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LEDs – Como é uma lanterna recarregável

16 de agosto de 2014

Figura 1 – Lanterna recarregável desmontada.

Figura 1 – Lanterna recarregável desmontada.

Faz uns dois anos, comprei uma lanterna recarregável de 6 LEDs, marca Z-Light, modelo ZL-2225. Escolhi adquiri-la em loja no Brasil, até para dispor de um produto mais durável do que os encontrados no mercado informal.

Mas fui iludido. Uns meses atrás, a lanterna começou a fazer um barulho de fritura quando posta para carregar e não funcionou mais. Como não podia aceitar um tempo de vida tão curto, decidi abri-la e identificar as falhas ocorridas.

O estrago

Desmontei a lanterna, a muito custo, pois a tampa dos LEDs, apesar de rosqueada, estava colada. As peças que a compõe aparecem na figura 1.

Se formos olhar a placa dos LEDs (figura 2), poderemos notar que todos os resistores estão com a superfície danificada. Não só eles, mas os 6 LEDs também queimaram, exatamente por causa do descuido de ligar a lanterna enquanto ela estava conectada à tomada para carregar a bateria. Só deu um estouro e fedeu componente eletrônico…

Figura 2 – Placa dos LEDs. Observar o estado dos resistores.

Figura 2 – Placa dos LEDs. Observar o estado dos resistores.

O circuito

A fonte que carrega a bateria é do tipo FAST (Fonte de Alimentação Sem Transformador) e aparece em detalhe na figura 3. Na figura 4 está o esquema completo da lanterna. No lugar do transformador, é utilizado um capacitor em série com a rede elétrica. Este capacitor (C1) deve ter um resistor em paralelo (R1), para descarregá-lo e evitar o choque entre os terminais do plugue.  O capacitor limita a corrente, consequentemente rebaixando a tensão sobre a bateria.

É um tipo de fonte que não tem isolamento galvânico entre a rede elétrica e o estágio de baixa tensão, responsável pelo acionamento dos LEDs e pela carga da bateria. Por causa do perigo de choques elétricos, esta configuração só pode ser utilizada em circuitos internos e isolados, como nesta lanterna.

Figura 3 - Placa do circuito de carga da bateria, junto com a chave de acionamento dos LEDs.

Figura 3 – Placa do circuito de carga da bateria, junto com a chave de acionamento dos LEDs.

Figura 4 – Esquema completo da lanterna recarregável de 6 LEDs.

Figura 4 – Esquema completo da lanterna recarregável de 6 LEDs.

Para carregar a bateria interna, a lanterna pode ser ligada na rede elétrica de 110 ou 220VCA, não há necessidade de chave. A diferença é que o carregamento será mais lento em 110VCA do que em 220VCA.

Após o capacitor C1, há uma ponte retificadora (diodos D7 a D10), que é ligada diretamente na bateria. Também tem um LED indicador de carga, como é possível observar no diagrama da figura 4.

Para poder alimentar os LEDs, a bateria – que é do tipo chumbo-ácido – é montada com 2 células e por conta disto pode alcançar aproximadamente 4,4VCC. É que cada célula de bateria de chumbo-ácido exibe uma tensão nominal de 2,2V, quando plenamente carregada. A quantidade de células determinará a tensão final da bateria. Por exemplo, baterias de 12V tem 6 células em série.

Já a corrente maior será alcançada com o aumento do tamanho das placas de cada célula. Por isto que baterias de automóveis são maiores que as de motocicleta, apesar das duas serem de 12V.

Retornando ao nosso assunto. Cada um dos LEDs brancos tem um resistor em série de 33 ohm, o que ajuda a equilibrar o consumo de corrente entre eles. Eles são ligados em paralelo, em grupos de 3, acionados pela chave deslizante, que tem 3 posições: desligado, intensidade mínima e intensidade máxima.

Após abrir a lanterna e testar o circuito energizado para a carga da bateria, constatei que havia mais de 300VCC sobre os terminais dela. Esta tensão é decorrente da retificação dos 220VCA. Isto indicava que a bateria estava com alta impedância e não limitava a tensão ao valor das suas duas células (que faria chegar no máximo a 4,4VCC ou próximo disso). Geralmente, este problema é causado pela sulfatação das células.

A sulfatação é uma oxidação que ocorre nas placas positivas da bateria, conforme as referências [1], [2] e [3] . O sulfato de chumbo forma-se naturalmente na descarga e é removido durante o carregamento. Em condições normais, a sulfatação forma pequenos cristais, o que torna o processo reversível.

Mas quando os cristais são maiores, a sulfatação pode tornar-se irreversível. O problema ocorre quando a bateria fica muito tempo sem carregar ou é guardada muito tempo com pouca carga, ou ainda quando sofre uma descarga excessiva, conforme a Baterias Pampa [3], em ótimo artigo.

Há na internet circuitos que prometem realizar a dessulfatação de baterias, como o da MPM Eletrônica [4], muito completo. Ainda não montei nenhum para saber se funciona a contento, mas a ideia é interessante, poderia evitar o descarte prematuro de muitas baterias de chumbo-ácido.

Experimentalmente, já revivi diversas baterias dando 2 ou 3 pequenos “choques” com uma fonte de 30V. Com os pólos negativos interligados, unia rapidamente, por menos de 2 segundos a cada vez, os pólos positivos. Às vezes, fazia o processo invertendo a polaridade, mas este modo pode ser perigoso para fontes que não tem proteção total.

Tentei este procedimento na bateria desta lanterna, sem sucesso. Aparentemente, o barulho de fritura ao carregar indica outro dano interno.

O problema da simplificação do circuito

A alta impedância resultante da sulfatação da bateria expõe os LEDs a uma situação de risco, pois eles ficam desprotegidos durante a carga da bateria. É só olhar novamente o esquema da figura 4.

Por exemplo, vamos supor que a chave da lanterna foi ligada inadvertidamente e a bateria está sulfatada. Não haverá qualquer sinal de luz nos LEDs, pois a bateria está totalmente descarregada. Quando a lanterna for conectada à rede elétrica, os LEDs, que estão ligados pela chave, irão queimar imediatamente, pois receberão 300VCC, quando deveria ser pouco mais de 4VCC. Acabou-se.

Na lanterna objeto deste artigo, além da bateria defeituosa, que causava o barulho de fritura ao carregar, todos os 6 LEDs queimaram desta maneira.

É que não há qualquer limitação de tensão para a bateria, apenas a corrente é limitada por C1. Por conta disso, a bateria sofre um estresse enorme e pode estragar com facilidade, como realmente aconteceu.

E o plugue da rede elétrica, de dois pinos redondos, que é embutido na lanterna. Poderia ser desenvolvido um bloqueio mecânico, que impedisse o carregamento se a chave dos LEDs estivesse ligada.

Ou, quando o plugue fosse exposto, houvesse o acionamento de uma chave que, obrigatoriamente, desligasse os LEDs (que poderia ser naquele ponto mostrado pela seta amarela, na figura 4).

Mas a simplificação extrema do produto não previu esta possibilidade. Ou previu, para vender mais lanternas.

Notas finais

A solução momentânea para este problema foi descartar adequadamente a bateria e ensacar o restante, na esperança de algum dia ter tempo para instalar um circuito melhorado de carga e acionamento dos LEDs.  Além de ter comprado outra lanterna…

O que me indigna, como consumidor, é que os fabricantes estão fazendo uso cada vez mais assanhado da obsolescência planejada.

Esta técnica é decorrente de um conhecimento preciso do comportamento dos materiais, permitindo a diminuição das tolerâncias e a utilização com mais segurança dos limites físicos dos componentes. Mas isto pode ser usado de duas maneiras.

A primeira seria evitar desperdícios, tornando os produtos mais leves e diminuindo os custos da matéria-prima, reduzindo o preço final.

Pronto, apareceu a palavra mágica: custos. Aí os olhos de certos empresários brilham e vem a segunda forma de utilizar o conhecimento dos materiais.

Fabrica-se um produto barato, com um mínimo de componentes, a maioria no limite de suas capacidades. Qualquer deslize no uso tem potencial para causar um defeito. Ou, após algum tempo, vários componentes falham ao mesmo tempo, obrigando o consumidor a consumir novamente. Ou ainda, o produto fica rapidamente obsoleto, pois são desenvolvidas outras tecnologias “muito melhores”.

Todas estas ações causam uma rotatividade de produtos que para a indústria pode ser interessante, mas para a sociedade, não. Pois todo o dinheiro pago pelo produto fica com o fabricante mais o lojista, já que não há possibilidade de revenda. A evolução tecnológica é natural, mas parece estar sendo forçada, atualmente, para manter na vanguarda os mesmos países de sempre. Esta é a nossa vida moderna.

