTADOR REDE – Instalando tomada RJ45 de parede 09/05/2012
COMPUTADOR TÉCNICA – Adaptando tela LED no notebook Acer 4740 25/10/2012
COMPUTADOR TÉCNICA – Conserto de impressora Samsung ML-3051ND 15/01/2013
CONSERTO DICA – Conheça e conserte ventiladores de teto 31/12/2014
CONSERTO DICA – Conserto da tomada do fone de MP3 01/11/2012
CONSERTO TÉCNICA – Como transformar uma torradeira 110V para 220V 04/03/2013
CONSERTO TÉCNICA – Conserto da fonte de XBOX 360 S (Slim) que foi ligada em 220V 27/02/2013
CONSERTO TÉCNICA – Conserto de Adega Climatizada Eletrônica 01/12/2013
CONSERTO TÉCNICA – Conserto de controle remoto de portão eletrônico 19/03/2013
CONSERTO TÉCNICA – Conserto de fonte chaveada com saída variável de 12 até 24V 06/06/2013
CONSERTO TÉCNICA – Conserto de plugues NBR em fontes e conversores 01/11/2012
CONSERTO TÉCNICA – Conserto de telefone sem fio Panasonic, por causa de inversão dos pólos da bateria 13/08/2013
CONSERTO TÉCNICA – Conserto do carregador Force Line 248 20/11/2012
ELETRICIDADE ATERRAMENTO – Salvar vidas é importante 03/02/2014
ELETRICIDADE DICA – Porque não usar adaptadores 20/10/2014
ELETRICIDADE DICA – Trocando um plugue NEMA por NBR 06/02/2014
ELETRICIDADE Porque é BOM o novo padrão NBR de plugues e tomadas 19/09/2012
LUZ AS LÂMPADAS FLUORESCENTES COMPACTAS PODEM DANIFICAR A PELE? 06/10/2013
LUZ LÂMPADAS I – Porque as fluorescentes compactas ofuscam, mas não iluminam 05/12/2012
LUZ LÂMPADAS II – Qual é a lâmpada menos danosa ao ambiente – a incandescente ou a fluorescente? 04/01/2013
LUZ LEDs – Como é uma lanterna recarregável 16/08/2014
LUZ LEDs – Anel para fotografia macro 22/05/2013
LUZ LEDs – Como ligar, sem queimar 11/04/2013
LUZ LEDs – Melhoria de luz de emergência 03/11/2013
LUZ LUZ DE EMERGÊNCIA LED – Conserto e funcionamento 04/05/2012
LUZ TÉCNICA – Conheça e conserte os reatores eletrônicos das fluorescentes 10/10/2013
PROJETO Alerta audível para o motociclista 01/03/2012
PROJETO PROJETO – Fonte de precisão de 0-40VCC e 0-4A 12/06/2014
PROJETO PROJETO – Carregador de uma, duas ou + baterias seladas 16/11/2012
PROJETO PROJETO – Proteção para relés em sistemas de acionamento de portões 27/12/2012
PROJETO PROJETO – Um atenuador (L-pad) para amplificadores valvulados de guitarra 30/11/2012
PROJETO TÉCNICA – Projeto, confecção e montagem de placas de circuito impresso 28/11/2012
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RECICLAGEM ISOPOR – Usando laranjas para reciclar 20/08/2012
RECICLAGEM Juntador de coisas 24/11/2011
RECICLAGEM O SHOPPING DA SUCATA 20/09/2013
RECICLAGEM RECICLAGEM – Fonte de PC 11/05/2012
SOM Instalando falantes no Logan 05/04/2012
SOM SOM – Uma caixa acústica pequena, mas decente 12/11/2012
SOM Som no LOGAN – Melhorando a instalação no tampão 27/09/2012

Atentamente, Eusébio Pizutti

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TÉCNICA – Reparo de capacitores variáveis

7 de fevereiro de 2015 23 comentários
 Figura 1 – Modelos de capacitores variáveis de rádios, de várias épocas.

Figura 1 – Modelos de capacitores variáveis de rádios, de várias épocas.

Nos receptores de rádio, antes do advento dos sintonizadores digitais, eram utilizados capacitores variáveis para sintonizar mecanicamente as emissoras (figura 1). Ainda hoje, muitos rádios o fazem desta forma. Dependendo da qualidade do capacitor variável e da forma e intensidade de uso do aparelho, este componente costuma apresentar defeitos bem específicos.

Apresento aqui algumas técnicas para o reparo de capacitores variáveis, cuja reposição, atualmente, é difícil. Modelos aparentemente semelhantes podem apresentar diferenças importantes, como as capacitâncias das seções, que dificultam a substituição.

Estas técnicas podem ajudar aqueles que se dedicam às restaurações de aparelhos antigos, especialmente os receptores de rádio (valvulados ou não), os sintonizadores modulares (tuners) e os famosos “3 em 1”. O foco deste artigo é nos capacitores variáveis para rádios domésticos, pois não conheço em profundidade a área de transmissão de RF. Apesar disso, as técnicas são de uso universal.

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DICA – Conheça e conserte os ventiladores de teto

31 de dezembro de 2014 64 comentários
Figura 0 – Aeratron e503.

Ventilador de teto Aeratron e503.

Num dia muito quente, você liga o ventilador de teto e… nada. Tem energia elétrica, mas o motor do ventilador não dá qualquer sinal de vida. Ou apresenta qualquer destes defeitos:

– Ventilador funciona lentamente ou não funciona, em todas as velocidades;

– Não começa a girar, mas com uma “ajudinha”, ele funciona bem;

– Certas velocidades estão muito baixas ou não funcionam;

– O motor faz zumbido e a hélice pode ser girada faclmente, mas a rotação é livre, não se mantém.

Será que queimou muita coisa?

Estes problemas são muito frequentes e tem uma solução simples, a troca de um capacitor. Esta dica, inclusive, serve para quaisquer aparelhos que utilizem o mesmo tipo de acionamento (motores de indução com capacitor).

Compreenda porque estes motores precisam de um ou mais capacitores para funcionar. Assista vídeos que demonstram os principios de funcionamento envolvidos. E conheça modelos diferentes (para dizer o mínimo) de ventiladores de teto e como eles podem ajudar a economizar energia, tanto no inverno como no verão.

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DICA – Porque não usar adaptadores

20 de outubro de 2014 29 comentários
Figura 1 – Adaptador danificado.

Figura 1 – Adaptador danificado.

Olhe bem a foto acima. É um triste adaptador, que foi detonado por causa da má qualidade das conexões e por receber corrente excessiva. Esta peça tentava compatibilizar uma tomada NBR 20A de parede com um plugue Nema 5-15 de uma régua de tomadas, que energizava cinco servidores (computadores de alto desempenho para empresas).

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