Para ONDE vamos, amigo ou inimigo?

A nossa vida é um caminho sem volta, desde que brotamos neste mundo, até retornarmos ao pó.
Muitos consideram que há bastante tempo para fazer as coisas, que podem deixar para começar depois. Mas, se forem analisar com cuidado, verão que a vida é muito curta.
Quando visitamos aqueles parentes ou amigos de quem gostamos, já paramos para pensar quantas vezes poderemos fazer isso ao longo da vida? Se os visitamos uma vez por ano, dará quantas no total?
Partindo da média de expectativa de vida do povo brasileiro, que é de quase 76 anos e descontada a nossa idade, dá o que pensar. Mulher brasileira vive mais, quase 80 anos, então a maioria dos homens brasileiros morrerá antes dos 76.
Assim, se temos 13 anos, vamos nos ver pelo menos 63 vezes. Agora, se estivermos com 60 anos, serão só mais 16 vezes. Se os nossos parentes e amigos tiverem idade avançada, esse saldo será menor ainda.
Sem falar que nós mesmos poderemos parar pelo meio do caminho em uma tragédia qualquer, como tantas que acontecem neste país abandonado pelas elites: enchentes, deslizamentos, temporais, violência pessoal ou institucional, acidentes de trânsito, construções mal feitas ou um problema de saúde fulminante.
Essa perspectiva vale para tudo o que fazemos. Temos motivo justo para deixar de fazer algo agora? Ou nos acostumamos demais ao tempo das telas, que destrói todo o nosso tempo livre?
E causa divisão.
Antigamente, aquele amigo, conhecido ou parente que tinha uma ideia política diferente da nossa era tolerado, sem grandes problemas. Apesar das falhas, enxergávamos que aquelas pessoas também tinham coisas boas e interagíamos com elas.
De uns anos pra cá, passamos a enxergar os outros como amigos ou inimigos, sem meio termo. Ficamos igual a computador: é zero ou um.
Uma diferença qualquer de opinião pode resultar na exclusão permanente, a pessoa deixa de ser visitada, convidada para encontros, reuniões, aniversários, Natal, Páscoa ou qualquer outra junção, justamente porque pensa diferente.
Essa divisão acontece com mais impacto dentro das famílias e tem causado toda sorte de conflitos, resultando em separações, brigas e até crimes.
Hoje, só nos juntamos com quem pensa igual e isso reforça a divisão, pois não tem ninguém no grupo para criticar alguma ideia descabida ou totalmente fora da realidade. E tais alucinações começam a fazer parte dos assuntos do dia a dia, sem muitos filtros.
Ao se reunir somente com quem pensa igual, o cérebro trabalha muito menos, quase não usa os neurônios, porque só precisa concordar. É bom lembrar do ditado: “Se você não pensa, será pensado pelos outros.”
Junto a isso, temos um sistema educacional que nos ensina a obedecer, jamais a criticar ou pensar diferente.
Pensar e comandar é ato restrito às escolas pagas, onde a elite forma os futuros dirigentes deste imenso país. Lá, a educação é investimento, mas para as escolas públicas é despesa. Educação é o que leva o país para frente, olhe para os asiáticos: todos, sem exceção, martelam na educação!
Outra questão que soma dificuldades às nossas vidas é a religião. Todos os grupos religiosos proclamam a paz, mas estão cada vez mais isolados uns dos outros. “A minha religião é a única verdadeira!”; “O nosso Deus é melhor que o seu”; “Sou melhor que você!” A quem serve isso?
Tudo isso forma um caldo que está fermentando.
Essas divisões da população em grupos isolados uns dos outros, somente beneficia quem já está no poder e nunca apeou dele, desde 1500. São esses que sempre se beneficiaram com a falta de unidade do povo e agora lucram com tais conflitos, através de seus paus mandados, os políticos.
Quem está no cargo máximo atualmente, pode fazer apenas o que o Congresso deixar. E NUNCA nosso Congresso teve maioria canhota. Inclusive nos estados, as Assembleias estão totalmente dominadas por grupos elitistas que defendem com unhas e dentes os seus privilégios, como se fossem direitos. São esses que se chamam “conservadores”, pois querem conservar o que nosso país sempre teve de ruim.
Uma elite que pensa pouco (e lê menos ainda) não se deu conta do básico: salários baixos implicam ao pobres maior estresse e violência e resultam em trabalho mal feito, porque ninguém consegue dar conta do recado se estiver cansado por ter dormido pouco, a roupa ficou fedendo porque não deu tempo de secar direito, ter passado em pé 2 horas espremido no ônibus e ainda preocupado em como vai passar o resto do mês.
Monteiro Lobato já reclamava dos baixos salários na década de 1920, antes do Brasil transformar-se no grande exportador de hoje. Lá se vão 100 anos, o bolo cresceu muito e o povo continua a receber migalhas. A chapa tá esquentando, mas o caldo de que falei é outro.
Países que eram mais pobres que o Brasil há 40 anos, hoje nos ultrapassaram e dão ao seu povo uma qualidade de vida impressionante. A Coreia do Sul tem o tamanho de Santa Catarina ou Pernambuco. O Distrito Federal é 8 vezes maior que Singapura. Esses dois países asiáticos, que precisam importar quase tudo, têm cidades bonitas, com muito verde, pracinhas, riachos, estradas perfeitas, trens ou ônibus para onde precisar, moradia decente para todos, educação de qualidade, indústria pujante, salários dignos. Porque eles escolheram cuidar do povo!
É isso que boa parte da elite brasileira não quer (resol)ver: enquanto mantém a maioria na ignorância, por conta da péssima educação, por outro lado desvaloriza o trabalhador, prefere que ele fique com um salário que o torne dependente, mas que não permite que melhore de vida.
O trabalhador mora mal, muitas vezes de aluguel – queima dinheiro todo mês – e tem poucos lugares para passear, tá tudo tomado pelo concreto. Sua vida só patina. Precisa muito esforço e persistência para manter a cabeça pra fora d’água.
Afinal, quando há muitos que aceitam receber miséria do empregador, pra quê pensar em melhorar a vida daqueles que constroem a sua riqueza? Ambos envelhecem juntos, mas não podem progredir juntos.
A saída é a bebida, o sexo ou, muito pior, as drogas. Nem a música diverte mais, porque foi sequestrada por um bando de empresários com cérebro de minhoca, cujo objetivo é branquear nossa musicalidade, deixando-a sem gosto, sem calor, sem suor, sem vida, sem passado. Temos muita diversidade, mas ela não passa da cerca que esses imbecis ergueram.
Olhe ao seu redor. A quantidade de obesos em nosso país é algo impressionante. A causa? Má alimentação, principalmente, causada por desinformação (má educação, outra vez), falta de movimento (exercícios, caminhadas) e consumo descontrolado de comidas e bebidas industrializadas, que nos poupam tempo, são gostosas, mas roubam nossa saúde.
E aqui é que vem o caldo. Olhe ao redor, novamente, um pouco mais para longe: os estados brasileiros, depois os países do nosso continente. Quantas vezes você ouviu falar mal dos nordestinos, ou que os estados do sul querem se separar? E o que sabemos dos nossos irmãos castelhanos? Portugal nos legou um país imenso e não praticamos a solidariedade nem a boa vizinhança, antes nos isolamos e zombamos do país que nos criou. Claro, temos um passado (e um presente) muito cruel, ainda temos que acertar essa conta. Agora é justamente quando podemos definir um bom futuro, é só querer. E não se dobrar.
Os estados brasileiros deveriam sempre se unir em benefício do país, não o contrário. Correntes de pensamento diferentes devem chegar a um consenso, em vez de impedir bons projetos só porque vieram do “outro lado”.
Senadores, deputados federais e estaduais, deveriam pensar na infraestrutura nacional, na integração entre os municípios e estados, na qualidade das obras, na redução de tragédias, no desenvolvimento como um todo, mas atendem a interesses locais e o país fica à deriva. Essa é a política destra, que enterra as boas ideias (como os teleféricos para as comunidades do Rio ou as ferrovias) e faz valer a sua total falta de compromisso com os brasileiros e o ajoelhamento com os de fora, para sempre. Defendem os interesses de seus financiadores, que costumam gastar muito mais em campanha do que o salário que irão receber.
Afinal, é o Poder Legislativo que comanda os destinos do país (Senadores, deputados federais, deputados estaduais, vereadores). O Poder Executivo (Presidente, governadores e prefeitos) só consegue fazer o que o Legislativo deixa. E o Judiciário deveria servir de balança entre eles, para ninguém tomar conta.
E agora, com o caldo fermentando ao nosso redor, precisamos pensar no futuro que queremos para nós. Ou vamos descambar para um gigante quebradiço, que em mais alguns anos pode começar a se despedaçar como aquele do leste da Europa, espatifado em 7 pedaços nos anos 1990, ou nos juntamos e damos um basta a essa mania de explorar os outros sem dar nada em troca.
“Divide et impera.” (Dividir para reinar, é disso que se trata)
Há muito conteúdo por aí que mistura diversas verdades isoladas, mas leva a uma conclusão totalmente falsa. Não se iluda com afirmações que causam indignação e simplificam as coisas, porque elas apelam para as emoções e fazem agir por impulso. Os que falam que são contra o sistema, frequentemente agem em defesa dele e mentem descaradamente, confiantes da ignorância do povo. O objetivo é, como sempre, DIVIDIR, nunca UNIR ou prestar SOLIDARIEDADE.
“Diga-me com quem andas, que te direi quem és.” Cuide que as legendas juntam pessoas que tem os mesmos objetivos! Água não se mistura com óleo!
Muito cuidado daqui pra frente, virá fogo e tragédia de todo lado. Enxergue a diferença entre a crítica contra alguém (só acusações dirigidas à pessoa) ou contra o que ela faz ou fez (atos dela, com provas). OUÇA COM ATENÇÃO, não tape seus ouvidos, procure informar-se com várias fontes, depois analise calmamente e conclua. Mantenha a cabeça erguida, o olhar fixo e o pensamento livre. Escolha bem e não se arrependa.
Desejo a você este Feliz Domingo.
Concordo plenamente com o artigo, apesar de longo. A humanidade só chegou aonde chegou devido o Homo Sapiens ter aprendido colaborar com os semelhantes. Estamos vivendo a Sociedade de Consumo que procura formar bons consumidores e não bons cidadãos. O “ter” passou a ser mais importante que o “ser”. ……. Sou aposentado , imagino ser de uma geração anterior a sua. Pertenço a que começou a trabalhar com a eletrônica digital. Das primeiras calculadoras eletrônicas, do computador a transistor ao mainframe. Encerrei a carreira trabalhando na Automação Industrial. Admirei os teus artigos, tua capacidade de ir a fundo nas pesquisas relacionando as mesmas aos problemas práticos. Destaco a série sobre os leds. Abraços
Wilson, muito obrigado pelas palavras de apoio, também comecei na eletrônica faz tempo, mas sempre como técnico, quando eu me aposentar, quero me dedicar mais aos artigos.
De qual elite vc fala, dos banqueiros que sempre agitaram os pequenos empresários e compraram os políticos ou a esquerda que diz ser aa favor do povo mas o que les fazem é patrocinar uma mídia rica e sedenta por mais dinheiro, essa esquerda que somados todos os mandatos já são mais de 50 anos no poder, os coronéis do Nordeste que sempre figuram no senado e não largam o osso pois se transforma em emprego vitalício como clãs a governar o país sempre com o mesmo discurso fatiando o bolo principal entre eles, pois a esquerda, o centro o STF, o judiciário as universidades que se tornaram uma fábrica de imbecis assim com todo o ensino desde o ensino básico, esse é o legado que a esquerda sempre cultivou manter a população semi analfabeta para comer nas suas mãos e ainda ser grata pelas migalhas que os partidos enviam , veja quantos partidos de esquerda existe no Brasil todos sabem que sempre sobrará uma boca em alguma repartição publica com ótimo salário e pouco trabalho. Não entendi de que elite vc fala talvez tu tivesse possibilidade de estudar e ter uma formação, mas já parou para olhar para o lado e ver quem realmente trabalha nesse país, vc falou nos países asiáticos Índia, China eram mais pobres que nós até o momento em que a esquerda assumiu o poder. Isso é fato não há como negar, eles usam a ideologia para cegar as pessoas eu sei que se não houver uma limpeza na politica ,nas universidades na justiça e na segurança pública seremos reféns dessa esquerda maldita ou então Cuba Venezuela e outros serão nosso futuro.
Jorge Alberto Dornelles
Jorge, você misturou várias coisas soltas, vou responder a partir do que acho mais importante, espero que leia com atenção e aprecie:
1 – Chamar a esquerda de ELITE é desconhecer de onde ela surgiu, pois a grande maioria de seus integrantes veio da classe baixa e média, de sindicatos de trabalhadores, gente que cansou das injustiças deste país. A direita só quer conservar o que sempre teve: privilégios e facilidades. O grosso do dinheiro está na direita e nas elites, SEMPRE.
2 – 50 ANOS DA ESQUERDA NO PODER é uma Mentira deslavada: Há 50 anos (1976) éramos governados pelos militares, eles seriam de esquerda? E considerar de esquerda presidentes como Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, é desconhecer o que é direita, centro ou esquerda.
Essa confusão entre esquerda e direita, que alegam serem tudo a mesma coisa, só beneficia a direita.
ESQUERDA defende o trabalhador: redução da pobreza, aumento de salários e aposentadorias, casa própria, acesso à universidade, mais infraestrutura (escolas, universidades, redes de luz, água, esgoto, estradas, ferrovias), melhora do SUS, etc..
A DIREITA defende o empresariado: benefícios públicos às empresas (isenções tributárias, concessões fraudulentas, privatizações, financiamentos a juros baixos); salários menores (para ter bastante mão de obra disponível); educação dirigida para a produção de obedientes funcionários, etc..
Os empresários reclamam que pagam impostos, mas eles só Repassam, pois SEMPRE quem paga a conta somos nós, os consumidores. Me diga UM empresário que tira do próprio bolso o dinheiro dos impostos e não repassa para o que vende. O que eles fazem é ficar com o dinheiro que nós pagamos e que deveria ir para o governo, para voltar em forma de escolas, hospitais, segurança e infraestrutura.
Quando o governo é de direita a pobreza aumenta, os salários são corrigidos abaixo da inflação, a vida fica mais difícil e a mídia martela que a culpa é a nossa falta de esforço.
O CENTRO, de quem ninguém mais fala, junta os dois lados: se não existe empregos sem empresas, porque não unir os dois e fazer um PACTO pelo desenvolvimento do país? Para chegar num objetivo comum, com projetos de longo prazo, que faça todos progredir juntos, como a Ásia faz. Mas se só enxergamos inimigos ou amigos, a conversa vira briga.
3 – EDUCAÇÃO: Na época de Collor presidente, Brizola mostrou a ele os CIEPS construídos no RJ (grandes escolas em tempo integral, com piscinas, atendimento médico e odontológico, refeitório, dormitório, e diversas atividades para entreter e cuidar dos alunos o dia todo). Collor gostou da ideia, modificou o projeto e passou a construir os CIACs por todo o país. O que aconteceu? encontraram uma desculpa qualquer para apear ele do poder, com toda a mídia e parte do povo em coro gritando Fora Collor! Se você estudar os jornais da época, verá que as denúncias eram fracas demais para um impeachment. Mas a mídia fez a sua parte para inflar os ânimos e ele caiu.
Hoje, tanto os CIACs (agora CAICs) pelo país, como os CIEPS do Rio estão sucateados ou tiveram sua finalidade original desviada, as piscinas transformadas em campos de futebol e poucos são de tempo ingerral.
O Brasil descobre cada vez mais petróleo, mas os royalties que poderiam revolucionar a educação são diluídos em benefícios a poucos estados e municípios. Não seguimos o exemplo da Noruega, que tem um sistema educacional de excelência, oriundo do petróleo.
Para essas elites, escola ou universidade pública sempre será DESPESA, jamais investimento. Sempre ofereceram o mínimo possível – “a caridade mais barata que tivesse”, como disse Darcy Ribeiro. Se a esquerda, ou mesmo centro-esquerda tivesse realmente governado este país, os professores teriam salários melhores e isso atrairia bons educadores (quem quer ser professor hoje?); as creches públicas permitiriam a todos trabalhar, sem se preocupar com quem deixar seus filhos pequenos; as escolas de tempo integral seriam corriqueiras, para as crianças aprender a nadar para não morrerem afogadas, teriam aulas de atletismo, música, artes, ciências, tantas coisas que podem fazer florescer nossos gênios espalhados por aí ou, pelo menos, dar uma vida digna e não deixá-las jogadas na rua o dia todo, sofrendo todo tipo de violência.
Então, não culpe a esquerda por um problema que é estrutural, que vem desde o Brasil Colônia e se depender dessas elites Não vai mudar, para eles é melhor um povo analfabeto, sem consciência crítica nem possibilidade de ascensão social, pois eles não querem concorrência.
4 – O CONGRESSO NACIONAL (o Poder Legislativo, deputados federais e senadores) JAMAIS FOI DE ESQUERDA e sempre comandou este país. Mesmo na época da Constituinte, a ala progressita não era maioria, tinha que negociar com os conservadores.
Com Eduardo Cunha como presidente da Câmara, por exemplo, foram aprovados:
– A destinação de boa parte dos royalties do Pré-sal para a saúde (com vários hospitais comandados por familiares de parlamentares), sendo que a proposta original era usar só na educação;
– O enxerto de artigos completamente fora do assunto de vários projetos de lei, com o objetivo de aumentar as despesas e inviabilizar o governo de Dilmaç; isso continua hoje com Alcolumbre;
– O orçamento impositivo (que obriga o presidente a executar as despesas que os deputados aprovarem, sob pena de crime de responsabilidade), uma total ingerência do Legislativo sobre as atribuições do Executivo.
Em 2020 veio o orçamento secreto, que oculta a negociação entre o Executivo e Legislativo na destinação de recursos e foi usado para obter apoio do Congresso.
Não adianta ter um presidente de esquerda, se o Congresso não ajudar.
Na prática, mais de 94% do orçamento da União está engessado, não pode ser mexido pelo poder Executivo, já tem uma destinação obrigatória. É um parlamentarismo às avessas. O Congresso só ajuda através da troca por cargos comissionados, ministérios e verbas regionais. Enquanto os outros países fazem coalisões que permitem a governabilidade, sem perder de vista o objetivo final (desenvolvimento do país), aqui é uma negociata que beneficia algumas poucas regiões.
5 – A grande MÍDIA nunca foi a favor da esquerda, ela sempre defendeu e defenderá seus ricos financiadores, mesmo que fique posando de imparcial. A mídia brasileira serve a interesses Externos, se especializou em criticar todos os mandatários deste país, nenhum presidente serviu para ela, isso ocorreu inclusive durante o regime militar, com Geisel e Figueiredo. Como um quarto poder, a mídia deseja ser protagonista, escolhe seus desafetos e os frita implacavelmente, até que caiam. Além disso, esconde os seus corruptos e alardeia (ou inventa) a corrupção de seus adversários, pois o objetivo final é manter o país injusto e pobre, na mão de poucos. Ela coloca no mesmo saco um rombo de 70 bilhões e um contrato de poucos milhões de reais, como se o estrago de um fosse igual ao outro. Em qualquer empresa ocorre o contrário: primeiro se dá atenção ao que é maior e mais importante, pois pode colocar a empresa em risco, depois se olha para o problema menor.
6 – PARTIDOS POLÍTICOS: Temos 30 deles no Brasil, metade são de esquerda ou centro-esquerda, mas os partidos de direita tem 2 milhões a MAIS de filiados.
MUITO IMPORTANTE: quando os partidos de direita ficam mal na foto por algum caso de corrupção ou impopularidade, eles trocam de nome, se fundem, separam, uma bagunça. Mas os partidos de esquerda geralmente mantém sua sigla original, sem desistir de sua história. Procure o PTB, para onde ele foi? Ou o PSL, com o qual Jair ganhou a eleição, onde está? Somente a existência de um partido não quer dizer que ele está no poder, muito pelo contrário, os pequenos partidos a muito custo tentam alcançar alguma representatividade e as regras eleitorais atuais estão dificultando sua existência.
Um excelente site para consultar informações detalhadas de cada partido é “A genealogia e o perfil dos partidos brasileiros”, do Nexo Jornal, que traz um gráfico muito interessante, onde podemos ver desde 1945 como cada partido surgiu, separou, fundiu-se ou sumiu. Vale a pena acessar o link:
https://www.nexojornal.com.br/especial/2024/09/25/politica-origem-partidos-brasil-genealogia
7 – O JUDICIÁRIO brasileiro é um caso à parte: o Brasil gasta mais com o Poder Judiciáro do que os Estados Unidos! Só isso indica que uma parte da elite está bem acomodada nesse poder, com salários absurdos, muito além do teto constitucional. Ganham como se fossem executivos de multinacionais. E quando um ministro do STF (Dino) fala contra isso, ele passa a ser atacado, não é interessante?
Aliás, este ataque todo contra o STF visa dar uma desculpa para daqui a alguns meses o candidato perdedor das eleições questionar a lisura delas, com apoio da mídia, obviamente, para dificultar a governabilidade ou tentar um golpe, outra vez.
8 – Me diga um DONO DE BANCO que seja de esquerda. Eles mantém relações com a elite: os donos da grande mídia, o empresariado mais abastado, os políticos graúdos e membros do judiciário. São oportunistas, sempre de olho aonde podem ganhar mais. Mas quando são investigados (por governos de esquerda, veja bem), por lavagem de dinheiro ou sonegação de impostos, tentam de todo modo desviar a atenção para algum adversário menor, com auxílio total da mídia.
Foi assim na operação Zelotes em 2015, que investigava esquema de corrupção no CARF (perdão de multas em processos da Receita Federal), que beneficiou bancos e grandes empresas, daí desviaram o objetivo principal e tentaram envolver Lula e seu filho.
Agora com o Banco Master é a mesma coisa, provocam Moraes, o ministro do STF que garantiu a prisão de Vorcaro. Não aceitam a liquidação do banco, que foi autorizado a trabalhar como tal durante o governo de Jair e se envolveu com diversos governos estaduais de direita (DF, MG, RJ e SP), que investiram nele Bilhões de reais vindos dos fundos de aposentados. Esse dinheiro todo sumiu e novamente, tentam desviar o foco das atenções para o STF, de modo a blindar o candidato envolvido até o pescoço com o banco, pois mantinha relações próximas com Daniel, até mesmo depois da prisão dele.
9 – TRABALHO: O que eu falo no artigo é o que vejo ao meu redor: eu trabalho desde os 14 anos com carteira assinada (na época podia), me formei na universidade aos 48 anos e sei muito bem o perrengue que todos passam com o salário baixo. Justamente por isso sou de esquerda, porque se você não se deu conta, nós assalariados somos engrenagens substituíveis. O Brasil é uma máquina de moer gente, já falava Darcy Ribeiro.
10 – ÁSIA: O desenvolvimento dos países asiáticos não tem nada a ver com esquerda ou direita: é, simplesmente, o tipo de progresso que eles escolheram. Lá, a religião não entra na política. Todos eles, sem exceção, investem forte na Educação. A Coreia do Sul é uma democracia, mas até os anos 1980 era uma ditadura. A China tem o Partido Comunista no poder desde 1949, a abertura que eles fizeram foi para uma economia de mercado, mas quem define os rumos do país é o partido, através de um sistema de delegados eleitos regionalmente. Japão é um país de direita, muito conservador, com indústria de ponta. A Índia é um país com uma sociedade ainda extremamente desigual, dividida em castas (mesmo que a lei diga que não existe mais), e ainda assim tem um sistema educacional decente e exporta muitos cérebros. Mesma coisa com Singapura, Indonésia, Vietnã, Laos e tantos outros. O que TODOS FAZEM? além da educação de qualidade, a riqueza proveniente do desenvolvimento é transformada em infraestrutura para o povo: escolas, parques, rodovias, trens de alta velocidade, moradia para todos, hospitais, etc.. Passa o tempo e o povo nota a vida melhorar.
Agora vou te passar a real do que acontece no Brasil: das empresas que conseguem concessões públicas de estradas, água e energia, poucas delas melhoram o serviço, o importante é o lucro. No entanto, aqui na minha região temos a CPFL, que assumiu a distribuição de energia elétrica. Ela é comandada por chineses e posso contar nos dedos de uma mão quantas vezes a luz faltou neste ano. A maior falha até agora foram 24 horas sem energia no ano retrasado, por conta de um temporal que derrubou postes de alta tensão.
Nas estradas brasileiras, quase sempre só fazem uma manutenção meia-sola, para continuar a ter serviço (esse é um hábito comum no Brasil). E as periferias continuam sem urbanização. Temos que andar em ruas esburacadas, desniveladas ou cheias de solavancos. Nada parecido com o que vemos em países como a Argentina ou o Uruguai, com estradas e ruas muito melhores.
Precisamos de bons serviços, não importa quem faça, mas tem que fazer bem feito. A mania de fazer pelo mais barato é o que está piorando nossa vida a cada dia. Temos que ganhar melhor, só assim a roda da economia vai girar: ganha mais -> compra mais -> mais empresas -> mais empregos -> ganha mais…
Machado de Assis já dizia: “O Brasil é uma criança que engatinha, só começará a andar quando estiver cortado de estradas de ferro…”
Ola Zébio , bom dia.
Aqui em Ferraz de Vasconcelos esta um frio danado , agora mais frio está o coração e a mente de nossos governantes, tudo que eu lí aí é triste mas é verdade.
Que pena que os nossos dirigentes não atente para essa mensagem séria da “Dicas do Zébio” ,nosso país é muito rico, grande, bonito, mas sempre foi mal administrado , eu também amo o Brasil, mas tem muitas coisas aqui que me deixa triste,os homens que estão no poder, realmente não está nem aí pra nós.
Aquele abraço .
Manuel, concordo, mas cuide que se conseguirmos colocar progressistas no Legislativo (e tem vários candidatos bons), vai ajudar bastante. Neste link você pode ver a história de cada partido, como surgiu, sumiu ou fundiu-se, e também identificar para que lado cada um aponta. É só ir mais ao final da página e escolher um partido, que aparece um resumo bem completo:
https://www.nexojornal.com.br/especial/2024/09/25/politica-origem-partidos-brasil-genealogia
Fico sem palavras para mim expressar o quanto gosto ler os seus pensamentos Obrigado Att. João Moreno dos Santos Aracaju Sergipe
João, muito obrigado pelas palavras de apoio, um forte abraço e vamos em frente!