Por isto que o coeficiente de cagaço, tão conhecido dos engenheiros, está cada vez menor. Este termo um tanto chulo, na verdade dá uma ideia precisa do que estamos falando: o engenheiro que não se sente seguro da qualidade do concreto de uma edificação, aumenta o tamanho das vigas e colunas para, mesmo no pior caso, o prédio nunca vir abaixo. Era um bom costume, na época em que o concreto era feito na obra, sem muito controle. É a mesma coisa que a intenção de fazer um produto durável (o que é cada vez mais raro). Algumas marcas são reconhecidas por sua qualidade e durabilidade intrínsecas, ao passo que outras somente primam pela aparência e baixa durabilidade.

O que deveria ser corriqueiro, é praticado por poucas empresas: qual a melhor qualidade possível com o produto que fabrico, com o preço X, que possa durar um tempo bem maior do que aquele que o consumidor acha que deveria?

Ocorre que, no futuro, nossos filhos e netos não poderão mais dar-se ao luxo de comprar um produto e jogar fora logo depois, pois o planeta já dá sinais de esgotamento. Porquê continuar com esta insanidade?

Referências

[1] MPM Eletrônica – Dessulfatador de baterias – http://mpmendes-electronica.blogspot.com.br/2013/02/dessulfatacao-de-baterias-chumbo-acido.html

[2] Tudor – Defeitos comuns em baterias – http://www.tudor.com.br/pt-br/Defeitos-Comuns/42,Defeitos-Comuns

[3] UFPR – Dissertação Rodrigo Venzke Palmer – Estudo da sulfatação durante a formação de placas positivas empastadas de bateria de chumbo-ácido – http://www.pipe.ufpr.br/portal/defesas/dissertacao/152.pdf

[4] Pampa Baterias – Regras gerais de segurança para operação e manutenção de sua bateria – http://www.bateriaspampa.com.br/news/n_0003.php

\o/

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  1. julia
    7 de outubro de 2015 às 17:07

    Muito bom o tópico , mas se possível me tira uma dúvida, eu tenho uma lanterna dessas e a bateria não presta mais, seria possível eu tirar ela e colocar algum componente no lugar para fechar o circuito e deixar sempre no 220V, digamos , funcionando como uma lâmpada ?

    • 9 de outubro de 2015 às 22:28

      Julia, eu estou há meses preparando um post sobre isso, ainda não consegui concluir. Mas você pode procurar no Google sobre LED em 220VCA (ou AC), que deve aparecer bastante coisa. Tem também um comentário, dos primeiros deste post, de Ismar Russomano, que conta como ele fez um sistema de carga melhorado. Talvez aquele esquema, mesmo sem bateria, seja o que você procura.

      • julia
        9 de outubro de 2015 às 22:53

        Obrigado 😉

  2. luciano opaleiro
    2 de setembro de 2015 às 11:03

    muito bom o tópico, ontem eu estava procurando algo para saber a voltagem da bateria e achei este post, e vou partilhar meu projeto; ontem achei partes de uma lanterna dessa 19 leds como globo óptico com os leds, bateria, placa de circuito toda queimada isso tudo desmontado sem carcaça então resolvi testar primeiramente os leds, funcionou fui testar a bateria que estava com zero volt deixei pousar ligada num carregador de celular velho e carregou, então veio a montagem, torei a placa fora separei bateria e globo óptico achei os fios do interruptor desliga liga meia e cheia, fiz toda soldagem da fiação liga e desliga perfeitamente então da bateria pra traz coloquei um conector jack fêmea e no carregador um macho ficou perfeito, como não tinha a carcaça tive q improvisar, o globo fiz encaixe com o gargalo de uma garrafa pet q encaixou legal e o corpo com um pedaço de cano de PVC 40 fiz o buraco do interruptor e está montada a lanterna e funcionando

    • 10 de setembro de 2015 às 19:38

      Luciano, você não tem fotos da adaptação? Poderia postar aqui (botão img, indique o caminho – \\C:\Usuarios\… – onde estão as fotos – o WordPress chama de URL)
      Eu já tinha pensado em algo assim, mas nem minha lanterna LED com duas pilhas comuns AA consegui terminar…

  3. Adriana
    20 de julho de 2015 às 19:34

    Boa noite! Na verdade só estou com uma dúvida. Gostaria de saber se a luz vermelha que fica ligada quando se está carregando a lanterna, vai se apagar indicando o término do carregamento. Desde já obrigada.

    • 25 de julho de 2015 às 00:08

      Adriana, se não me engano, minha lanterna, no começo, quando funcionava bem, apagava o LED depois de carregada a bateria. Note que o LED está em paralelo com um diodo da ponte retificadora. O LED iria ligar, somente quando houvesse corrente circulando para a bateria, até porque o manual recomenda que a chave dos LEDs esteja desligada durante a operação de carga.

    • Cyro Filho
      27 de julho de 2015 às 18:49

      Não! Não apaga. Mesmo porque, a Corrente irá flutuar pela Bateria, em, no máximo, 5 Volts.

  4. Walter Silva Santos.
    26 de maio de 2015 às 13:48

    Opa, calma lá, você investigou a vida de todos os usuários que compraram esse modelo de lanterna ( e similares) para dizer que ela não foi “interessante” à sociedade? Esses produtos baratos possuem demanda, resolvem os problemas, milhões, das pessoas, dos consumidores que escolherem eles em detrimento de outros produtos, quiseram preço em primeiro lugar talvez, disponibilidade, não interessa muito saber, a questão é que atenderam uma demanda. Nem sequer temos as estatísticas de “problemas resolvidos pelas laternas fuleiras vs problemas criados pelas lanternas fuleiras”. Há lanternas de várias qualidades, preços também, cabe ao consumidor a escolha, o problema é que não podemos usar uma insatisfação com determinados produtos pra se obter controle sobre todo um mercado, com regulações, leis que terminam por encarecer os mesmos, gerando até certos oligopólios (apenas enormes empresas conseguem se enquadrar nos ditames dos governos).

    • 26 de maio de 2015 às 23:15

      Walter, este blog é opinativo. Eu tenho todo o direito de expressar minha opinião (assim como você). Não sou uma instituição ou jornal que precisa pesquisar os hábitos de uso de consumidores para fazer certas afirmações. Sou eu próprio um consumidor e tive uma experiência pessoal com o produto. O artigo postado é resultado de uma constatação e de insatisfação, pura e simplesmente.

      Além disso, vários leitores comentaram terem tido o mesmo problema. Tenho aqui em casa umas doze lanternas de LED, TODAS COM DEFEITO. Umas ganhei de amigos, outras comprei e estragaram. Elas serão alvo de um artigo mais extenso, sobre as deficiências e qualidades de cada modelo. E há marcas reconhecidas mundialmente entre elas.

      Os fabricantes desistiram, por exemplo, de usar as pilhas AA e passaram a utilizar em larga escala as pilhas AAA que, apesar de menores, são mais instáveis, pois vazam facilmente. Porque não tem uma única lanterna à venda no comércio para usar com pilhas pequenas? Isto é escolha e direcionamento de mercado, não nos dão opção de produtos diferenciados. Aliás, a única diferença é estética, pois internamente, todas as lanternas são muito semelhantes. Por exemplo, as que usam 3 pilhas palito (ou a bateria de 3,7V de NiMH) ligam os LEDs diretamente, que logo queimam.

      O que exijo é uma qualidade mínima pelo preço que se paga por um bem e que ele tenha uma vida útil no mínimo razoável, que se perceba que o produto “pagou-se”.
      Um diodo a mais nesta lanterna do post faria toda a diferença e eu não estaria aqui criticando o produto. Veja os comentários com a sugestão de um leitor sobre a modificação.

      Ocorre que a demanda por produtos de baixo valor sempre existiu, mas não resolve o problema dos compradores, pois o produto logo depois estraga. E o pobre, que já contou o dinheiro para comprar uma vez, terá que novamente desembolsar. Quem ganhou, no final das contas? O lojista e o fabricante, somente.

      Isto está gerando um enorme problema ambiental, pois estamos entupindo as cidades de lixo eletrônico, que é potencialmente tóxico. Não foi à toa que tiveram que implantar uma política nacional de resíduos sólidos, obrigando os fabricantes a fazer uma logística reversa, para receberem de volta o lixo que estão gerando. E é só o começo.

      Por último, defendo a existência de pequenas e médias empresas, com conteúdo local, desenvolvendo produtos aqui. Mas o que ocorre hoje em todo o mundo? Quem fabrica tudo são os chineses, as grandes empresas dos outros países, apenas maquiam os itens e os vendem com o seu logotipo. Os pequenos lojistas compram produtos prontos, chineses também.
      A solução é procurar nichos onde seja possível desenvolver conteúdo local, como hoje já acontece nos alarmes. Em iluminação, há diversos nichos, como por exemplo as luzes de emergência para condomínios. No post que fiz sobre estas luzes, ficou evidente que há muitos interessados em produtos melhores, tem dinheiro para pagar, mas não há produto adequado à venda (luzes de emergência de qualidade mediana, ao menos).

    • Cyro Filho
      27 de maio de 2015 às 15:26

      Grande Walter! Lí seu comentário, e concordo, em parte, porque o Consumidor Brasileiro precisa ser mais exigente. Do contrário, vamos morrer com complexo de vira-lata. Digo! Na Lei, isto se chama Vício Oculto. É quando o Poduto apresenta problema durante, e/ou após a Garantia. A questão é: A Lei Brasileira exige uma Garantia mínima de 90 (noventa) dias, seja para novos, ou usados. Além desse aspecto, também exige Assistência Técnica, e até mesmo, a Logística Reversa, para Detritos Sólidos, como é o caso destas baterias de chumbo-ácido, que NÃO podem ser jogadas no lixo doméstico. Sendo assim, nem uma coisa, nem outra. O Produto é descartável? Sim! É! Porém, trata-se de uma Relação de Consumo, e nós, os Consumidores, estamos desamparados. Não se encontra quem conserta, muito menos, a Assistência Técnica do Fabricante, para Reparos, Recall, Substituição e, na pior das hipóteses, devolução dos valores pagos, ou desconto equivalente ao Vício.
      Eu, pessoalmente, tenho umas seis Lanternas dessas, de vários tipos e tamanhos. E todas elas, já não possuem mais suas Baterias originais. Tive que adaptar porta-pilhas, com pilhas alcalinas, não recarregáveis, como se lanterna comum fosse, só para não ter que entupir os nossos Aterrso Sanitários, com Equipamentos ruins como estes que, à primeira vista, parecem bons, e prometem durabilidade, tanto quanto autonomia. No final, o que se vê, é o Consumidor sendo lesado, mais uma vez…
      Abraços!

  5. Cyro Ramos Nogueira Filho
    16 de fevereiro de 2015 às 14:13

    Que tal o uso de Baterias de Lithium-Ion?

    • 6 de março de 2015 às 23:22

      Até o momento, parecem piores que as de chumbo, mas provavelmente o culpado é o mesmo, o sistema de carga da bateria, que precisa monitorar com precisão o estado da bateria.

      • Cyro Ramos Nogueira filho
        13 de março de 2015 às 12:35

        Olá, novamente, Eusébio!
        Agradeço-te pela resposta sobre substituição de Baterias de Chumb-ácido, por baterias de Ion-Lithium, e te faço uma nova pergunta, sobre Luminárias de Emergência, em Led que, ficam ligadas 24 horas na tomada, possuem baterias de chumbo-ácido e, me parece, o carregador é o mesmo, do tipo FAST, sem transformador, e as baterias não queimam. O máximo que acontece, quando acontece, é o vazamento do Eletrólito, por um defeito pré-existente na vedação, já que são baterias seladas.
        SE, no caso, deixarmos uma Lanterna de Led ligada direto na tomada, a exemplo da Luminária de Emergência, a Lanterna poderia queimar? Digo, se a Luminária ficava ligada à Rede, e não queima, por que haveria de queimar a lanterna?
        Agradeço-te, antecipadamente, pela resposta.
        Saudações,
        Cyro Filho.

      • 18 de março de 2015 às 22:30

        Cyro, dê uma olhada nos primeiros comentários deste post ou naquele do circuito melhoraro de luz de emergência, há um leitor que dá uma ótima sugestão de melhora nestes circuitos.

        Se não modificar nada, a lanterna irá queimar os LEDs sim, pois não há qualquer proteção. Uma luz de emergência é levemente diferente, mas também costuma queimá-los, se a bateria arriar.

  6. 1 de fevereiro de 2015 às 12:10

    Simples Resolver o Problema e só Pegar um Carregador de Celular de 6v ou 12v e Colocar um Transistor Como Regulador de Tensão

  7. alcineu
    15 de janeiro de 2015 às 01:26

    Para mais esclarecimento sobre esse tipo de fonte, leiam essa materia http://www.eeweb.com/blog/extreme_circuits/12v-fan-directly-on-220v-ac

    • 21 de janeiro de 2015 às 20:39

      Alcineu, obrigado pela dica!!

  8. alcineu
    14 de janeiro de 2015 às 18:25

    Ola pessoal. Parabens ai pelas dicas. A minha Western de 12 LEDs esta com o capacitor marrom de 115J 400V (1,5ufx400V) rachado e dieletrico derretido. O capacitor ideal para esse circuito deve ser tipo X2 http://www.ec21.com/product-details/Suppression-Capacitors-Class-X2-MPX-MKP-1.5uf–7010751.html, o problema é encontrar no mercado local.

    • 21 de janeiro de 2015 às 20:42

      Alcineu, creio que 115 deveria ser 1,1uF e não 1,5uF (11 é o valor e 5 é a quantidade de zeros, a unidade deveria ser pF).

      Dê uma olhada nos comentários mais abaixo, tem dicas de colocar um zener e diminuir o valor do capacitor, para não estragar novamente. Poderia, por exemplo, colocar um de 470nF 275VCA X2, que é fácil de encontrar no mercado. Se demorar muito para carregar, poderia colocar mais um ou dois em paralelo.

  9. Lucio
    1 de dezembro de 2014 às 11:03

    Eusebio, Bom dia!

    Exelente materia. Estou mexendo em uma lanterna dessas ( minha terceira ) que teve o mesmo problema. Tentei entender porque usar um circuito tao pobre como esse. Partindo do principio de reaproveitamento, em sua opiniao, poderiamos usar o circuito de uma fonte celular que nos fornece 5vcc e 800ma? Assim dois problemas poderia

    • 1 de dezembro de 2014 às 20:57

      Lucio, certamente, uma fonte de celular entrega uma tensão constante (5VCC).
      O que seria necessário é um controle de corrente para a bateria, que poderia ser um diodo comum de silício (1N4001), em série com o positivo da fonte.

      Ele reduziria a tensão da fonte em 0,7V, o que já a transformaria em um carregador lento, pois teria na saída uma tensão de 4,3 ou 4,4V.
      Se a lanterna tiver uma bateria de lítio (3,6V), é só adicionar diodos na quantidade certa para conseguir a queda de tensão necessária.
      Podem ser utilizados, junto, os diodos diodos Schottky, que tem uma queda de tensão de 0,15V, em média.

      Estes diodos Schottky são comuns nas fontes de PC, nas saídas de 5VCC e 3,3VCC, é só medir com o multímetro na posição de diodo, a tensão lida será bem mais baixa.

  10. 27 de novembro de 2014 às 20:16

    Facil resolver o problema : pegar uma ou mais celulas de bateria de notebook no fim da vida ( a lanterna não vai exigir tanta carga) e adaptar um carregador de celular universal….dos que encaixam a bateria sem o celular aproveitando para fazer uma reciclagem basica….

    • 1 de dezembro de 2014 às 22:04

      Teste, faça o teste e poste aqui o resultado, provavelmente dará certo, veja também a resposta ao Álvaro.

  11. Gustavo
    13 de novembro de 2014 às 19:24

    Olá! Acabo de desmontar a minha lanterna e, parece ser o mesmo caso. A corrente sobre a bateria estava em 150VDC, imagino que ela tenha uma proteção para não explodir! Já vai para a minha caixa de lixo eletrônico que descartarei na semana que vem. Eu tive uma parafusadeira FLC que tem uma fonte externa que dá uma vida um pouco mais longa para as pilhas recarregáveis que tem dentro, acho que vou procurar uma lanterna que use uma fonte externa… talvez não seja muito difícil fabricar uma…

    • 13 de novembro de 2014 às 21:10

      Gustavo, sabe o que estive pensando? Trocar os LEDs, fazer a proteção contra excesso de tensão comentada anteriormente neste post, colocar uma bateria 18650 e o carregador dela, dentro da lanterna. Só tem que ver se o carregador é bom, ainda estou estudando isso.

  12. jose jacob miqueri filho
    30 de agosto de 2014 às 13:15

    Euzebio, li sobre a luz de emergência de LED e como sou sindico de uma prédio, tive problemas com as luzes de emergência. Sou totalmente leigo sobre isto, tanto de LED quanto as fluorecente.
    as luzes de LED foram ligadas a aproximadamente 2 anos por outro sindico e quando precisamos, em uma noite sem energia, neste mes de agosto de 2014, ficamos totalmente às escuras.
    pelos seus comentários, deveriam ser desligadas (acesas) até o descarga total da bateria e posteriormente liga-las novamente, sendo isto necessário de 6 em 6 meses, o que também não garantiria uma vida útil muito maior.
    pergunto: não seria o caso da luz de emergência com lâmpadas fluorescente, ou teriam o mesmo problema?
    qual a vida útil de cada uma?
    Aguardo
    Obrigado

    • 30 de agosto de 2014 às 21:32

      José, depende do sistema de carga da bateria. Por exemplo, tenho em casa uma daquelas luzes de emergência com 2 fluorescentes pequenas. Ficou muito tempo sem carga e agora a bateria não aceita nada. Ainda não abri, mas provavelmente terei que trocar a bateria por causa da sulfatação.

      Com os LEDs, ocorre a mesma coisa, pois as baterias são de chumbo-ácido, na sua grande maioria (mesma bateria que as dos automóveis).

      Se tiver tempo, dê uma olhada no post da lanterna recarregável, alguns comentários são bastante explicativos do que ocorre com estas baterias, inclusive há como resolver o problema do excesso de carregamento, de um modo bem simples.

      No seu caso, acho que o melhor a fazer é utilizar um sistema centralizado, com baterias estacionárias, além de utilizar canalização de ferro para todos os pontos de controle.

      Quanto à durabilidade, nem um, nem outro, o comportamento dos dois sistemas á sofrível.
      E sobre as cargas/descargas

  13. João Carlos Agostini
    19 de agosto de 2014 às 11:32

    Oi
    Obrigado pela resposta.
    Concordo que tanto neste como no outro circuíto só se gasta energia à toa. Como vc disse, para fazer os produtos baratos, fazem circuítos simples, mas que, no final das contas, só saem baratos para eles, pois gastamos mais energia e temos que arcar com os defeitos dos produtos.

    P.S. Já pesquisei várias vezes procurando algum texto que me esclarecesse sobre as pilhas comuns e recarregáveis, mas não acho nada explicativo. Vc tem alguma sugestão de leitura?

    • 21 de agosto de 2014 às 22:15

      João Carlos, procure revistas da Elektor, são uma boa pedida. Há marcas boas de pilhas e bateria, como Varta e Saft, que podem ter artigos para download.

    • Ismar Russano
      27 de agosto de 2014 às 16:02

      Ola pessoal,

      Fiz uma simulaçao numa lanterna toda queimada! Substitui os Led’s queimados.

      Coloquei um Diodo Zener de 5v6 – 1W, em paralelo com a bateria.
      Retirei a bateria e a tensao ficou cravada em 5.6 V e os led’s acenderam com a rede eletrica ligada.
      Nao consta no esquema de entrada da fonte, mas nessas fontes FAST, é recomendavel colocar um resistor de 100 ohms 1W em serie com o capacitor de 1uF de entrada.
      O resistor limita picos de corrente, quando a fonte é ligada na tomada.
      Usei experimentalmente um capacitor de 470nF/400v, e a bateria foi carregada com uma corrente menor, mas carregou sem aquecer. Capacitor de 1uF carrega a bateria com um corrente muito alta, danificando a bateria em pouco tempo.

      É isso
      Abraço a todos

      • 27 de agosto de 2014 às 19:46

        Grande Ismar, ótimo trabalho!

        É disso que precisamos, trocar informações a partir de experiências práticas, pois facilita o entendimento.

  14. Ismar Russano
    18 de agosto de 2014 às 09:18

    Ola pessoal,

    Infelizmente aconteceu comigo este problema. Uma lanterna com 12 Led’s queimados.
    “Torrados” pelo mesmo motivo.
    O circuito é bem parecido com o citado acima.
    Quando abri a lanterna, me deparei com uma montagem do tipo “chiqueiro” (nao menosprezando os porcos…). Soldas queimadas e mau-feitas, fios quase se soltando das soldas….etc….
    Apesar de estar escrito “Made in China”…
    nao se sabe a procedencia do produto, mas acredito que nao seja.
    Compro sempre produtos na China e estou satisfeito, principalmente componentes ou circuitos já montados. Teem sempre uma boa aparencia e funcionam bem!!!

    …e ainda existe uma propaganda para darmos preferencia aos produtos de loja…!!(!)

    Abraços

    *****

  15. luiz ferreira
    17 de agosto de 2014 às 14:57

    Olá EUSÉBIO.

    No esquema da fonte, da figura 4,notei algo meio estranho.
    Os dois catodos,dos diodos, que se unem para formar o positivo da fonte,e os
    dois anodos,que também se unem para o negativo,vão na REDE????.
    A união de um catodo e um anodo,vão um para o positivo,e o outro
    para o negativo,da bateria,respectivamente.
    Não deveria ser ao contrário. A união do catodos,para o positivo da bateria
    e,os dois anodos para o negativo???.
    Ou tem erro no desenho,ou inventaram uma nova configuração.

    Por favor explique este tipo de ligação.

    Se puder envie a resposta para: luizferreiratouro@gmail.com

    ATÉ ..

    • 17 de agosto de 2014 às 16:21

      Luiz, muito obrigado pela correção.
      É que utilizei uma biblioteca nova, que tinha esta ponte retificadora para o KiCad, que veio nesta posição esdrúxula.
      É tão normal utilizarmos uma ponte retificadora, que não tomei o cuidado de confirmar a posição.
      O desenho já foi corrigido, foi só girar o componente adequadamente.

    • luiz ferreira
      22 de agosto de 2014 às 12:26

      OLÁ EUSÉBIO.

      Agora está correto.Show de bola.ATÉ.

  16. 17 de agosto de 2014 às 11:31

    Bom dia a todos, quanto ao relato acima , assino tudo o que foi comentado e simplsmente a única coisa que se pode pra não perder p tudo o produto que foi comprado é tentar fazer uma adaptação na lanterna para ser energizada com pilhas normais e estas nunca serem carregadas na energia, alguns modelos de lanternas de leds se tem espaço para tal, outros talvez tenham que ser adaptadas para serem energizadas com pilhas menores , tipo palito …..o circuito destas luminárias são totalmente de péssima qualidade, eu ja consegui salvar varios tipos de lanternas e luminárias que estão no mercado. isto vai depender de cada modelo, varia muito o espaço que se tem dentro, bom esta foi minha dica que eu deixo porque estou nesse ramo ha bastante tempo e devido somente trabalhar neste segmento tenho que ás vezes colocar a cabeça para trabalhar e dar uma solução . dúvidas e perguntas é só me contatar : contatoilumiled@bol.com.br

    • 17 de agosto de 2014 às 16:25

      Paulo César, muito obrigado pelas sugestões.

      A ideia de utilizar pilhas comuns é interessante, mas eu gostaria de manter um sistema recarregável.
      Se coubesse 3 pilhas médias ou 4 pequenas, poderia ligar diretamente os LEDs, sem circuito elevador de tensão.
      Por outro lado, não gosto das pilhas palito, pois vazam por qualquer motivo.

  17. João Carlos Agostini
    17 de agosto de 2014 às 10:54

    Olá
    Tudo bem?
    Voltamos aos FAST. Se a função do capacitor C1 é reduzir a tensão, como é possível ter 300VCC sobre a bateria?
    Na análise que vc fez da luz de emergência da LLUM (placa HB830), no circuito há dois diodos D1 e D4, que perguntei a função, que me parecem corresponder a diodos ceifadores que limitariam a tensão sobre a ponte no valor Vgama de cada diodo. Talvez tenha faltado esse tipo de componente aqui, supondo que tenha entendido direito o funcionamento desses diodos.
    De fato, o projeto é bastante falho em relação a proteção da bateria e dos leds, até contra surtos da rede elétrica.
    Agora, as baterias recarregáveis podem ser submetidas a qualquer tensão? O que importa é apenas a corrente de caraga?
    Obrigado.

    • 17 de agosto de 2014 às 16:44

      Olá, João Carlos, fui infeliz na frase, já alterei o texto. De todo modo, se não há corrente sobre a carga, a tensão será a mesma em qualquer ponto, correto?

      Quanto ao outro circuito, é possível que os diodos mencionados tenham a função de ceifadores, mas eu considero que isto é energia desperdiçada, pois é dissipada em forma de calor. A solução seria implementar um circuito mais elaborado para desviar a energia e armazená-la de alguma forma, para aproveitá-la em seguida.

      Quanto às baterias, não posso afirmar que possam receber qualquer tensão, mas pelo que sei, as de chumbo-ácido tem que ser carregadas com tensão constante.

  1. 8 de março de 2015 às 00:27
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