Anúncios
Início > Eletrônica, Manutenção > TÉCNICA – Conserto em plásticos V – Utilizando resina para reparo em gabinete plástico

TÉCNICA – Conserto em plásticos V – Utilizando resina para reparo em gabinete plástico

6 de novembro de 2012

Figura 1 – Local para o transformador em rádio-gravador.

Figura 1 – Local para o transformador em rádio-gravador.

 Este post mostra um problema muito comum para os restauradores. Diversas vezes nos deparamos com a necessidade de adaptações, pois os componentes originais não existem no mercado ou a peça comprada não adapta-se perfeitamente ao local existente.

Aqui, era necessário trocar o transformador de um rádio-gravador. Apesar do fabricante ter deixado espera para dois tamanhos diferentes, não era possível montar o transformador que tínhamos em mãos, pois era um pouco maior (figura 1).

Poderíamos colocar um modelo menor, mas daí o desempenho do equipamento ficaria prejudicado, pois a corrente máxima seria menor também. Isso poderia originar outros problemas, além da instatisfação do cliente, que notaria que o aparelho “não era mais como antes”. Sempre é melhor fazer um conserto que não precise de outra intervençao pouco tempo depois.

Então, era necessário criar a fixação para uma das extremidades do transformador. Muitos colocariam somente um parafuso e entregariam o aparelho. Mas se o equipamento caísse algum dia – e sempre cai – o estrago poderia ser maior e talvez inviabilizar novo conserto.

A técnica

Nos equipamentos com caixa plástica, os fabricantes utilizam “ilhas” com furos para a rosca de parafusos autoatarrachantes. Elas servem para fixar toda sorte de componentes do aparelho, inclusive as partes do próprio gabinete.

No nosso aparelho, as ilhas foram fabricadas elevadas para que o transformador ficasse ventilado e para evitar que os parafusos ultrapassassem a tampa (figura 1). Então, para montar o transformador maior, precisávamos “criar” mais uma ilha.

Costumo guardar algumas ilhas para esta eventualidade. Elas são retiradas de gabinetes em vias de descarte. Como o plástico das caixas é geralmente ABS, há uma boa intercompatibilidade. Algumas vem com uma porca embutida, como mostra a figura 2.

Figura 2 – Ilhas retiradas de gabinetes que foram descartados.

Figura 2 – Ilhas retiradas de gabinetes que foram descartados.

Figura 3 – Posicionamento da ilha auxiliar.

Figura 3 – Posicionamento da ilha auxiliar.

Figura 4 – Colocação da resina.

Figura 4 – Colocação da resina.

Figura 5 – Transformador pronto para montagem.

Figura 5 – Transformador pronto para montagem.

Escolhida a ilha com a altura correta e rosca semelhante, posiciona-se no lugar exato e aplica-se um pouco de cola de cianoacrilato (Scotch Bond, da 3M ou Super Bonder, da Henkel), para manter tudo no lugar (figura3).

Após a cola secar, mistura-se uma quantidade suficiente de resina, da forma mostrada em post anterior, e aplica-se ao redor da ilha, moldando um alicerce para que tudo fique bem reforçado, como mostra a figura figura 4.

Após esperar a secagem – que pode levar mais de 24 horas, pois o ABS às vezes amolece com a resina – removem-se as rebarbas e pode-se montar a peça. Na figura 5, nota-se que o transformador ficou com as abas exatamente em cima dos furos das ilhas, pronto para fixação.

Esta técnica serve para outros fins, pois o princípio de consertar ilhas plásticas é semelhante: reposicionar para o lugar original, colar as peças soltas e preencher os espaços vazios com resina. Eventualmente, reforçar o conjunto com grampos metálicos, como falei em outro artigo.

Um detalhe: deve-se evitar refazer a ilha toda com resina, porque além de ser trabalhoso, a resina não é tão flexível quanto o ABS e tende a trincar quando se rosqueia um parafuso. Mas como reforço, é excelente, pois entra em todos os espaços vazios e se torna parte integrante do gabinete. Bem diferente da cola epóxi (Araldite, Durepóxi ou Poxipol), que adere apenas levemente aos plásticos.

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: