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TÉCNICA – Como transformar uma torradeira 110V para 220V


Figura 1 – Grill Black & Decker G600.

Figura 1 – Grill Black & Decker G600.

No Brasil, a maioria das cidades tem rede elétrica doméstica de 220V CA, enquanto que em algumas capitais a tensão é 127V CA. Isto é um legado de nosso passado, quando não havia qualquer padronização do sistema elétrico. Mudar isso não é prioridade no momento atual, pois ainda temos, como país, desafios mais sérios para resolver.

Mas é um incômodo, que fica evidente numa mudança ou viagem, principalmente com os eletrodomésticos, que quase sempre são fabricados para uma tensão específica. O que muitos não sabem é que na linha branca, as torradeiras geralmente são conversíveis.

Se você tem uma torradeira de duas chapas (também chamada de tostadeira ou grill), é fácil fazer a conversão de 110V para 220V, por uma razão muito simples: as chapas superior e inferior normalmente são idênticas, e cada uma delas é ligada em 110V. Se ligarmos em série as duas resistências das chapas, o aparelho poderá ser utilizado tranquilamente em 220V.

Foi o que fizemos com um grill da Black & Decker, modelo G600 (figura 1), que estava encostado, aguardando um destino melhor.

O funcionamento

O princípio de funcionamento de uma torradeira é bem simples. Cada chapa tem uma resistência embutida que, ao ser ligada, aquece.

No modelo que convertemos há uma chave térmica na chapa superior. A chave, que comanda as duas chapas, desliga-se após alcançar determinada temperatura.

A chave térmica utilizada na torradeira é do tipo normalmente fechado, de rearme automático. Assim, quando o equipamento é ligado na tomada, as resistências começam a aquecer imediatamente, até atingir a temperatura limite da chave. Quando isto acontece, a chave desliga.

Passado algum tempo com as resistências desligadas, a chave volta a ligar, reiniciando o ciclo. Enquanto a torradeira estiver ligada na tomada, a temperatura das chapas oscilará entre um valor mínimo e máximo, determinado pelas características da chave térmica.

Por sua vez, as lâmpadas servem apenas para indicar a situação do equipamento do aparelho. Elas são do tipo neon, de baixíssimo consumo, muito robustas e aceitam bem trabalhar sob calor. Cada uma delas tem um resistor em série, embutido em um espaguete, pois não podem ser ligadas diretamente na rede elétrica.

Uma das lâmpadas (laranja) fica em paralelo com as resistências das chapas e informa que o aparelho está ligado. A outra, de cor verde, que fica em paralelo com a chave térmica, indica que a temperatura atingiu o nível máximo (rever a figura 1).

A chave térmica

O princípio de funcionamento de uma chave térmica é muito interessante, e largamente utilizado pela indústria. Estas chaves estão presentes nos ferros de passar roupas, nos disjuntores elétricos, na proteção contra o aquecimento excessivo de compressores de geladeiras, na proteção contra sobreaquecimento de secadores de cabelos, nos termostatos de fornos e estufas e diversos outros equipamentos.

Figura 2 – Funcionamento da lâmina bimetálica. Fonte: Brasil Escola [1].

Figura 2 – Funcionamento da lâmina bimetálica. Fonte: Brasil Escola [1].

O componente ativo destas chaves é a lâmina bimetálica – ver referências [1] a [5]. Como o próprio nome diz, ela é composta de dois metais diferentes, firmemente acoplados. Na temperatura ambiente, a lâmina fica reta. Quando aquece, ela fica curvada, por causa do coeficiente de dilatação térmica diferente para cada metal. A figura 2 ilustra este comportamento.

Industrialmente, estas lâminas são montadas em estruturas desenhadas para que ocorra um “click” a uma determinada temperatura. Isto melhora o contato elétrico, evitando o acionamento errático, já que mantém o bimetal na posição desejada. Por isto ouve-se aquele barulhinho no ferro de passar roupas, por exemplo.

Muitos automóveis utilizam, ainda hoje, relé do pisca-pisca de acionamento bimetálico – ver referência [2]. Inclusive, a lâmina deste componente é aquecida pelo consumo das próprias lâmpadas acionadas pelo relé, através de uma pequena bobina de níquel-cromo sobre o bimetal. No caso de uma das lâmpadas queimar, o pisca-pisca irá funcionar muito rápido ou não irá funcionar, para um dos lados. É um perfeito indicador de falha, além de indicador sonoro (é ele que faz o tic-tic-tic). Num carro, portanto, este relé precisa de um consumo de aproximadamente 42 Watt (2 lâmpadas de 21W para cada sinaleira) para funcionar adequadamente.

Figura 3 – Chave térmica comercial, semelhante à utilizada na torradeira. A temperatura de acionamento é informada através de um código do fabricante no corpo do produto.

Figura 3 – Chave térmica comercial, semelhante à utilizada na torradeira. A temperatura de acionamento é informada através de um código do fabricante no corpo do produto.

Nas referências [6], [7] e [8], há links para três fabricantes de chaves térmicas (ou termostatos), onde se pode constatar a grande variedade de modelos e aplicações. A figura 3 ilustra uma chave semelhante à utilizada na torradeira G600. A base parafusável desta chave é solta, e permite que o seu corpo seja girado para alcançar uma posição mais adequada à instalação.

A técnica

Na figura 4 está o esquema original da torradeira, para 110V. E na figura 5, temos o circuito convertido para 220V. Como se pode notar, há pouquíssimas modificações.

Figura 4 – Esquema do grill Black & Decker G600, ainda original (110V).

Figura 4 – Esquema do grill Black & Decker G600, ainda original (110V).

Figura 5 – Esquema da torradeira Black & Decker G600, modificado para 220V.

Figura 5 – Esquema da torradeira Black & Decker G600, modificado para 220V.

Figura 6 – Diferenças entre ligação em série e paralelo.

Figura 6 – Diferenças entre ligação em série e paralelo.

Basicamente, foi feita a exclusão do fio azul, que é o ponto comum da entrada da rede elétrica. Também foi desligada uma das extremidades da resistência superior (fio preto) e ligada à entrada, no lugar do fio azul. Foi possível utilizar a fiação do próprio aparelho para as modificações, o que facilitou muito, pois estes cabos são encapados em silicone e tem uma cobertura de seda. São próprios para altas temperaturas.

As modificações converteram a ligação das resistências, que estavam em paralelo, em uma ligação em série. Na figura 6 estão as diferenças principais entre os dois modos de ligação. E as figuras 7 a 22 ilustram o passo a passo das modificações.

Figura 7 – Tampa inferior do aparelho, que oculta as conexões de entrada da rede elétrica.

Figura 7 – Tampa inferior do aparelho, que oculta as conexões de entrada da rede elétrica.

Figura 8 – Local de ligação entre cabo de entrada da rede elétrica e os cabos internos do equipamento, específicos para altas temperaturas (capa de silicone com seda).

Figura 8 – Local de ligação entre cabo de entrada da rede elétrica e os cabos internos do equipamento, específicos para altas temperaturas (capa de silicone com seda).

Figura 9 – Conexões da rede elétrica e vista da chapa inferior.

Figura 9 – Conexões da rede elétrica e vista da chapa inferior.

Figura 10 – Detalhe das conexões da chapa inferior.

Figura 10 – Detalhe das conexões da chapa inferior.

Figura 11 – Primeira modificação: corte do fio azul.

Figura 11 – Primeira modificação: corte do fio azul.

Figura 12 – Conexões da chapa superior. Pode-se notar no meio, a peça marrom, que é a chave térmica.

Figura 12 – Conexões da chapa superior. Pode-se notar no meio, a peça marrom, que é a chave térmica.

Figura 13 – Detalhes das conexões da chapa superior, onde a seta indica o fio preto que vem da chapa inferior.

Figura 13 – Detalhes das conexões da chapa superior, onde a seta indica o fio preto que vem da chapa inferior.

Figura 14 – Fio preto cortado, apontado pela seta.

Figura 14 – Fio preto cortado, apontado pela seta.

Figura 15 – Fio preto puxado pelo lado da chapa inferior. Foi retirado da mola que transporta a fiação entre as duas chapas (conferir com a figura 7).

Figura 15 – Fio preto puxado pelo lado da chapa inferior. Foi retirado da mola que transporta a fiação entre as duas chapas (conferir com as figuras 9, 10 e 11).

Figura 16 – Fio preto cortado no tamanho do fio azul.

Figura 16 – Fio preto cortado no tamanho do fio azul.

Figura 17 – Fio preto montado com a extremidade para conexão à rede elétrica, ainda sem solda.

Figura 17 – Fio preto montado com a extremidade para conexão à rede elétrica, ainda sem solda.

Figura 18 – Extremidade de conexão soldada ao fio preto.

Figura 18 – Extremidade de conexão soldada ao fio preto.

Figura 19 – Fio preto colocado no lugar definitivo.

Figura 19 – Fio preto colocado no lugar definitivo.

Figura 20 – Medição de uma das resistências: 46,6 ohm.

Figura 20 – Medição de uma das resistências: 46,6 ohm.

Figura 21 – Medição da resistência total das chapas: 91,5 ohm.

Figura 21 – Medição da resistência total das chapas: 91,5 ohm.

Figura 22 – Conexões da entrada de rede elétrica após as modificações. Pode-se notar que elas estão mais para dentro do que na figura 6, pois o parafuso que fixa cada conexão tem um furo na carcaça do aparelho, que o deixa imobilizado. No espaço livre para o fio terra pode-se ver tal orifício.

Figura 22 – Conexões da entrada de rede elétrica após as modificações. Pode-se notar que elas estão mais para dentro do que na figura 8.  Este modo é o correto, pois na carcaça do aparelho há furos (sem rosca) que imobilizam os parafusos das conexões. No espaço livre para o fio terra, pode-se ver um destes orifícios.

A desmontagem e remontagem

Muitas vezes, na pressa de abrir o aparelho, não se observa como as peças são encaixadas e fixadas. Primeiramente, na figura 23, pode-se ver que, após retirado um dos pés de borracha, há um parafuso no fundo do orifício. Depois, junto das dobradiças e das alças há outros parafusos, que completam a montagem (figuras 24 e 25).

Uma observação preliminar sobre a forma de montagem de qualquer aparelho poderá evitar a demora posterior, por não saber abri-lo.

Figura 23 – Parafuso escondido sob o pé de borracha.

Figura 23 – Parafuso escondido sob o pé de borracha.

Figura 24 – Parafusos junto às dobradiças da tampa.

Figura 24 – Parafusos junto das dobradiças da tampa.

Figura 25 – Parafusos junto às alças da torradeira.

Figura 25 – Parafusos junto das alças da torradeira.

Observações

Não fiz diferença entre as tensões 110, 120 ou 127V, todas podem ser consideradas semelhantes. Em um futuro post, explicarei a razão de existirem valores diferentes, que significam a mesma coisa. Também é um legado de nosso passado.

As lâmpadas neon da torradeira não foram modificadas. Como se nota do esquema da figura 5, a neon indicadora de ‘ligado’ fica em paralelo somente com uma das resistências, o que sempre fará cair sobre ela a tensão de 110V.

Já a lâmpada verde, que fica ligada em paralelo com a chave térmica, recebe agora 220V ao invés de 110V, também conforme a figura 5. Isto faz com que a lâmpada indicadora de ‘pronto’ tenha uma vida útil menor.

O resistor utilizado para ligar lâmpadas neon em 110V é normalmente de 100K ohm, ao passo que para ligá-las em 220V, costuma-se utilizar o valor de 200K ou 220K ohm. Não é muito problemático, porque a lâmpada não tem filamento. O que ocorre é uma iluminação mais intensa, por causa da corrente maior. Isto não foi considerado importante pelo proprietário do eletrodoméstico. Conforme foi explicado a ele, não há qualquer outro problema, a não ser a falha prematura desta lâmpada.

A conversão pode não ser possível quando a torradeira é de 220V. Deve ser confirmado se as resistências internas estão em série, para poder fazer a modificação inversa à mostrada aqui. Já fiz uma mudança assim em torradeira Singer, que era 220V e ficou transformada para 110V.

Referências

[1] Brasil Escola – lâminas bimetálicas – http://www.brasilescola.com/fisica/lamina-bimetalica.htm

[2] UOL Carros – Sinalizadores de direção – http://carros.hsw.uol.com.br/sinalizadores-de-direcao.htm

[3] Refrigeração.net – funcionamento das chaves térmicas – http://www.refrigeracao.net/Topicos/comp_eletricos_2.htm

[4] Youtube – Experimento com bimetal – alumínio e ferro – http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=oF3Jzb8QjaU&feature=endscreen

[5] Youtube – Experimento com bimetal – na verdade, alumínio com papel… – http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=x9SHSbxDcmw&feature=endscreen

[6] Emicol – chaves térmicas – http://www.emicol.com.br/produtos.php?menu_id=2&pro_id=106

[7] Klixon – chaves térmicas – http://www.sensata.com/klixon/index.htm

[8] Wako-Clinac – termostatos – http://www.wako-clinac.co.jp/product_en/cs-7_en/index.html

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  1. Luis Padilha
    29 de junho de 2017 às 16:05

    Muito bom a colocação parabéns

  2. Werner Dinigre
    28 de junho de 2017 às 20:38

    Boa noite. Obrigado pelas informações. São de grande utilidade. É possível alterar uma geladeira 110 para 220?

    • 30 de junho de 2017 às 00:05

      Werner, para isso, uma geladeira precisaria trocar o compressor, pois o motor que tem lá dentro é de tensão única. Ele atua como uma bomba, e é responsável pelo transporte do gás que há na tubulação. A circulação produz ciclos de aquecimento/resfriamento. Para trocar o compressor, é necessário ferramentas especializadas, além de equipamentos para medir e completar a quantidade necessária de gás no interior da tubulação.

      Geralmente, não vale a pena.

      Quem dera se fosse somente a troca da lâmpada…

  3. Simone
    28 de abril de 2017 às 15:58

    Se for 220 posso usar um transformador pra 110???

    • 1 de maio de 2017 às 22:38

      Simone, se a torradeira tem duas resistências iguais, provavelmente elas são ligadas em série para 220V, seria só ligá-las em paralelo para 110V. É a operação inversa da que é mostrada aqui, não precisa de transformador (se as resistências individuais forem de 110V, bem entendido).

  4. Flávio
    6 de fevereiro de 2017 às 17:57

    Excelente sempre te acompanho a gente fica tao bitolado na técnica que esquece os detalhes simples da experiência parabéns

  5. Renato Machado
    12 de janeiro de 2017 às 21:28

    teria como fazer o mesmo sistema com uma chapa de lanche elétrica, só que o contrário, ela é 220v e gostaria de passar para 110v…

    • 16 de janeiro de 2017 às 00:14

      Renato, só se as chapas do seu equipamento estão neste momento ligadas em série, o que indicaria que cada chapa é 110V. Teria que verificar as ligações ou medir a tensão sobre cada chapa. Se a tensão for a metade da existente na tomada, então a conversão dará certo. Caso contrário, terá que trocar as resistências, que talvez não seja tão caro assim, pois é um aparelho para uso comercial.

      • Renato Machado
        18 de janeiro de 2017 às 22:35

        obrigado pela resposta..valeu…

  6. 12 de dezembro de 2016 às 15:10

    Esqueci de informar que o gril hamilton beach a potencia e de 1200w e pega em 110wolts tem como converter para rede 220wolts aqui da minha casa em recife AS placas do gril sao removiveis AS resistencias do sao identicas, colocando em serie resolveria pra pega em 220wolts

    • 18 de dezembro de 2016 às 22:26

      Edmundo, se puder fazer, com cuidado, uma medição numa das resistências, para saber qual a tensão sobre ela, ajudaria. Só haverá possibilidade de trocar de tensão se as duas resistências forem de 110V, daí elas podem ser ligadas em série (para 220V) ou em paralelo (para 110V). Nestes dois casos, as resistências são alimentadas com 110V, cada uma delas.

      Ah, aproveitando: V = Volt e W = Watt, são os sobrenomes dos descobridores destas grandezas.

  7. Ismael M.
    1 de dezembro de 2016 às 18:28

    Olá, você alterou o aparelho de 110 para 220 v. sera que consigo fazer o contrário? Pois tenho um forno elétrico 220 e onde estou morando é 127… Obrigado

    • 4 de dezembro de 2016 às 00:20

      Ismael, provavelmente não será possível, por causa da forma de uso das resistências.
      Numa torradeira, as resistências de cada lado sempre são ligadas conjuntamente, por isto é possível ligá-las em série ou paralelo.

      No caso do forno elétrico, você pode escolher ligar a resistência inferior, a superior ou as duas juntas, assim todas elas trabalharão na tensão da rede elétrica atual, sem possibilidade de mudar.

      De todo modo, as resistências não são tão caras assim, poderia apenas trocá-las, sem precisar trocar o forno. Observe que se houver alguma lâmpada ou motor (do timer, da ventoinha ou de um espeto giratório), eles também terão que ser trocados, pois trabalham numa só tensão.

  8. Mirian Carvalho
    22 de novembro de 2016 às 11:22

    bem interessante esse post!

    Para um secador de cabelo, tem como fazer a mudança de 110 para 220?

    • 22 de novembro de 2016 às 20:02

      Mirian, neste caso creio que não, pois a totalidade da resistência do secador é adaptada para uma só tensão. Além disso, a própria resistência tem uma derivação (um divisor resistivo), que fornece a energia necessária para o motor (geralmente, 12V).

      Alterar a tensão de trabalho de secadores é inviável, por dois motivos principais:
      – De 220 para 110, teria que diminuir pela metade o fio da resistência, mas para manter a mesma potência, o fio desta resistência teria que ser mais grosso, para aguentar o dobro da corrente (metade da tensão, dobro da corrente, para a mesma potência, segundo a Lei de Ohm).
      – De 110 para 220, teria só que dobrar a quantidade de fio, mas os equipamentos não tem espaço sobrando, além de ser necessário conseguir um fio aquecedor igual ao da resistência original.

      Ainda assim, não posso afirmar categoricamente que não possa modificar, pois o fabricante pode ter feito um esquema para baixar custos e esta conversão seria só uma adaptação das fiações. Os que desmontei até hoje não tinham esta possibilidade e eram secadores comuns, não profissionais.

  9. lourenço
    14 de novembro de 2016 às 11:52

    oi tenho um grill da mallory com duas resistências iguais (18 + 18 = 36 ohms) e uma chave térmica ligadas em serie funciona em 220v, estou querendo usar uns dos lados com a chave térmica ou o debaixo ou o de cima para um projeto, se eu usar só um lado em 220v (18 ohms) acho que vai queimar a resistência, como faço para usar essa resistência sem queimar em 220v? colocando um resistor em série será que funciona? qual?

    • 20 de novembro de 2016 às 22:54

      Lourenço, observe que o resistor em série que você quer é aquela outra resistência de 110V (18 ohm), imagina o aquecimento dela…

  10. Aurides Vargas
    18 de outubro de 2016 às 13:36

    Olá! Tenho em panela elétrica walita de 127v, porém na minha região é 220v. Te pergunto se da para trocar a resistência p 220 já que existe para vender esta peça. Minha dúvida é também quanto ao timer. Estive verificando e tem um sensor (acho q é isso) nesta panela que está constando 250v, porém a panela é 127v e 900w

    • 24 de outubro de 2016 às 00:12

      Aurides, verifique se está escrito no timer algo como “AC input”, é ali que você poderá constatar a tensão de trabalho da peça. Se aparecer uma indicação tipo 90-240 ACV (tensão CA), então funciona nestas tensões sem precisar alterar nada.

      No caso de existir a resistência, provavelmente seja possível trocá-la, mas não posso afirmar.

  11. Alberto Marcos
    21 de setembro de 2016 às 16:16

    Muito bom o post, pena que foi tarde pra mim pois tirei as resistências para trocar por umas de 220v rsrs
    Igualmente muito obrigado, vale para a próxima vez

  12. Jander
    12 de setembro de 2016 às 15:14

    ola, tenho uma jarrinha eletrica 220v,e possivel passar pra 110v, como?

    • 16 de setembro de 2016 às 00:06

      Jander, neste caso, não, pois há necessidade do aparelho dispor de duas resistências iguais, como nestas torradeiras. A cafeteira, infelizmente, só tem uma resistência, o que inviabiliza qualquer alteração.

  13. MARCELO DA CRUZ
    18 de julho de 2016 às 10:27

    Olá, pelo que entendi, se o aparelho for duas resistencias da e se for uma só nao dá é isso? Pq tenho uma prensa termica que é 220v e ela é uma resistencia só tipo tubo… Dá para transformar em 110?

    • 31 de julho de 2016 às 22:34

      Marcelo, exatamente, só dá se houver 2 resistências iguais.

  14. Eurico Ludwig
    16 de maio de 2016 às 02:43

    Meu apartamento é quase todo 110v, com tomadas de ar condicionado em 220v. Tenho uma luminária de teto com antigas lampadas de 220v, as quais não encontro substitutas em 110v. Como eu poderia mudar a ligação para esta luminária de 110v para 220v?

    • 23 de maio de 2016 às 00:06

      Eurico, se as luminárias são fluorescentes, terá que trocar os reatores eletrônicos, se forem lâmpadas dicroicas, terá que substituir os transformadores, que geralmente acompanham estes produtos. Se forem lâmpadas comuns, é só trocar as lâmpadas.

      Alguns reatores eletrônicos são bivolt, é só escolher qual fio ligar, para funcionar em 127 ou 220V.

  15. Luciano Alexandre da Silva
    28 de abril de 2016 às 14:29

    Mais se por um acaso for um forno micro-ondas, a voltagem dele é 110v e estou em outro estado que a voltagem é 220v mais tem seletor de mudança .

    • 30 de abril de 2016 às 21:33

      Luciano, os fornos de micro-ondas utilizam um transformador de alta tensão, exclusivo para uma só tensão da rede elétrica. Assim, não conheço nenhum que tenha chave para trocar de 127VCA para 220VCA. Se tiver, certamente o aparelho é bivolt. Mas não é possível alterar um aparelho de uma voltagem para outra, sem trocar várias coisas, o que torna inviável a tentativa.

  16. Milena
    13 de março de 2016 às 23:32

    Boa noite. Trouxe uma luminária da Itália que é 220v e minha casa nova e tudo 110v. Tem como mudar a luminária? Obrigada!

    • 19 de março de 2016 às 22:08

      Milena, se a luminária utilizar lâmpadas comuns, como incandescente, halógena, fluorescente ou LED, é só trocar a lâmpada.

      Mas se o sistema de iluminação está integrado à luminária é mais difícil, mas é possível. Só que será necessário mexer na parte eletrônica interna, que liga a luminária à rede elétrica. Um técnico que conhece como é feito o chaveamento de 110/220V de fontes de computador, poderia fazer isso. Neste caso, estou considerando que a luminária é LED.

      Outra opção que me ocorreu agora, é se a luminária tem uma fonte, integrada ao plugue da rede elétrica. Aí seria necessário comprar outra fonte, que fosse bivolt e cambiar as duas.

  17. Fernando
    31 de janeiro de 2016 às 10:45

    Olá Muito obrigado pelo tutorial detalhado. Com certeza pode ser aproveitado para outros equipamentos.
    Só uma duvida: para um ar-condicionado portatil (MIDEA) poderia-se aplicar o mesmo esquema?

    • 1 de fevereiro de 2016 às 00:05

      Olá, Fernando, infelizmente, o procedimento só serve para equipamentos que tenham duas resistências idênticas, que podem ser ligadas em série ou paralelo. Os aparelhos de ar condicionado tem motores que não podem ter a tensão de trabalho trocada.

      Além do mais, a grande maioria dos aparelhos de ar condicionado é 220VCA, inclusive nas cidades onde a rede é 127VCA. A razão é o consumo excessivo.

  18. paulo g prado
    11 de novembro de 2015 às 23:33

    boa noite professor
    Minha filha comprou uma maquina fazer wafles nos EUA que veio com 110v..Eu abri para ver como era o circuito e percebi que tem um termostato P180 T/250 10/250. É possivel fazer a conversão, Se sim, como fazer?

    • 13 de novembro de 2015 às 23:57

      Paulo, o termostato não altera por causa da tensão da rede, ele faz parte do funcionamento do equipamento, não deve ser modificado. A conversão é possível se houver duas resistências com tensão e potência idênticas. Daí, ligando em série as resistências, transforma o aparelho em 220V.

  19. Johnathan Silva
    30 de outubro de 2015 às 15:22

    Ola…
    Comprei um maquina assar tortas elétrica e a peca veio 127V aqui onde moro é 220V, abri ela para conferir se as resistências são as mesmas porem são diferentes.

    Minha pergunta é: posso fazer o esquema de transformação acima ?

    • 2 de novembro de 2015 às 22:10

      Johnatahan teste o valor ôhmico delas, se forem diferentes, não tem jeito. Mas se as resistências tiverem valores iguais ou bem parecidos, mesmo tendo formatos diferentes, poderá dar certo, pois a potência de cada resistência será, teoricamente, a mesma.

      Potências diferentes terão resistências (valor ôhmico) também diferentes. No caso de serem ligadas em série, a tensão seria maior que a metade na resistência com o valor mais alto, fazendo com que esta aqueça mais e até queime.

  20. Mauro Filadelpho
    13 de agosto de 2015 às 17:58

    Boa Tarde! É possível fazer algo semelhante com uma panela elétrica multichef?

    • 15 de agosto de 2015 às 00:02

      Mauro, somente se a panela tiver duas resistências idênticas, creio que não seja o caso. Panelas, cafeteiras, chaleiras elétricas, tem somente uma resistência de aquecimento, embutida no aparelho, ao contrário das torradeiras, que tem duas chapas iguais, cada uma com resistência própria, que podem ser ligadas em série ou paralelo, conforme a tensão da rede elétrica.

  21. 7 de março de 2015 às 22:27

    boa noite gostaria de saber se vc sabe o esquema elétrico do ferro de passar roupa mod:1870-02 da marca mondial

    • 7 de março de 2015 às 23:21

      Ricardo, não tenho nenhum esquema de ferro de passar roupa. Em princípio, todos os ferros de passar compõe-se tão somente de um termostato (que regula a temperatura), em série com uma resistência de aquecimento.

  22. José Romildo de Souza.
    25 de fevereiro de 2015 às 17:35

    Venho mais uma vez pedir uma ajuda dos seus conhecimento. Minha nora ganhou um aquecedor de mamadeira Avent da marca Phillips, só que a resistência é de 127 V 330 W. Gostaria de saber se posso usar um diodo para usar em 220 V evitado de usar um trafo. Obg.

    • 6 de março de 2015 às 23:01

      José, não conheço o circuito do aquecedor, mas só um diodo poderia causar funcionamento errático do circuito, principalmente no controle de temperatura.

      O ideal seria mesmo um autotransformador, de uns 500W, que talvez pudesse ser acoplado diretamente ao aparelho, para evitar ligá-lo erroneamente.

      • José Romildo de Souza.
        6 de março de 2015 às 23:35

        Obg, pelo retorno amigo. O problema de usar o transformador, é que por ser um equipamento pequeno, ele só cabe mesmo uma mamadeira, então não tem como instalar um transformador. Será que um resistor de grande potência não daria uma queda de tenção pela metade + ou – .

      • 7 de março de 2015 às 23:28

        José, uma resistência de 300W teria mais ou menos o tamanho do seu aquecedor… E poderia aquecer outra mamadeira…

        Verifique o seguinte: se o aquecedor não tem controle de temperatura eletrônico e é formado somente por um termostato analógico e uma resistência, o diodo sugerido poderia funcionar, em teoria. Teria que medir a tensão sobre a resistência, para confirmar se o valor não é elevado demais.

        Uma sugestão mais simples, apesar de difícil de conseguir atualmente, por causa do banimento das antigas lâmpadas: use 2 ou 3 lâmpadas incandescentes de 100W em paralelo entre elas e em série com o aparelho, que certamente a tensão reduzirá ao nível desejado. E de quebra, ainda iluminarão fracamente o lugar…

  23. Thiago costa
    23 de outubro de 2014 às 00:54

    Boa noite amigo.
    primeiramente Parabéns pelo post.
    tenho um grill george foreman que ganhei de presente de uma tia de SP,
    porém moro no RN.
    E o danado é 110.
    Será que este esquema de ligar as resistências em série servem para o mesmo.
    abraço e obrigado

    • 23 de outubro de 2014 às 21:56

      Thiago, não posso afirmar que seja a mesma resistência em cima e embaixo, o ideal seria você medir o valor em ohms, e confirmar se são iguais ou muito semelhantes (diferença menor que 5%).

  24. Giovani Azoni
    31 de julho de 2014 às 13:29

    O esquema está correto? A nomenclatura dos neons não estão invertidas?
    Muito boa suas idéias.
    Me salvou de comprar uma torradeira e uma tostadeira nova!

    • 1 de agosto de 2014 às 19:57

      Giovani, o esquema está correto, pois a neon indicadora de PRONTO só irá ligar se a chave térmica abrir.
      Do mesmo modo, se a resistência está recebendo tensão, está aquecendo, e a outra neon irá indicar esta operação.

      Há torradeiras que tem um neon sempre ligado, para indicar que está na rede elétrica, e o outro neon só aciona junto com a resistência, pode ser o seu caso.

  25. junior
    24 de julho de 2014 às 23:26

    Muito obrigado professor, eu mesmo fiz, e ficou uma maravilha 110v para 220v.

