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Posts Tagged ‘música’

Arte é isso III

29 de outubro de 2017 Deixe um comentário
Banda Pata de Elefante

Banda Pata de Elefante

Vamos desopilar, novamente! Deixo um pouco de lado a eletrônica (estou acabando dois artigos), porque preciso espairecer. Trago uma banda que conheci há pouco tempo, apesar de parecer que ela faz parte de mim desde sempre.

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ARTE é isso II

2 de outubro de 2017 Deixe um comentário
Figura 1 – Zé do Caroço, ao centro. Fonte: Documentário "A Voz do Pau da Bandeira" [1].

Figura 1 – Zé do Caroço, ao centro. Fonte: Documentário “A Voz do Pau da Bandeira” [1].

Nesses tempos em que se criam automaticamente letras de músicas através de programas de computador [2] [3] [4], precisamos mostrar o que pode ser considerado como ARTE. Tem um samba de Leci Brandão que é fantástico: Zé do Caroço. Ainda mais quando ouvido na voz de Seu Jorge, que reduziu o andamento e valorizou toda a beleza e potência da letra:

Zé do Caroço existiu mesmo, viveu até 2003. Era o policial aposentado José Mendes da Silva (figura 1, ao centro) e morou a partir de 1958 no morro do Pau da Bandeira, ao lado do Morro dos Macacos, na Vila Isabel, Rio de Janeiro. Recebeu o apelido devido aos nódulos (caroços) que tinha nas juntas, por causa de um tipo de reumatismo, por isso que se aposentou cedo.

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ARTE é isso

18 de setembro de 2017 Deixe um comentário

Em tempos de tantas dúvidas sobre o que é arte, além de músicas em cujos shows só falta exibir sexo explícito – porque as letras já sugerem – é interessante relembrar o que pode ser feito quando se tem algo importante a dizer.

Pungente. É a palavra que melhor define este vídeo de Melody Gardot, Preacherman (pregador, padre, etc.). A música e o vídeo formam uma potente sinergia, que deixa cada tom de voz, cada riff de guitarra no lugar certo, é impressionante.

 

É um tributo de Melody Gardot ao legado de Emmett Till, um menino de 14 anos que em 28 de agosto de 1955 foi cruelmente assassinado, no Mississipi. O menino teria flertado com uma jovem branca. O vídeo foi lançado em 2015, 60 anos depois da morte de Emmett, quando muitos questionavam a ação da polícia americana, que comprovadamente mata negros em percentuais superiores ao seu peso demográfico. Em 2014, a população de Ferguson rebelara-se contra isso, devido a outra morte estúpida.

A profunda natureza de nossa existência é o que nos habilita, a qualquer momento, a conectar com qualquer pessoa, em qualquer lugar. A história está aí para nos lembrar até onde chegamos, todos os dias nossa jornada é continuar com esse progresso de nos tornarmos mais sábios, mais compassivos e mais seres humanos. Relembrar Emmett através da música é uma forma de frisar às pessoas que não há necessidade de continuar com crimes sem sentido. Raça e racismo não andam de mãos dadas. Nós somos somente uma raça: humana –diz Melody Gardot.

Melody Gardot passou a dedicar-se à música como forma de suplantar as dores e as sequelas de um terrível acidente, aos 19 anos, atropelada enquanto andava de bicicleta. O traumatismo craniano causou perda de memória e de capacidades básicas, como andar e falar, que teve de reaprender. O acidente também causou hipersensibilidade ao som e fotossensibilidade (ela não tolera luz, anda sempre de óculos escuros), além de vertigem cinética, obrigando-a ao uso de bengala.

A música é que a ajudou a atravessar aqueles dolorosos dias. Nosso Herbert Vianna que o diga.

Para conhecer mais a cantora e compositora, que trafega entre o jazz, soul, bossa nova, etc. – ela já veio várias vezes ao Brasil – a página oficial é: http://melodygardot.co.uk/

Uma excelente resenha da música Preacherman está no Pancakes and Whiskey (Panquecas e Uísque): http://pancakesandwhiskey.com/2015/06/04/melody-gardot-releases-a-powerful-must-see-video-for-preacherman/

O perfil dela na Wikipédia portuguesa: https://pt.wikipedia.org/wiki/Melody_Gardot

E uma entrevista em português: http://www.carloscalado.com.br/2009/07/melody-gardot-um-modo-tragico-de-virar.html

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