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TÉCNICA – Conserto em plásticos III – ABS, poliuretano e outros

31 de outubro de 2012

Figura 1 – Braço do leitor de DVD quebrado.

Figura 1 – Braço do leitor de DVD quebrado.

Na sequência das dicas para conserto em plásticos, hoje abordaremos aqueles que aceitam a cola de cianoacrilato, como o ABS, poliuretano, etc. A técnica usada é essencialmente a mesma do post anterior, com a diferença que a peça a consertar é de outro material, tem um formato diferente e a cola será um auxiliar importante.

Como exemplo, temos um leitor de DVD com uma peça quebrada, provavelmente devido a mau uso. É o braço que faz o movimento basculante da unidade de leitura, provavelmente de poliuretano. Não são encontradas as peças avulsas para tais aparelhos, por isso se não houver um mecanismo idêntico de onde tirar, tenta-se a recuperação. Ou o equipamento irá para o lixo.

Inicialmente, desmonta-se o conjunto para manusear isoladamente as peças danificadas (figura 2). Consertar no local, sem desmontar, poderá prejudicar outras partes e aumentar muito o tempo de manutenção.

Após a desmontagem, unem-se as partes danificadas com cola de cianoacrilato (Scotch Bond, da 3M ou Super Bonder, da Henkel). Geralmente, muitos dariam o serviço por concluído neste momento, e parariam por aqui (figura 3). Lamento dizer, mas o equipamento muito provavelmente voltaria a dar defeito, no mesmo ponto. Só a cola não é suficiente para devolver a rigidez original, há que melhorar a emenda.

Como? Pode-se embutir na peça plástica grampos feitos de fios rígidos de liga de cobre. Tais fios podem vir daqueles cabos utilizados em ligações externas de telefonia, como o FE-100. Mais detalhes no artigo anterior.

Neste braço de sustentação do conjunto leitor de DVD, o movimento permitido é apenas vertical, ancorado na extremidade com eixo, como visto na figura 1. Na horizontal, o movimento é praticamente inexistente, pois é limitado pela estrutura do restante da parte mecânica. Ele funciona como uma dobradiça. Assim, somente será necessário reforçar as partes superior e inferior da peça, pois é ali que a rigidez é essencial. Para isso, são construídos dois grampos, cada um adequado à respectiva superfície.

Figura 2 – Peças prontas para iniciar o conserto.

Figura 2 – Peças prontas para iniciar o conserto.

Figura 3 – Aparência após colagem inicial.

Figura 3 – Aparência após colagem inicial.

Figura 4 – Grampo superior, junto à face onde será inserido.

Figura 4 – Grampo superior, junto à face onde será inserido.

Figura 5 – Inserção do grampo superior.

Figura 5 – Inserção do grampo superior.

Figura 6 – Grampo superior inserido.

Figura 6 – Grampo superior inserido.

Figura 7 – Alisamento da superfície com o soldador.

Figura 7 – Alisamento da superfície com o soldador.

Figura 8 – Local do grampo sem as rebarbas.

Figura 8 – Local do grampo sem as rebarbas.

Figura 9 – Grampo inferior.

Figura 9 – Grampo inferior.

Figura 10 – Grampo inferior inserido.

Figura 10 – Grampo inferior inserido.

Figura 11 – Local do grampo inferior sem as rebarbas.

Figura 11 – Local do grampo inferior sem as rebarbas.

Figura 12 – Peça pronta e montada.

Figura 12 – Peça pronta e montada.

Utilizando o soldador de plásticos (ver artigo anterior), os grampos são afundados na peça para reforçar o lugar rompido, como pode-se ver nas figuras 4 a 11. Entre cada aplicação do soldador, deve-se aguardar um tempo para esfriar a peça. Isto diminui as chances de desalinhamento, pois deixando um lado frio, ele servirá de referência e não permitirá mudança de posição.

Após esconder o grampo debaixo da superfície do plástico, é interessante retirar as rebarbas, utilizando uma lima e/ou um estilete.

Para finalizar, deve-se verificar se o alinhamento da peça foi mantido como era originalmente. Quando a mecânica é de precisão, como neste caso, deve-se tomar extremo cuidado com qualquer mudança nas dimensões, encaixes e distâncias. O mecanismo deve ser montado e testado. Se necessitar de realinhamento, pode-se aquecer a parte que sofreu a manutenção, para amolecê-la e reposicioná-la. Mas este é um serviço difícil de fazer, melhor evitar a todo custo os problemas do desalinhamento.

Após os testes, coloca-se cola de cianoacrilato nos lugares onde foram aplicados os grampos (figura 12). A cola irá preencher os espaços vazios que são criados ao colocar os grampos, ajudando muito na rigidez da emenda. Com isso, a peça estará pronta para uso.

Adicionalmente, repasso dois vídeos feitos por mim, que demonstrar ao vivo a mesma técnica:

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  1. 21 de setembro de 2013 às 20:33

    Obrigado, precisava mesmo dessa dica.

  2. Rafael Ribeiro
    1 de março de 2013 às 12:53

    Quem me dera um dia chegar próximo aos seu conhecimento e as suas experiencias, sucesso…

    • 4 de março de 2013 às 21:29

      Rafael, obrigado pelos elogios. Na verdade, o conhecimento vem com o tempo, já não sou jovem… Qualquer um pode alcançar um bom nível de entendimento das coisas do mundo, apenas é preciso ser curioso e querer aprender sempre. Estabeleça metas e conquiste-as, não precisa pensar na concorrência.

  1. 8 de março de 2015 às 00:25
  2. 15 de janeiro de 2014 às 17:43
  3. 6 de novembro de 2012 às 16:38
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