  26. Leonardo Romero
    6 de julho de 2014 às 00:39

    Grill elétrico de 1.200 watts, 110V. “Resistência tipo MOLA, (6 “curvas”) tem 40cm de comprimentos, dupla. 1 Resistência superior, 1 inferior, ou seja 2 partes!!
    Reiterando.. Tipo “mola” igual resistência de chuveiro, de 6 “curvas” resistência “dupla” 2 partes em no Grill. Quanto de ohm será essa medição?
    Obrigadíssimo pela força.
    Sou um leigo que gosta de ler, tentar ser útil.
    Ao dispor.

    • 7 de julho de 2014 às 22:38

      Leonardo, é como lhe disse, utilize a Lei de Ohm (V=RI e P=VI). Se você quer saber o comprimento exato do fio, calcule o comprimento de uma espira e qual a distância média entre as espiras. Daí, quantas espiras serão necessárias para alcançar os 40cm da mola. Desta forma, você já terá o comprimento necessário para calcular o fio, dará vários metros.

      Faça duas resistências iguais, cada uma delas calculada para ter a potência desejada em 110V. Se for ligá-las em paralelo, o grill será 110V e se forem ligadas em série, a tensão de trabalho será 220V.

      No endereço que dei na resposta anterior, a página da Casa Ferreira tem várias dicas sobre o modo correto de calcular o fio necessário, tem que olhar na tabela para saber qual a bitola do fio que será mais adequada para construir sua resistência.

      Com o valor da resistência elétrica, por metro, do fio Kanthal em mãos, multiplique pelo comprimento que você calculou antes e já saberá a resistência total do fio.

      Agora, use a Lei de Ohm e calcule a potência resultante da bitola escolhida.

  27. Leonardo Romero
    5 de julho de 2014 às 01:24

    Olá professor, por favor, pode me ajudar nessa dúvida? qual FIO devo usar para confeccionar “resistências, tipo “mola” do Grill elétrico de 1.200 watts, 110V.
    “Resistência tipo MOLA, (6 “curvas”) tem 40 cm de comprimentos, dupla.
    1 Resistência superior, 1 inferior, ou seja 2 partes!!
    Qual número “bitola” “mm” devo usar?
    E o cabo de “alta temperatura” qual ‘mm” devo usar?
    Obrigado!

    • 5 de julho de 2014 às 22:07

      Leonardo, fios com ligas de níquel e cromo são adequados para fazer resistências. O fio mais comum é o Kanthal, a Comercial Ferreira de São Paulo o vende (http://www.casaferreira.com.br/aquecimento/fiosfitas/fiosa.asp), melhor falar com eles.

      Daí, com o valor da resistência por metro em mãos, você calcula o comprimento total e terá a resistência final do fio, para determinada bitola. Só então você poderá utilizar a lei de Ohm, para saber se o fio é adequado para a potência e tensão que pretende.

      E para ligar duas resistências em 110V, melhor ligá-las em paralelo. Assim, cada resistência receberá 110V (que na verdade é 127V, no Brasil).

  28. 13 de abril de 2014 às 06:02

    Olá, tenho uma chaleira elétrica para aquecer água q comprei em outro país, porém é 220v. Tem como transformar para 110v para ser utilizada aqui sem necessidade de transformador?

    Obrigado

    • 14 de abril de 2014 às 22:45

      Hayttle, dificilmente será possível fazer a modificação, por uma razão muito simples: A chaleira tem somente uma resistência de aquecimento, ao passo que as torradeiras tem duas.
      Com isso, as torradeiras podem embutir as resistências sempre de 110V, mas na hora de ligar é que escolherão se elas ficarão em série ou paralelo, convertendo assim num modelo de 220V ou 110V, respectivamente.
      Já com a chaleira e qualquer outro aparelho elétrico com resistência única de aquecimento, como o ferro de passar roupa, não podem ser convertidos. É que a troca da resistência implicaria em desmontar a parte embutida na chapa de aquecimento, ou trocar toda esta peça, o que tornaria inviável a mudança, pelos custos envolvidos.

  29. José Calasans.
    19 de fevereiro de 2014 às 09:13

    Simples, fácil e muito útil , nota 10.

  1. 8 de março de 2015 às 00:26
  2. 15 de janeiro de 2014 às 17:44

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